Atenção: as imagens contidas no blog são de domínio público e/ou retiradas do Google. Se você, por algum motivo, sentir-se ofendido ou agredido com alguma imagem ou texto postados neste blog, entre em contato e a mesma, se este for o caso, será retirada. Caso a imagem seja sua, avise-me para que eu lhe credite a autoria.CONTATO cratonoticia@gmail.com/WHATSAPP [88] 9 9788 5932

terça-feira, 11 de abril de 2017

Vacina contra zika atinge resultados positivos inéditos


Testes feitos em ratos demonstraram eficácia do fármaco (Foto: Divulgação)


Os primeiros testes de uma vacina contra o vírus zika desenvolvida por cientistas do Instituto Evandro Chagas, órgão do governo federal sediado em Belém (PA), e da Universidade do Texas, nos EUA, deram resultados positivos.

Em estudo publicado na revista especializada "Nature Medicine", os pesquisadores disseram que o medicamento, aplicado por meio de apenas uma dose, se mostrou "eficaz" e "seguro" em camundongos.

Com uma vacina que usa o vírus vivo, mas atenuado, os cientistas conseguiram inibir completamente o desenvolvimento da doença nos ratos testados. Ao inserir o zika no corpo, o medicamento estimula o sistema imunológico a criar anticorpos para combater a patologia.

"Uma vacina de sucesso exige um equilíbrio correto entre eficácia e segurança: as vacinas à base de vírus atenuados geralmente oferecem imunização com dose única, rápida resposta imunológica e proteção prolongada, mas às vezes com reduzida segurança. Já os vírus inativos oferecem maior segurança, mas podem exigir diversas doses. Uma vacina viva atenuada e segura é ideal para países em desenvolvimento", afirmou Pei-Yong Shi, autor sênior do estudo.

O próximo passo é testar o medicamento em macacos, etapa que deve durar até o fim de abril. Em seguida, talvez ainda em 2017, a vacina será experimentada em humanos. 


noticiasaominuto

Espermatozoides foram modificados para curar câncer no útero


Em laboratório, pesquisadores criaram capacetes minúsculos que guiam as células sexuais para combater doença cervical. (Foto: Reprodução/Super Interessante)

Melhorar o acesso de drogas contra o câncer até a região doente sem prejudicar outras partes do corpo é um desafio para a ciência. Pensando nisso, pesquisadores do Instituto de Nanociência Integrativa da Universidade Chemnitz, na Alemanha, pensaram em uma nova abordagem para tratar o câncer cervical (ou de colo do útero).

Os espermatozoides são células naturalmente adaptadas ao ambiente genital feminino. Ele é capaz de atravessar os diferentes ecossistemas do canal vaginal, útero e ovário. Uma prova disso é a espécie humana: se eles não fossem tão bem equipados para essa “maratona de natação” dentro do corpo, nenhum de nós estaria aqui.

Os cientistas alemães aproveitaram essas vantagens para criar um método para distribuir medicamentos contra o câncer. A ideia seria encher o espermatozoide com drogas usadas na quimioterapia. A membrana da célula seria uma proteção para que os remédios, supertóxicos, não afetassem o corpo até chegar no destino final.

Além disso, a membrana do espermatozóide está, de certa forma, acostumada a liberar a carga quando chega no seu destino (geralmente entregando DNA quando se funde ao óvulo). Só seria necessário então, arranjar um jeito de guiar essas células até a região do câncer ao invés das trompas.

Para fazer isso, eles criaram um protótipo de capacete que se encaixa na cabeça do espermatozoide, impresso em 3D. Feito de moléculas de ferro, ele responde a campos magnéticos – o que quer dizer que pode ser controlado de fora do corpo.

Como teste para esse modelo, os cientistas pegaram um espermatozoide de boi e carregaram seu interior com um quimioterápico.

No mesmo líquido, colocaram células de câncer criadas em laboratório. Depois, usaram magnetismo para levar o espermatozoide até o câncer. Demorou mais que o normal: a carga pesada diminui pela metade a velocidade do nadador.


Chegando lá, ele tentou se fundir com a célula do tumor como se fosse um óvulo. Esse “empurrão” acionou a liberação da droga no local, matando parte do câncer.

Com o primeiro teste de sucesso, os pesquisadores pretendem dar continuidade à pesquisa e entender alguns aspectos problemáticos: é factível ampliar esse método para os milhões de espermatozoides liberados pelo corpo? O que acontece com o capacete depois que o espermatozoide libera a carga e é descartado?

Se conseguirem responder a essas perguntas com sucesso, os pesquisadores pretendem expandir as aplicações do seu espermarobô e aproveitar sua boa adaptação ao sistema reprodutivo feminino para tratar outras doenças, como infecções pélvicas e endometriose.
SuperInteressante