Mais de 614 mil cearenses estão com o título de eleitor cancelado e, em decorrência disso, não poderão comparecer às urnas nas eleições de outubro de 2018. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE- CE), nesta quinta-feira (10). A informação é do Diário do Nordeste.
A quantidade de pessoas que estão sem título equivale a 9,78% do eleitorado cearense, quando se compara o número de votantes registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente ao mês de março.
Desses 614.377 eleitores que perderam o título, 77,4%, ou 475.689, foi por ausência de biometria obrigatória e 22,6%, equivalente a 138.688 eleitores, por não votar durante três pleitos seguidos. É importante ressaltar que estão fora desses números os eleitores que estão regulares com a Justica, ou seja, estão aptos a votarem, mas na urna vão optar pelo voto nulo, branco ou se abster.
Somando a população de Sobral, Juazeiro do Norte e Crato, três municípios entre as 10 cidades com maior população no Ceará, de acordo com estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda não seria suficiente para chegar ao número de eleitores que não vão votar este ano no Ceará. O número populacional de Sobral é de 205 mil, de Juazeiro do Norte é de 270 mil e do Crato é 130 mil, segundo estimativa do IBGE para 2017.
Confira os 20 municípios que possuem mais cidadãos com título de eleitor cancelado:
1. Fortaleza: 60.767
2. Caucaia: 34.217
3. Juazeiro do Norte: 23.645
4. Maracanaú: 22.728
5. Sobral: 14.745
6. Crato: 13.416
7. Iguatu: 12.568
8. Itapipoca: 11.996
9. Icó: 9.645
10. Maranguape: 9.471
11. São Benedito: 8.458
12. Morada Nova: 8.200
13. Aracati: 8.183
14. Pacatuba: 8.139
15. Quixadá: 7.970
16. Acaraú: 7.849
17. Canindé: 7.797
18. Cascavel: 7.410
19. Crateús: 7.333
20. Pacajús: 7.319
Os cidadãos que perderam o título de eleitor só poderão regularizar a situação com o TRE-CE após as Eleições 2018. no fim do segundo semestre.
Defesa do dono da Dolly diz que prisão é 'injusta' e que recorrerá
A defesa de Laerte Codonho, dono da fábrica de refrigerantes Dolly, disse nesta quinta-feira, 10, que a prisão do empresário é injusta. Segundo a defesa de Codonho, ele sempre colaborou com as autoridades.
Os advogados também disseram que recorrerão da decisão.
Nesta quinta-feira, a Polícia prendeu o empresário por suspeita de fraude fiscal continuada e estruturada, sonegação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Codonho foi preso em sua residência no município de Cotia, na Grande São Paulo, e removido para o 77º Distrito Policial, no bairro de Santa Cecília, no centro da capital paulista. A Justiça decretou a prisão temporária do empresário.
"Em relação à prisão temporária do empresário Laerte Codonho, detentor da marca Dolly, reforçamos que a prisão é injusta. Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça", destacou a defesa do empresário. Com informações do Noticias ao Minuto.


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