
O mês de maio terminou com os assassinatos de duas mulheres na região do Cariri após um mês de abril sem o registro desse tipo de crime contra pessoas do sexo feminino. Já na comparação com maio do ano passado são três a menos ou decréscimo de 60% já que naquele período foram cinco mulheres assassinadas. Em relação aos último dois meses no Cariri, são duas a mais porquanto, em abril, não tivemos apontando acréscimo de 200%.
Nos primeiros cinco meses deste ano, na nossa região, já são seis mulheres assassinadas contra 13 no mesmo período do ano passado ou decréscimo de 54%. Elas foram mortas nos municípios de Assaré, Lavras da Mangabeira, Juazeiro, Crato, Jardim e Nova Olinda os quais começaram o ano como os municípios mais violentos em se tratando do assassinato de mulheres.
No dia 1º de maio Cecília Clemente de Lima, de um mês e 7 dias, que residia na Rua Doutor José Vieira no centro de Jardim, foi morta por asfixia mecânica e agressões pelos pais Cícero Wederson Clemente Alberto e Mayne Cruz de Lima, ambos de 22 anos, que foram presos dois dias depois. No dia do crime de infanticídio o casal levou a filha ao hospital local e o médico plantonista percebeu os sinais de agressões.
Já no dia 10 de maio Ângela Suyany Rodrigues Matos, de 32 anos, que residia na Rua Raimundo Pereira Damasceno (Bairro Piçarreira) em Nova Olinda, teve a casa invadida e foi morta a tiros e facadas por dois homens que fugiram numa moto os quais deixaram a faca cravada no rosto. Ela não respondia procedimentos criminais e seu esposo Jurari Pereira de Sousa, de 38 anos, o “Jurari Pedreiro” tinha sido morto a tiros no dia 1º de dezembro de 2020.
MPE pede cassação de Glêdson e Tarso Magno por suposto abuso de poder político

O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu, nesta segunda-feira (9), parecer favorável à cassação dos mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos) e Tarso Magno (PRTB), por abuso de poder político nos meses que antecederam as eleições de 2024. O documento, assinado pelo promotor de Justiça André Augusto Cardoso Barroso, aponta o suposto uso indevido da máquina pública para fins eleitorais.
Na manifestação, o MPE afirma que houve um aumento expressivo e desproporcional na concessão de benefícios sociais por parte da gestão municipal entre agosto e setembro. Entre os itens distribuídos estão cestas básicas, óculos de grau, próteses dentárias e aparelhos auditivos. Segundo o promotor, o volume de concessões superou os padrões habituais de anos anteriores, com potencial de influenciar diretamente o resultado das eleições.
Um exemplo citado é a distribuição de próteses dentárias. De acordo com o relatório anexado, a entrega dessas próteses saltou de 33 unidades em outubro de 2023 para 133 em novembro do mesmo ano – patamar que se manteve elevado ao longo de 2024, em comparação ao ano anterior. Para o MPE, a elevação abrupta e concentrada no período pré-eleitoral reforça a suspeita de uso eleitoreiro dos programas sociais.
“Demonstrada a gravidade dos atos descritos, consistentes na distribuição de bens vinculados a programas de governo com finalidade eleitoreira, em um panorama fático hábil a caracterizar o abuso de poder, posto que capaz de gerar o comprometimento da livre vontade do eleitor e causar o desequilíbrio do pleito”, destacou André Barroso.
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