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sábado, 5 de novembro de 2016

Acervo de Lula inclui desde fuzil AK-47 até presente de Aécio Neves


Coleção de Lula tem 9.037 peças e ocupa 11 contêineres (Foto: Divulgação)

FUZIL DA GUERRILHA E CHUTEIRA DA EMBRAPA
Alguns itens se destacam. É o caso do fuzil de guerra do tipo AK-47, fixado em uma base de madeira. A arma mede 90 cm de comprimento e foi fabricada na Coreia do Norte.
Na caixa de madeira, uma inscrição com o brasão da república de El Salvador explica (em espanhol) a origem da arma: “Foi utilizado por forças da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional [FMLN, um grupo guerrilheiro] na guerra de El Salvador, na frente oriental, entre os anos de 1988 e 1991”.
O AK-47 foi criado na antiga União Soviética em 1947. Resistente e simples de manusear, tornou-se a arma preferida de guerrilheiros em todo o mundo e inspirou as gerações seguintes de rifles de assalto. Réplicas foram fabricadas em muitos países.
O levantamento de Okamotto não esclarece quem presenteou Lula com a arma e nem a data.
Outro item curioso é uma chuteira personalizada, com o nome do ex-presidente e a logomarca da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O calçado de cor preta e tamanho 42 foi entregue a Lula pelo engenheiro agrônomo Clayton Campanhola em julho de 2004. Campanhola presidiu a Embrapa no começo do governo de Lula.
RESPOSTA À ACUSAÇÃO
O levantamento foi entregue por Okamotto junto de uma “resposta à acusação” na ação penal que apura o suposto pagamento de propina. Leia aqui a íntegra da manifestação.
Okamotto disse ter recebido um pedido do ex-ministro Gilberto Carvalho, no fim do governo Lula, para que “providenciasse um destino” para os objetos. Ele pediu ajuda a Léo Pinheiro, então chefe da OAS.
Para Okamotto, os investigadores não conseguiram ligar o pagamento da armazenagem do acervo de Lula a nenhuma vantagem recebida pela OAS na Petrobras.
“Dito de outro modo, a denúncia não apresentou suporte probatório para demonstrar que o valor pago pela OAS à Granero estava relacionado a um ato de corrupção cometido em desfavor da Petrobras”, escreveu a defesa do petista.


FONTE: Uol

De 2011 a 2015, Brasil teve mais mortes violentas do que a Síria


Não é exagero dizer que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. O Anuário de Segurança Pública 2016, publicado essa semana, deixa isso bem claro: entre 2011 e 2015, houve mais mortes por causas violentas por aqui do que na Síria – país que enfrenta uma guerra civil violenta, e que é dominado pelo Estado Islâmico.
Na Síria, nesses cinco anos de conflito, morreram 256.124, de acordo com a ONU; no Brasil, foram 279.592 (quase a população da Islândia, 330 mil) – uma diferença de 23.468 pessoas. Dá quase uma Islândia inteira (que tem 320 mil habitantes). Só em 2015, foram 58.492 mortes – quase uma a cada nove minuto). O mais triste é que, entre as vítimas daqui, 54%  eram jovens (de 15 a 24 anos) e 73%, negros.
De longe, a causa mais comum é o assassinato, que aconteceu em 89% dos casos. Mas também destacam-se o latrocínio (roubo seguido de morte), responsável por quase 4% dos óbitos, e lesões violentas, que resultaram em 1,4% das mortes.
Como negros representam a maior parte da população pobre do país (76%, segundo o IBGE), eles acabam também correspondendo à fatia mais vulnerável da população. A violência policial, por exemplo, é especialmente intensa contra negros ou pardos: eles correspondem a 75% dos mortos por oficiais. Em 2015, 21.033 pessoas foram assassinadas pela polícia – quase 36% do total de mortes violentas (levando em conta apenas os dados oficiais). É um número bem maior do que o de latrocínios, por exemplo, que fizeram 2.314 vítimas.
Isso leva a três dados assustadores: 70% da população brasileira acha que a Polícia Militar é truculenta demais, 58% afirmam ter medo dessa violência e 53% temem ser assassinados pela PM. De fato, só 6% acreditam que a violência exercida pela polícia estaria “na medida” certa para o combate ao crime – e metade dos brasileiros acha que ela é ineficiente em manter a segurança do país.
Polícia que mata e morre
De acordo com o Anuário, a nossa Polícia Militar é uma das que mais matam no mundo – mas também é a que mais morre, em comparação com outras nações. Por ano, entre os quase 500 mil policiais militares do país, acontecem 393 homicídios (103 em serviço, 290 fora de serviço), e 70% desses profissionais afirmam conhecer pelo menos um colega que morreu. Para dar uma ideia, no mesmo período nos EUA, a polícia matou 442 pessoas – e perdeu 127 policiais.
“Bandido bom é bandido morto”
O clima de terror que todo esse contexto causa é palpável: 76% dos brasileiros têm medo do assassinato. E 57% acreditam que “bandido bom é bandido morto” – ou que as pessoas que cometem crimes não têm uma punição adequada. Você deve estar pensando que isso só pode ser resultado de pouco investimento em segurança pública pelo governo. Mas não é pouco o dinheiro que vai para essa área: em 2015, a União gastou R$ 76,3 bilhões em segurança, equivalente a 1,38% do PIB brasileiro. A quantia até vem aumentando (desde 2002, cresceu 62%), e é semelhante aos gastos de países desenvolvidos, como Espanha (1,2% do PIB) e Alemanha (1,3%).
Fonte: Revista Super Interessante