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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Vírus da zika afeta testículos, segundo estudo



Imagem é representação da superfície do vírus da zika (Foto: Universidade Purdue/Cortesia)

O vírus da zika, após deixar a corrente sanguínea, continua se replicando em células dos testículos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista especializada "Science Advances".

A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Yale , nos Estados Unidos, e testada em roedores, afirma que o vírus causa inflamação e diminuição dos níveis de testosterona, entre outros efeitos.

"Foi reportado que o vírus da zika podia ser detectado no sêmen por períodos prolongados depois da infecção no ser humano. Portanto, pensamos na hipótese de que o vírus pode se replicar nos testículos e a comprovamos usando um modelo com ratos", explicou à Agência Efe Ryuta Uraki, o pesquisador de Yale que dirigiu o estudo.

Para realizar a pesquisa, os especialistas infectaram ratos e notaram que o vírus desaparecia do sangue dos animais após 21 dias, mas ainda estava presente nos testículos, que tinham encolhido "significativamente", o que para Uraki indica que as células morreram depois da infecção.

O vírus da zika, assim como o da dengue e da chikungunha, é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e costuma causar febre leve, erupções na pele, conjuntivite e dores musculares, além de estar relacionado com más-formações congênitas em fetos cujas mães são infectadas durante a gravidez.

Uraki também afirmou que, embora acredite-se que o vírus se espalha principalmente através da picada do mosquito infectado, é preciso prestar atenção no risco da transmissão sexual.

O pesquisador também afirma que, depois da infecção, "o esperma tinha uma capacidade de movimento reduzida, o que poderia diminuir a fertilidade" do homem. Por terem utilizado ratos, os cientistas ainda precisam saber se suas conclusões também se aplicam aos seres humanos.


"Seria interessante monitorar o nível de testosterona nos homens infectados com o vírus para determinar se os afeta de forma similar", acrescentou Uraki.

Os especialistas também querem saber como é que o vírus da zika pode continuar presente nos testículos e por que o sistema imunológico não consegue eliminá-lo nesses lugares.
Fonte: EFE

Governo estuda acabar com unidades próprias do Farmácia Popular


Atualmente, são mantidas 423 unidades próprias de farmácias, distribuídas em 24 municípios (Foto: Chico Siqueira/AE)

O programa símbolo do governo do PT na área de saúde, o Farmácia Popular, deve ser alterado. O governo estuda extinguir as unidades próprias, mantidas com recursos do Ministério da Saúde em parceria com Estados e municípios para manter apenas a rede de farmácias particulares credenciadas.

Para justificar a mudança, o governo alega que o modelo de unidades próprias é dispendioso e pouco eficaz. Desde o lançamento do programa, em 2004, esse formato nunca decolou da forma esperada. O número de unidades para dispensação de medicamentos é reduzido e os custos, considerados altos.

Atualmente, são mantidas 423 unidades próprias de farmácias, distribuídas em 24 municípios. Para manter o sistema, foi desembolsado no ano passado R$ 90 milhões. Boa parte dos recursos, no entanto, foi drenada com a manutenção do sistema. Apenas R$ 12 milhões envolveram efetivamente a compra de remédios, realizada e coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz.

Em alguns Estados, o modelo já foi colocado em desuso. Na Bahia, por exemplo, o Farmácia Popular funciona apenas com as unidades de farmácias particulares, credenciadas no programa. Somente este ano, mais cinco unidades foram fechadas, a pedido dos municípios.

A discussão para o fim das unidades próprias começou a ser feita há alguns meses. A decisão, no entanto, ainda não foi tomada porque não há ainda o aval dos secretários municipais de saúde. A dúvida está sobre o que será feito com a demanda atualmente existente.

Parte dos secretários municipais defende a migração pura e simples para as farmácias credenciadas - algo que já é feito informalmente nas cidades que aos poucos fecham suas unidades próprias. O problema, no entanto, está no alcance do atendimento. Nas unidades próprias, pacientes pagam o equivalente a 10% do valor do medicamento.


A cesta de produtos contém 112 medicamentos para tratar hipertensão, diabetes, úlcera gástrica, depressão, asma, infecções e verminoses, enxaqueca, queimaduras e inflamações, por exemplo, além dos anticoncepcionais. A única condição necessária é apresentar a receita médica ou odontológica.

A unidade conta também com uma rede de profissionais farmacêuticos. No Aqui Tem Farmácia Popular, a cesta de remédios atendida para o programa é mais restrita: são 25 medicamentos, dos quais 14 são gratuitos. Uma das alternativas estudadas é garantir que recursos sejam destinados para a dispensação dos remédios nas unidades básicas de saúde, de forma gratuita, apenas para pacientes que apresentam receitas preparadas por profissionais médicos ligados ao SUS. Isso também traria uma redução do atendimento.

Outra proposta é ampliar a oferta de remédios dispensados no Aqui Tem Farmácia Popular, atualmente presente em 80% dos municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, o orçamento total do programa (rede própria e credenciadas) em 2016 foi de R$ 3 bilhões. Uma reunião estava prevista para ser realizada nesta quinta. No entanto, diante da falta de consenso, a discussão será retomada no próximo mês.
Fonte: Estadão Conteúdo