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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Sobe para seis o número de mortos em queda de avião em Manaus

Seis pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte na reserva ambiental do Mindu, em Manaus (AM). A aeronave modelo Embraer 721 D, com capacidade para 8 pessoas, decolou do aeródromo de Flores por volta de 8h e seguia para o município de Novo Aripuanã. A queda ocorreu logo após a decolagem.

Segundo o tenente João Filho, do Corpo de Bombeiros de Manaus, seis pessoas estavam no avião, entre elas uma criança. “Quatro passageiros, inclusive a criança, ficaram entre os escombros e morreram com a colisão e com o incêndio que ocorreu, morreram carbonizadas. O piloto foi arremessado para fora da aeronave e ficou a uns dez metros de distância”, ressaltou João Filho.

Jefferson Luiz Janzen foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital 28 de Agosto, com 99% do corpo queimado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros ocupantes da aeronave eram João Frederico, Henrique Tiez Neto, Ruan Lemos, Ana Alice Gomes e o comandante João Jerônimo.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já realizou perícia e está investigando as causas do acidente. Entretanto, já adiantou que não foi encontrado nenhuma irregularidade com a matrícula da aeronave.

com Agencias

Instituto prevê boas chuvas no NE: A Funceme apresenta hoje a tendência para a próxima quadra chuvosa.



O que o cearense mais quer, especialmente o sertanejo, é a reversão do quadro de seca que atinge o Estado há cinco anos. As previsões mais otimistas estimam a possibilidade do retorno das chuvas em sua normalidade nos primeiros meses de 2017, em decorrência da atuação do fenômeno La Niña no oceano Pacífico e da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que favorece a incidência de chuvas no Nordeste. As considerações são da Somar Meteorologia, empresa privada que atua no segmento de meteorologia, oceanografia e meio ambiente. Levantamento da instituição, com base no último boletim da NOAA (órgão americano de meteorologia e oceanografia), aponta que a atmosfera do Oceano Pacífico influenciada por resfriamento, o que indica a ocorrência do fenômeno La Niña, deve continuar, acabando a partir do primeiro trimestre de 2017. Segundo ressalta Maria Clara Faffaki, meteorologista do órgão, a incidência do La Niña, aliado ao afastamento do fenômeno El Nino, pode resultar em chuvas dentro da normalidade a partir dos meses de janeiro e fevereiro. "A gente já está com a atuação do La Niña e a expectativa é que se estenda até o começo do ano que vem. Além disso, já para março de 2017, acontece o retorno da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A chuva vai voltando aos poucos de forma irregular agora em dezembro e a normalização pode acontecer a partir de janeiro", afirma. Cautela A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) pede cautela e reafirma o quadro de indefinição da próxima quadra chuvosa. Segundo o meteorologista Raul Fritz, o que há de concreto é o fato do La Niña estar em fraca intensidade, próximo da neutralidade. "Todas as previsões que temos consultado estão indicando o que a gente vinha anunciando, que é mais provável que a La Niña se dissipe por meados de fevereiro até início de março, e é isso preocupa". Segundo Fritz, o fenômeno só tem influência na incidência de chuvas no Estado se aparecer de fevereiro a maio. A maior esperança de precipitações, segundo ressalta, está na ZCIT, que depende das condições do Oceano Atlântico, mas também segue em quadro indefinido. "É preciso que haja uma diferença de temperatura da superfície do mar entre a parte sul, abaixo do Equador, e a parte acima do Equador. Agora nós temos aquecimento tanto acima quanto abaixo do Equador, mas isso pode mudar. Por isso, a gente espera até o início do ano que é quando a gente começa a ver uma definição desse padrão". Durante a realização do Fórum Cearense dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Ceará, na tarde de hoje, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, apresentará a tendência para a próxima quadra chuvosa. Já o prognóstico oficial sai em fevereiro. Diario do Nordeste

