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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

'Prefeita ostentação' é afastada novamente do cargo


A juíza Leonilde Delfina Barros Amorim, titular da 2ª Vara da Comarca de Zé Doca, decidiu nesta quinta-feira (11) afastar a prefeita Lidiane Leite que havia sido reempossada na última terça-feira (9) por decisão da Câmara dos Vereadores de Bom Jardim. A magistrada também afastou por 120 dias o presidente da Câmara, Araão Sousa Silva, por entender que ele agiu unilateralmente ao revogar o Decreto Legislativo 006/2015 que havia decidido pela perda do mandato de Lidiane. A decisão da Justiça atende a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitando que a Ação Civil Pública contra Lidiane Leite por Improbidade Administrativa fosse julgada. Na visão do órgão, o retorno de Lidiane ao cargo de prefeita resultaria na continuidade da dilapidação do patrimônio público de Bom Jardim. Na sentença, a juíza disse que acatou ao pedido do MP-MA “tendo em vista sua recondução ao cargo de Prefeita Municipal desta cidade, em 09/08/2016, em solenidade realizada na Câmara Municipal de Bom Jardim, que, segundo o representante do Ministério Público Estadual, não atendeu as formalidades legais por inexistir o tal ato formal que autorizasse sua recondução ao cargo”. O presidente afastado da Câmara Municipal de Bom Jardim, Araão Sousa Silva, disse que irá agravar da decisão da juíza alegando que o Ministério Público não solicitou nenhum ofício para averiguar as documentações e que seria abuso de poder por parte do órgão. Lidiane Leite disse ao G1 que só irá se posicionar depois que tomar ciência da decisão da Justiça. Recondução Lidiane Leite foi reconduzida ao cargo de prefeita de Bom Jardim na última terça-feira (9) após o Decreto Legislativo 006/2015, que decidiu pela perda do seu mandato ter sido revogado. “Foi uma surpresa para mim. Eu estava voltando até a estudar quando eu fui Continue a leitura » Via Erivando Lima

Carro-forte é atacado em São Luís do Curu, veja fotos


Criminosos fortemente armados atacaram um carro-forte no km 82,6 da BR-222, compreendido no município de São Luis do Curu, 79 km de Fortaleza, na tarde desta quinta-feira (11). Os assaltantes encapuzados chegaram em três veículos e renderam os ocupantes do veículo que pertence à empresa Brinks. Para render os condutores do carro-forte, os criminosos efetuaram vários disparos. 
Quando o carro-forte parou, os criminosos ordenaram que os ocupantes saíssem e explodiram o veículo. Imagens encaminhadas ao WhatsApp mostram a situação no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), após a explosão, os criminosos fugiram rumo ao município de Umirim. Um dos veículos usados no ataque foi encontrado horas depois. 
De acordo com a Polícia Civil, não houve feridos.
Este é o quarto ataque contra carros-fortes este ano, segundo o levantamento do Sindicato dos Bancários do Ceará. O primeiro ocorreu no final de abril no município de Ibaretama, contra um veículo da empresa Prosegur. Em maio, dois ataques foram registrados. O primeiro em Acopiara, 345 km de Fortaleza e o segundo em Jaguaribe, 308 km de Fortaleza. 
Em nota, a Polícia Civil informou que equipes da Delegacia de Roubos e Furtos estão no local e realizam diligências com o objetivo de identificar os envolvidos no crime.
Fonte: CNews
Fotos: WhatsApp/TV Cidade

Morre agente da Força Nacional baleado em ação de segurança da Olimpíada



Morreu na noite desta quinta-feira (11) o agente da Força Nacional Hélio Vieira, baleado durante um ataque a uma viatura da corporação no complexo de favelas da Maré. A morte foi divulgada em uma mensagem do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, publicada numa rede social (veja abaixo). Vieira é policial militar de Roraima. Estava no Rio por conta dos Jogos Olímpicos de 2016. 

O ataque à Força Nacional aconteceu na tarde de quarta-feira (10). Três agentes da corporação estavam circulando por vias do Rio a trabalho por conta da Olimpíada de 2016. Entraram por engano na favela e foram atingidos por tiros. 

Um disparo acertou Hélio na cabeça. Ele foi encaminhado para o Hospital Salgado Filho e passou por uma cirurgia. Estava internado em estado grave desde então, mas não resistiu.

O ministro de Moraes expressou solidariedade à família do agente Vieira. Descreveu o ataque a ele e os outros membros da Força Nacional como uma covardia. "Hélio Vieira sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos", declarou o ministro. 

De Moraes ainda afirmou que Vieira é um "verdadeiro herói do nosso País". "Nosso presidente da República [interino], Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e dignidade aos nossos policiais", complementou o ministro.

A morte de Vieira contrasta com a avaliação sobre a Olimpíada feita pelo próprio ministro durante a tarde de quinta-feira. Em evento na Casa Brasil, Moraes afirmou que o balanço dos primeiros sete dias do evento era "extremamente positivos". Ele ainda comemorou que o Rio-2016 não tinha nenhuma mancha.

Minutos após a morte de Vieira, a Força Nacional emitiu uma nota de pesar. Na nota, a corporação declara que não como mensurar a dor de todos os colegas de Vieira, assim como de seus familiares e amigos.

"À família, daremos apoio incondicional, rogando que cada ente querido encontre conforto no orgulho de ter participado da vida deste herói que tombou envergando com altivez a nossa farda da Força Nacional", declarou.

A segurança das arenas e outras áreas de competição da Olimpíada de 2016 é uma tarefa atribuída a Força Nacional. Cerca de 6 mil agentes da corporação, vindos de vários Estados do país, foram enviados ao Rio para trabalhar durante o evento.

Desde de que chegaram aqui, entretanto, eles têm sofrido com improvisos e reclamado das más condições de trabalho. Inicialmente, a Força Nacional teria 9.600 agentes trabalhando na Rio-2016. Estados, porém, reduziram o envio de seus policias ao Rio.

A falta de efetivo faz com que agentes da Força Nacional trabalhem longas jornadas para darem conta da segurança da Olimpíada. Os agentes que vieram para o Rio encaram até 16 horas de atividades seguidas para terem direito a 12 horas de descanso –isso quando não são convocados para emergências.

No Rio, os agentes da Força Nacional se deslocam para diferentes locais da cidade para ocuparem seus postos em arenas olímpicas. Essas viagens diárias são feitas em ônibus comuns, sem escolta. Eles reclamam que isso os deixa expostos a ataques, ainda mais porque muitos circulam desarmados.

No dia da cerimônia da abertura da Olimpíada, um ataque efetivamente aconteceu. Agentes relataram estavam deixando a área do Maracanã pela avenida Brasil, onde a festa aconteceu, quando o ônibus em que estavam foi atingido pedradas. Três agentes ficaram feridos por estilhaços. A autoria dos ataques não foi determinada.

Menos de uma semana depois, na quarta (10), ocorreu um novo ataque, o qual causou a morte de Vieira. Esse ataque revoltou os agentes em serviço na capital fluminense por conta dos Jogos Olímpicos.

UOL