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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Delegado ameaça demitir grevistas


Em um "conversa", ontem, para 160 novos escrivães da Polícia Civil, o delegado geral da Pasta, Andrade Júnior, ameaçou demitir toda a Polícia Civil se continuasse em greve, repetiu que a paralisação era uma "ilegalidade" e chegou a usar o termo "pilantras" para se referir a quem estava no movimento. "Como disse aos senhores, tenho 45 anos de idade e 29 de serviço público. Comecei a trabalhar bem cedo e nunca cometi uma ilegalidade dentro da função. E desafio qualquer um desses pilantras que estão aí. Se vão entrar para engrossar esse coro, não entrem". >CGD vai apurar conduta de policiais civis do CE O áudio com a fala de Andrade Júnior, considerada pelo próprio delegado geral como "dura", foi divulgado nas redes sociais e repercutiu mal entre inspetores e escrivães. Um outro áudio de Andrade Júnior pedindo desculpas pela expressão "pilantras", também foi difundido. "Gostaria de pedir desculpas aos policiais civis porque o termo foi inadequado. Os senhores não são esses, até porque não foi direcionado para os senhores. Nós sabemos quem são as pessoas que estão buscando promoção pessoal e mentindo para a categoria, dizendo que conseguiu isso e aquilo", disse. Andrade Júnior aparece em outro trecho do áudio alertando que os policiais que estavam na sala não gravassem. "Eu sei que um ou outro está gravando a conversa do delegado geral. Não façam isso. Não façam porque o processo de vocês vai durar dez dias. Está gravando, para de gravar logo". Em outro trecho, o delegado geral diz que foi alertado de que a convocação dos novos escrivães poderia ser um erro. "Muita gente diz: Andrade, você tem quantos para entrar. 200? Andrade, você vai colocar 200 escrivães para dentro para engrossar essa turba que está aí. Eu digo: gente, eu boto para dentro, eu boto para fora. Eu tenho mais duas turmas de reserva. Eu tenho cadastro de reserva que o governo vai abrir agora. Eu mudo toda a Polícia Civil. Mas isso aqui funciona! Eu peço encarecidamente que aquele que achar que o discurso é muito duro, desista. Mas desista mesmo". O delegado geral reafirmou que não respeitava a greve, considerada por ele como ilegalidade. "Eu não posso respeitar essa ilegalidade que está aí. Se vocês têm amigos, a única saída deles é se apresentar imediatamente ao trabalho. Não é ameaça do delegado geral não. Estou mandando trabalhar. Os senhores estão sendo convocados pra trabalhar", afirmou. A posse dos escrivães deve ocorrer durante esse semana. Procurado pela reportagem para comentar as declarações, o delegado geral não foi localizado. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol-CE), Francisco Lucas disse que Andrade Júnior "foi extremamente infeliz" nas declarações. "A categoria está analisando a possibilidade de entrar com ação de reparação de danos morais coletiva. Estão todos revoltados. Estamos na luta para melhoria das condições", disse. DN

Violência deixou 286 pessoas assassinadas no mês de outubro

bandidnos mortos 4
Dois bandidos foram mortos em confronto com a PM em Tauá, no dia 26
Duplo 20
Dois homens foram fuzilados nas ruas do bairro Jardim América, no dia 25
Estiva mulher morta local 2
Três mulheres foram mortas na Favela da Estiva, no bairro Serviluz, no dia  15
Domingo - duplo Icaraí 1
Três jovens foram mortos na Estrada Velha do Icaraí, em Caucaia, no dia 24
tenente morto no Montese 4 local
Um oficial da PM e um assaltante foram mortos no Montese, no dia 14
Imperador
Dois assaltantes foram mortos na Avenida Imperador, Centro, no dia 11
Outubro de 2016 terminou com o registro de 286 assassinatos no Ceará, entre homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de óbitos. A Capital cearense foi a que apresentou a maior taxa de  assassinatos no mês entres as quatro áreas do Estado, com 78 casos, seguida da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com 77 casos. Já o Interior Sul teve o registro de 76 homicídios,  e o Interior Norte outros 55 casos.
No mês de setembro, segundo dado da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), ocorreram 222 assassinatos no Estado, sem contar quatro homicídios em presídios e seis mortes de pessoas por intervenção policial.
Os números mostram que entre setembro e outubro houve um aumento da ordem de 28,8 por cento nas taxas de assassinatos no Ceará. E a Capital tem apresentado nos últimos dois meses um crescente na estatística dos homicídios, em decorrência do fim do pacto de paz que havia sido firmado entre facções criminosas que dominam o tráfico de drogas em diversos bairros da cidade. O mesmo acontece em relação à Região Metropolitana de Fortaleza.
Números  de outubro:
- Homicídios/Capital ...... 78
- Homicídios/RMF .......... 77
- Homicídios/Interior Norte ...... 55
- Homicídios/Interior Sul ........... 76
TOTAL = 286
Números detalhados da estatística:
- Latrocínios  (6)
- Mulheres assassinadas (22)
- Adolescentes assassinados (26)
- Policiais assassinados (1)
- Pessoas mortas em confronto com a Polícia (7)
- Detentos mortos em unidades prisionais (5)
- Pessoas assassinadas no Território da Paz* (10)
(*) Compreende os bairros Bom Jardim, Siqueira, Granja Lisboa, Canindezinho e Granja Portugal, localizados na Área Integrada de Segurança Dois (AIS-2)
Registros de homicídios múltiplos:
- Duplo homicídio (11 casos)
- Triplo homicídio (2 casos)
- Quádruplo homicídio (1 caso)