Proposta extingue o TCM e encosta os seus conselheiros


( Foto: Natinho Rodrigues ) Sede do TCM, localizada no Cambeba, onde hoje atuam todos os órgãos daquela Corte de Contas que cuidam das análises das contas dos 184 municípios cearenses e suas respectivas Câmaras Municipais. Uma proposta de emenda à Constituição do Estado do Ceará poderá ser a matéria mais polêmica deste fim de ano na Assembleia Legislativa. Ela extingue o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e transfere todas as suas competências atuais para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), como acontece em outros 26 estados. A matéria começou a ser gestada no fim da última semana e já está sendo avaliada por vários deputados estaduais, inclusive da oposição. A principal alegação dos interessados no fim do TCM é a redução de despesas do Estado, além de acabar com alguns dos problemas denunciados no processo de eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia, na quinta-feira passada. Os deputados governistas e a própria estrutura de Governo, segundo noticiado no curso da campanha para eleição dos novos dirigentes da Assembleia, recentemente encerrada, não gostaram da interferência dos conselheiros Francisco Aguiar e Domingos Filho na disputa no Legislativo estadual. Aguiar é presidente do Tribunal e Domingos foi eleito presidente a tomar posse no início do próximo ano. Aguiar é pai do deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), candidato derrotado para a presidência do Legislativo, e Domingos Filho, com PMB e PSD, foi apoiador de Sérgio, apesar dos apelos das principais lideranças do Governo, defensoras da candidatura de José Albuquerque (PDT). Em 2007, quando os integrantes da Assembleia discutiam a atualização da Constituição estadual elaborada em 1989, uma proposta de extinção do TCM, apresentada pelo PSOL, recebeu parecer favorável da comissão técnica, mas não chegou a ser aprovada, lembrava ontem o deputado Renato Roseno ao exibir uma matéria do Diário do Nordeste de 21 de agosto daquele ano, registrando a tramitação do seu partido, para comentar a questão ora levantada, dez anos após o questionamento da sigla. Estrutura O TCM foi criado em 1954, com o nome de Conselho de Assistência Técnica aos Municípios (CATM), no Governo Raul Barbosa. Em 1967, passou a ser chamado de Conselho de Contas dos Municípios (CCM), e em 1992 foi elevado à condição de Tribunal de Contas dos Municípios. O TCM é um dos quatro únicos Tribunais de Contas dos Municípios existentes no Brasil. Os demais são: TCM da Bahia, TCM do Pará e TCM de Goiás. As capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo têm tribunais para as duas respectivas localidades. Em todos os demais estados é o Tribunal de Contas do Estado o responsável pela análise das contas dos governos estaduais, Assembleias Legislativas, Prefeituras e Câmaras Municipais. A Constituição brasileira de 1988 recepcionou os Tribunais de Contas Municipais existentes, mas proibiu a criação de qualquer outro. A proposta de emenda à Constituição extinguindo o TCM ainda não foi lida no plenário da Assembleia, mas vários deputados já consideram-na aprovada, mesmo ainda não tendo ficado esclarecidos alguns pontos, a partir da disponibilidade dos seus atuais conselheiros, auditores e procuradores. O TCE, nos próximos dias, terá uma vaga de conselheiro com a aposentadoria de Teodorico Menezes, hoje afastado da Corte por decisão judicial. Para alguns deputados, essa vaga deverá ser ocupada por um dos conselheiros do TCM que ficarão em disponibilidade. Mas qual o critério? O mais antigo na Corte extinta? O Tribunal de Contas dos Municípios, como o TCE, é composto por sete conselheiros, dentre os quais um saído dos quadros de Auditor e o outro da Procuradoria do Tribunal. Tanto um como o outro são servidores de carreira, aprovados em concurso público. A disponibilidade não impõe prejuízos a nenhum deles. E até não alcançarem a aposentadoria, dependendo do que ficar especificado na emenda constitucional extinguindo o órgão, qualquer deles poderá chegar ao TCE, quando de eventual abertura de vaga. Não se comenta sobre a situação do corpo de procuradores e auditores, embora eles possam desempenhar suas funções junto aos atuais integrantes do TCE. Segundo aliados do Governo, com a extinção do TCM, o Estado terá uma economia substancial em relação ao Custeio daquela Corte e, no futuro, quanto aos gastos com subsídios e aposentadorias de novos conselheiros. Cada integrante daquela Corte recebe mensalmente importância equivalente a aproximadamente R$ 30 mil, além dos custos dos respectivos gabinetes. Todos os servidores efetivos do TCM continuariam trabalhando normalmente, mas sob ordens dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Os cargos comissionados e a terceirização serão reduzidos. Ainda não se sabe de quanto será a redução de despesas. Projetos O governador Camilo Santana conversa hoje com os deputados estaduais aliados sobre algumas das matérias que ainda vai encaminhar ao Legislativo, em caráter de urgência, para serem votadas até o fim deste ano legislativo, no início da segunda quinzena de dezembro. Ontem, os parlamentares indagavam uns aos outros se já haviam sido convidados para o encontro, que é a primeira avaliação de como ficou de fato a base governista na Assembleia. Diario do Nordeste