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sábado, 22 de abril de 2017

Odebrecht entrega extratos ligados a reunião com Temer

Brazil's President Michel Temer attends a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil April 12, 2017. Picture taken April 12, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino ORG XMIT: UMS03

A Odebrecht apresentou à Lava Jato extratos que seriam de pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010.

Os valores superam os US$ 40 milhões que, segundo ex-executivos, tiveram o repasse acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano.

A propina é ligada, de acordo com a Odebrecht, a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.

Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais.
A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior.

A Odebrecht reuniu mais de 50 depósitos em offshores fora do Brasil que vão de US$ 280 mil a US$ 2,3 milhões. Para realizá-los, o setor de operações estruturadas, área responsável por propina e caixa dois do grupo, utilizou cinco empresas em paraísos fiscais, quatro delas em Antígua.

Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, disse em delação que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.

Folha de S.Paulo

Justiça inocenta médica acusada de matar 7 no Paraná



Por falta de provas, juiz arquiva denúncia contra Virgínia Soares de Souza.
Rio - A médica Virgínia Soares de Souza, acusada de ter provocado a morte de sete pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, em Curitiba, em 2013, foi absolvida pela 2ª Vara do Júri de Curitiba. A médica também ganhou ação de R$ 4 milhões contra o Hospital Evangélico. O Ministério Público do Paraná afirmou que vai recorrer.

A decisão foi dada quinta-feira pelo juiz Daniel Surdi de Avelar, que também inocentou por falta de provas os médicos Edison Anselmo da Silva Júnior, Maria Israela Cortez Boccato e Anderson de Freitas e as enfermeiras Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro.

“Não restou satisfatoriamente demonstrado que os acusados praticavam antecipações de óbitos, seja por questões técnicas, atinentes à medicina, seja pela tênue prova testemunhal nesse sentido”, afirmou o juiz na decisão.

Os episódios suspeitos vieram à tona em 2013, após investigação da Polícia Civil. Segundo a denúncia do Ministério Público, os acusados agiram juntos para terminar com a vida de pacientes internados na UTI, sob o comando de Virgínia. Eles, supostamente, prescreviam medicamentos que, aliados à redução dos parâmetros de ventilação, levavam pacientes à morte. Os atos teriam como objetivo a liberação dos leitos. Virgínia chegou a ser presa em fevereiro de 2013, sendo solta um mês depois. A médica sempre negou as acusações.

Fonte: O Dia