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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Governo e policiais civis não chegam a acordo em audiência no TJCE. Classe pode parar outra vez até o Segundo Turno

Policiais Civis greve 3
Terminou sem acordo mais uma rodada de negociações entre o Governo do Estado e representantes dos policiais civis cearenses. Nesta quarta-feira (5), as partes se reuniram numa audiência no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE),  no bairro Cambeba. Contudo, depois de quase três horas de sessão, as partes saíram da reunião sem uma solução para o problema. Os servidores permanecem, portanto, em estado de greve. Há duas semanas, a categoria deflagrou greve geral, que foi suspensa por ter sido considerada ilegal.
O principal entrava nas negociações é a não solução por parte do Estado quanto à melhoria salarial da categoria. Representantes do governo sustentam que o caixa do Estado não tem condições de pagar o que é pedido pela classe, pois estaria em dificuldades financeiras.
Já os policiais reivindicam, além da reposição salarial anual (que não foi feita pelo Governo neste ano para todas as categorias do funcionalismo público), uma completa reforma no Plano de Cargos e Carreiras da Instituição. A diferença salarial entre delegados de Polícia e os demais integrantes da corporação (inspetores, escrivães, peritos, legistas etc) é imensa e chega a até 60 por cento.
Delegacias fechadas
Há duas semanas, os policiais vivis decretaram em assembléia-geral a paralisação das atividades, deixando o Estado com praticamente 100 por cento das delegacias fechadas, funcionando apenas quatro unidades na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e outras duas no Interior. Contudo, a greve foi suspensa pelos agentes após a Justiça decretar a ilegalidade à pedido do governo. A categoria, no entanto, ingressou com recurso judicial.
Ontem, ainda durante a audiência no TJCE,  o desembargador Luiz Evaldo Gonçalves Leite concedeu um prazo de cinco dias para que o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) apresente à Justiça a contestação formal (recurso) contra a decretação da ilegalidade da greve. 
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Em apenas cinco dias de outubro, 50 pessoas foram assassinadas no estado

Eleições - Homicídio 1
Jovens e adolescentes são os principais alvos da criminalidade sem freios no Ceará
Uma sequência de atos de violência deixou, ao menos, 50 pessoas mortas no Ceará em apenas cinco dias do mês de outubro. Conforme os registros das autoridades de Segurança Pública, neste intervalo de 120 horas, 10 pessoas foram assassinadas na Capital cearense, 14 na Região Metropolitana de Fortaleza e outras 26 no Interior (13 no Interior Sul e 13 no Norte).
Na Capital, 10 assassinatos aconteceram nos bairros Granja Portugal, Canindezinho, Bom Jardim, Henrique Jorge, Quintino Cunha, Ellery, Aracapé, Conjunto São Cristóvão e Serviluz, além de um décimo caso na Área Integrada de Segurança Dois (AIS-2), em local não especificado.
Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram contabilizados 14 homicídios nos seguintes Municípios: Itaitinga (4), Maracanaú (3), Pacajus (2), Eusébio (2), Caucaia (2) e Pacatuba (1).
No Interior Norte, 13 pessoas foram mortas nos Municípios a seguir: Barreira (2 casos), Aracoiaba, Madalena, Itapiúna, Tianguá, Senador Sá, Itapipoca, Acaraú, Acarape, Pacoti, São Luís do Curu e Miraíma.
No Interior Sul, foram 13 homicídios nos municípios: Russas (2), Tauá (2), Quixadá (2), Missão Velha, Mauriti,  Iguatu, Morada Nova, Jucás, Quixeré e Jaguaruana.  
Misteriosos
Entre os 50 assassinatos, vários ainda estão sendo investigados sob total mistério, como por exemplo, o caso de um homem cujo corpo com sinas de tortura foi encontrado dentro de uma mala de viagem, deixada em um matagal na localidade de Riachão, na zona rural de Acarape (a 54Km de Fortaleza). O cadáver foi localizado no começo da manhã da última terça-feira (4). A vítima, aparentando em torno de 50 anos de idade, ainda não foi identificada.
Em Fortaleza, o corpo de um homem, completamente carbonizado, foi deixado dentro de um carro incendiado em um terreno baldio no bairro Aracapé, na tarde de quarta-feira (5).
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