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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Previsão climática indica agravamento da seca no nordeste, principalmente no Ceará



A seca na região Nordeste, que já dura cinco anos, pode se agravar ainda mais entre fevereiro e abril. É o que indica o documento divulgado na última segunda-feira (6) após reunião extraordinária do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Segundo o documento, a probabilidade de chover menos que previsto para o período é de 40%. Já as chances de chuva acima do normal são de apenas 25%.

Segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, do Cemaden, se as chuvas ficarem entre a média histórica ou até 30% abaixo dela, a situação da maioria dos reservatórios de água da parte norte do Nordeste não terá recuperação significativa nos meses de fevereiro, março e abril, considerada a estação chuvosa do semiárido.

“Isso implicará em severos impactos na agricultura e na pecuária e no abastecimento de água para a população”, declarou Seluchi.

Participam do GT especialistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além de representantes dos Centros Estaduais de Meteorologia e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com o mapa da seca divulgado pelo ministério pode-se notar que o estado do Ceará – em amarelo – está com a situação mais preocupante, reforçando as previsões de que as chuvas no estado podem ficar abaixo da média.



Fonte Monólitos Post 

Número de homicídios aumenta 26% em Fortaleza em relação a janeiro de 2016



O número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI’s), que incluem homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, em Fortaleza, aumentou cerca de 26,8% durante o mês de janeiro de 2017, se comparado com o mesmo período de 2016.

Conforme um balanço mensal divulgado nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), durante os 30 primeiros dias do ano pelo menos 123 homicídios foram registrados na capital cearense, sendo 26 a mais se comparado com o mesmo período do ano passado.

O aumento de crimes não foi sentido apenas na capital do estado. Ainda de acordo com o levantamento da SSPDS, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) contabilizou um aumento de 4,8% no número de homicídios, o que significa 88 assassinatos durante o mês passado.

Já o interior sul do Ceará também teve aumento de 13,4%, registrando em janeiro 93 homicídios.

Ao todo, o Estado do Ceará registrou no último mês pelo menos 349 homicídios. O número é 8% maior se comparado com os dados obtidos no mês de janeiro do ano passado.

Quando comparado as estatísticas de violência do mês de janeiro de 2017 com o mês de dezembro de 2016 na capital cearense, a situação também é preocupante. De acordo com os dados da SSPDS, no último mês de dezembro foram contabilizados 87 homicídios. Já em janeiro deste ano, o número subiu para 123 assassinatos. O aumento da violência significou uma elevação de 46,5% no número de CVLI’s de dezembro para janeiro.

Reduções

Apesar do crescente aumento da insegurança no início deste ano, os dados também contabilizaram reduções. Conforme os dados da SSPDS, o interior Norte do Ceará registrou queda de homicídios de 25%, caindo de 60 crimes (registrados em janeiro de 2016) para 45 no mês passado.

Além disso, o número de roubos e furtos teve uma redução de 6,8% em todo o estado. Segundo a secretaria, os Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs) apresentaram em Fortaleza redução de 14,3%. Ao todo, 3.858 roubos foram contabilizados em janeiro de 2017, sendo 643 a menos que o mesmo período do ano passado.

No entanto, a redução só foi percebida na capital cearense. Quando se compara os dados estatísticos do primeiro mês de 2017 com o do ano anterior, o aumento foi evidente. Na Região Metropolitana, o aumento foi de 4,6%, contabilizando 974 roubos. Na região Norte o registro foi de 563, cerca de 100 a mais que o ano passado. Já no interior sul o número de roubou subiu de 610 para 666.

Para o pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC) Ricardo Moura, além do tráfico de drogas, um dos principais fatores que influenciam a violência no Ceará, o tráfico de armas no estado tem dado uma grande contribuição para esse aumento.

“Por algum tempo se creditou os homicídios do estado ao tráfico de drogas, mas embora isso tenha uma relação muito forte, o instrumento de violência maior são as armas de fogo. Hoje, qualquer indivíduo tem acesso, mesmo sendo proibido a sua comercialização. De forma geral muitos conflitos interpessoais são resolvidos pela violência e o acesso mais fácil às armas faz com que isso se agrave bastante”, constata o especialista.

Confira o número de mortes em cada ano no Ceará:

2007 – 1.936
2008 – 2.031
2009 – 2.168
2010 – 2.692
2011 – 2.788
2012 – 3.565
2013 – 4.462
2014 – 4.439
2015 – 4.019
2016 – 3.407
2017 – 349 (até janeiro)



Fonte Tribuna do Ceará