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sábado, 3 de junho de 2017

Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Polícia Militar deflagram operação de combate a roubo de cargas


Equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar (PM), por meio do Batalhão de Polícia de Choque e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), deram cumprimento a seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva contra investigados envolvidos com roubos de cargas, na madrugada deste sábado (03/06). Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Fortaleza/CE e 2ª Vara Criminal de Caucaia/CE. 

Durante as buscas foram apreendidos veículos roubados, armas, drogas e a quantia de pelo menos R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), havendo indicativo que o grupo participou do recente roubo a banco ocorrido na cidade de Miraíma/CE. Os crimes em apuração são de roubo qualificado, receptação e organização criminosa, com pena de reclusão superior a 22 anos. 

A investigação foi iniciada em junho de 2016 em decorrência da notícia-crime trazida pelo setor de inteligência da PRF sobre grupo que estaria agindo contra veículos de carga. No decorrer dos levantamentos constatou-se que boa parte dos caminhões abordados era de transporte dos Correios. A coleta de provas foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), e posteriormente compartilhada para Polícia Federal, considerando os roubos perpetrados contra os Correios. 

O grupo atuava abordando veículos de carga nas rodovias de acesso a Fortaleza/CE, sempre com uso de armas de fogo e emprego de violência contra as vítimas. Após a abordagem, os caminhões e motoristas eram levados para local ermo, onde a carga era subtraída. Estima-se prejuízo em torno de R$ 500 mil reais, havendo vinculação do grupo a pelo menos 20 ocorrências de roubo. 

Coletiva de Imprensa

Os órgãos envolvidos na Operação “Carga Pesada” convidam a imprensa para entrevista coletiva hoje, sábado (03/06), às 10h, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará.

 
Assessoria de Imprensa
Ministério Público do Estado do Ceará

Rocha Loures, ex-assessor de Temer, é preso pela PF


No pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que Rocha é "verdadeiro longa manus do presidente Michel Temer" ( FOTO: Agência Senado )

A Polícia Federal informou que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado do presidente Michel Temer (PMDB), foi preso neste sábado (3), por determinação do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado se encontra na Superintendência Regional da PF na capital federal.

Segundo a PF, não há previsão, neste momento, de transferência. Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em negociação de pagamento de propina. Depois, ambos foram alvos de ações controladas pela Procuradoria-Geral da República. Em um dos vídeos gravados pela Polícia Federal, Rocha Loures aparece “correndo” após supostamente ter recebido uma mala com R$ 500 mil.

Defesa
O advogado de Rodrigo Rocha Loures, Cezar Bitencourt, argumentou em sua defesa ao ministro Edson Fachin, que a Procuradoria-Geral da República solicitou a prisão de seu cliente com objetivo “forçar delação” premiada.

“Há três anos assiste-se os espetáculos lamentáveis e totalmente desnecessários, transformando a prisão em regra, quando deveria ser exceção”, escreveu Cezar Bitencourt nas alegações da defesa. “Prende-se para investigar, para descobrir provas, para forçar delações, por precisar de tempo para produzir provas, mas não por necessidade da prisão”, diz o advogado, que cita no documento o editorial do Estado de anteontem, “É isto a Justiça?”.

Bitencourt, que criticou o que chamou de “espetacularização” das prisões da Operação Lava Jato, afirmou ainda que o Ministério Público “confessou” na imprensa que prende para “forçar deleção e facilitar as delações”.

Prisão

A prisão de Rocha Loures havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato. A captura de Rocha Loures foi negada por Fachin. O ministro do STF havia alegado a imunidade parlamentar de Rocha Loures para não autorizar a prisão.

O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser deposto da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumir o seu mandato.

Após Rocha Loures perder a prerrogativa do foro privilegiado, já que Osmar Serraglio havia voltado à Câmara, Janot, então, pediu a reconsideração da prisão do aliado de Temer.

Na semana passada, Janot já havia pedido para Fachin reconsiderar a decisão tanto relativa a Rocha Loures quanto ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

Para o procurador-geral da República, a prisão dos dois é “imprescindível” para garantia da ordem pública e instrução criminal, diante de fatos gravíssimos que teriam sido cometidos pelos parlamentares.


Fonte Diário do Nordeste