O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, afirmou nesta segunda-feira (2) que pedirá à Procuradoria-Geral da República (PGR) o bloqueio de bens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das alegações é de que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atua, nos Estados Unidos, para ameaçar o Supremo Tribunal Federal (STF) e promover ações contra a soberania nacional.
Segundo Lindbergh, há indícios de que o ex-presidente financia as atividades do filho no exterior, inclusive com transferências via PIX. “Está claro para nós que o pai está sustentando essa campanha diária de ataques às instituições, especialmente ao STF”, declarou antes de prestar depoimento à Polícia Federal, em Brasília.
O parlamentar petista se apresentou como testemunha no inquérito que investiga uma possível articulação internacional para constranger ministros da Corte, em especial Alexandre de Moraes. A investigação foi deflagrada após uma série de declarações e movimentações de Eduardo Bolsonaro nos EUA, incluindo reuniões com parlamentares da direita norte-americana e pedidos por sanções contra autoridades brasileiras.
“Nós temos mais de 600 manifestações do Eduardo Bolsonaro. Isso não é espontâneo. Há um roteiro, há conversas com parlamentares estrangeiros, com autoridades, tudo articulado. E quem financia isso? Estamos entregando elementos que apontam para Jair Bolsonaro”, disse Lindbergh.
(Hora Brasília)
Moraes atende PGR e determina prisão preventiva de Zambelli
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil. Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão sob a acusação de envolvimento em invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo Moraes, a viagem da deputada à Europa teve “o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos” contra a condenação proferida pela Suprema Corte e “a iminente decretação da perda do mandato parlamentar”.
A ordem de prisão foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após Zambelli afirmar que havia deixado o país. A deputada disse ter deixado o Brasil com propósito de dar continuidade a um tratamento de saúde, mas também declarou ser vítima de “perseguição judicial”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, justificou que o pedido de prisão preventiva não configurava antecipação de pena, mas seria uma medida necessária para assegurar a aplicação da lei. Ele também solicitou a inclusão do nome de Zambelli na difusão vermelha da Interpol, a suspensão do passaporte dela e a comunicação oficial da situação da congressista às autoridades internacionais.
O agora ex-advogado da parlamentar, Daniel Bialski, confirmou que foi informado da viagem por Zambelli, mas afirmou que ela viajou “para dar continuidade a um tratamento de saúde”. Ele também anunciou que deixou a defesa da deputada por “motivo de foro íntimo”.
(Pleno News)


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