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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Governo manobra e aprova urgência na tramitação da reforma trabalhista


Na terça, o governo havia sido derrotado nesse mesmo requerimento ao não conseguir os 257 votos necessários ( Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados )
Um dia depois de sofrer uma derrota no plenário da Câmara, a base de apoio a Michel Temer refez a votação e, dessa vez, conseguiu aprovar nesta quarta-feira (19) a aceleração da tramitação da reforma trabalhista.

O placar mostrou 287 votos a favor, 30 a mais do que o mínimo necessário, e 144 contra.

Na terça, o governo havia sido derrotado nesse mesmo requerimento ao não conseguir os 257 votos necessários. Foram, na ocasião, 230 deputados a favor e 163 contra.

Apesar da vitória desta quarta, a dificuldade do governo de levar adiante um mero requerimento sinaliza grande dúvida sobre a aprovação das alterações na legislação trabalhista e, mais ainda, na reforma da Previdência, que precisa de um apoio maior dos congressistas para ter êxito (60% no mínimo).

Vários partidos governistas registraram traições, na terça e nesta quarta. Isso foi motivado por contrariedade com a proposta e com insatisfações em relação ao Palácio do Planalto que nada têm a ver com o tema -ocupação de cargos, liberação de verbas e outros pleitos na administração federal, por exemplo.

Da noite desta terça até essa quarta houve grande mobilização dos líderes governistas e do Palácio do Planalto para reduzir as traições e para tentar enquadrar as legendas rebeldes, principalmente PSB, PR e o próprio PMDB de Temer, que na terça havia registrado 8 votos contra o requerimento.

Os governistas também seguraram a sessão desta quarta por mais de duas horas para reunir quorum suficiente para aprovar a medida.

Com o resultado, a Câmara pode, em tese, levar a reforma trabalhista a ser votada diretamente no plenário na semana que vem, sem necessidade de aval da comissão especial onde ela, atualmente, está em discussão.

Método Cunha

O texto da reforma trabalhista muda vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as principais alterações está a prevalência de negociações entre patrões e empregados sobre a legislação e o fim da contribuição sindical obrigatória. Há ainda parcelamento de férias e flexibilização para contratação de trabalhadores temporários.

A oposição acusou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a base governista de patrocinarem um golpe ao refazer no dia seguinte uma votação em que haviam sido derrotados na véspera. Eles portaram cartazes com a inscrição "método Cunha não", em referência à prática do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de refazer votações cujo resultado não havia sido de seu agrado.

Os governistas afirmam que a derrota da terça se deveu a um erro estratégico de Maia, que anunciou o resultado antes que todos os governistas tivessem registrado seus votos.

No mérito da proposta, a oposição é contra sob o argumento de que a reforma precariza as relações do trabalho. Dizem, por exemplo, que categorias representadas por sindicatos fracos terão direitos suprimidos com grande facilidade tendo em vista que acordos coletivos irão prevalecer sobre a CLT.

Os governistas rebatem afirmando que a proposta moderniza regras obsoletas e tiram amarras que permitirão aos empresários aumentar investimentos e voltar a contratar.



Fonte Diário do Nordeste

Seis pessoas são detidas por suspeita de envolvimento em ataques a veículos em Fortaleza e Região Metropolitana


ônibus


Seis homens foram detidos, nesta quarta-feira (19), por suspeita de envolvimento em ataques criminosos contra ônibus e carros em Fortaleza e na Região Metropolitana. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 16 coletivos, dois veículos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), um da Enel e uma viatura do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Caucaia foram incendiados.

Em coletiva realizada na noite desta quarta, a SSPDS informou que a cúpula da Pasta esteve reunida com a Guarda Municipal de Fortaleza, Secretaria de Segurança do Município, Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Sindiônibus e Sindivans para garantir a circulação dos ônibus, além de conter as ações criminosas e identificar e prender os envolvidos.

A Etufor informou que o serviço deve ser retomado ainda esta noite com metade da frota. De acordo com o órgão, os veículos circularão com reforço policial. Para esta quinta-feira (20), a previsão é de que toda a frota seja restabelecida e os ônibus circulem normalmente.

Até o momento, seis pessoas foram detidas. O primeiro preso foi Fábio Tomé de Souza, 18, que já responde por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi preso pelo Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), no bairro José Walter, em Fortaleza. O suspeito estava armado e foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, ameaça e organização criminosa.

Ainda conforme a secretaria, as investigações estão a cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) da Polícia Civil, que continua realizando diligências. No início da tarde, um segundo suspeito foi ouvido, onde foi lavrado boletim de ocorrência e, em seguida, foi liberado.

Um terceiro homem deu entrada em uma unidade de saúde apresentando queimaduras. Ele está sob custódia policial e sua companheira foi conduzida para uma unidade da Polícia Civil para ser ouvida. Um quarto homem foi preso pelo Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), no Bairro Edson Queiroz e foi conduzido para a Draco. Mais dois suspeitos foram presos em Horizonte, no início da noite. Outros foram identificados.

Ataques começaram no início da tarde

Os ataques teriam iniciado por volta das 12h, no Barroso, onde um motorista ficou ferido. Conforme a assessoria do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, às 12h10 foram debeladas as chamadas do coletivo incendiado na Rua Confiança, já nas proximidades da Perimetral.

Segundo a SSPDS, o motorista sofreu queimaduras e foi socorrido para o Instuto Doutor José Frota (IJF), mas não corre risco de morte.

Ao todo, 16 ônibus foram incendiados, sendo 12 na Capital e 4 na Região Metropolitana. Os coletivos foram atacados nos seguintes locais: Barroso (1), Jangurussu (2), Edson Queiroz (3), Barra do Ceará (1), Siqueira (1), Conjunto Palmeiras (2), Parque Dois Irmãos (1) e Aerolândia (1) e em Maracanaú (1), Horizonte (1), Eusébio (1) e Pacajus (1).

Em comunicado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) disse que "repudia veementemente a prática criminosa que provocou o incêndio a doze ônibus e causou queimaduras em um motorista". Segundo a entidade, desde 2014 até abril de 2017, foram incendiados 55 veículos.

Dois veículos da Cagece foram incendiados nos bairros Jangurussu e Vila União, o da Enel na Cidade dos Funcionários e uma viatura do Demutran, em Caucaia.
 


Fonte Diário do Nordeste