De acordo com o embaixador Renato Mosca, as autoridades italianas acataram o pedido da inclusão na lista vermelha da Interpol. Com isso, a deputada, considerada foragida da Justiça brasileira, tem sido procurada.
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, prevê que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pode ser presa "a qualquer momento" na Itália. "Evidente que há uma mobilização para deter a deputada porque ela está na lista de difusão vermelha da Interpol. As autoridades judiciais italianas acataram o pedido e, hoje, ela poderá ser presa a qualquer momento", disse Mosca, em entrevista ao programa Estúdio i, da Globonews.
De acordo com Mosca, as autoridades italianas acataram o pedido da inclusão na lista vermelha da Interpol. Com isso, a deputada, considerada foragida da Justiça brasileira, tem sido procurada. “As forças policiais italianas estão trabalhando na investigação e na localização dessa foragida para efetuar a prisão”, afirmou ele à jornalista Andréia Sadi.
Segundo Mosca, no entanto, não há uma operação ou mandado de busca e apreensão. Segundo as leis italianas, afirma o embaixador, "ela não pode ser presa dentro do que é considerado um domicílio dela", como uma casa ou um hotel.
A Constituição italiana prevê a extradição de brasileiros com nacionalidade italiana (ítalo-brasileiros) por meio de um tratado entre Brasil e Itália. "Nossa cooperação penal e jurídica é muito eficaz. Temos, hoje, 14 pedidos de extradição de brasileiros, sendo que quatro deles são ítalo-brasileiros. Em 2025, tivemos a extradição de um ítalo-brasileiro", afirma.
Ela foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. Os integrantes do colegiado definiram 10 anos de prisão para a parlamentar, além da cassação, inelegibilidade e pagamento de multa de R$ 2 milhões. Após a condenação, ela deixou o país.
Fonte: Correio Braziliense
Ataque de Israel matou dois dos principais líderes militares do Irã
Hossein Salami e Mohammad Bagheri foram mortos nos bombardeios desta sexta-feira.
O Irã confirmou que o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, morreu em um ataque de Israel lançado contra o país na madrugada desta sexta-feira (13). Salami era uma das figuras mais poderosas do setor militar iraniano. A morte dele pode representar uma escalada no conflito entre Israel e o Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã é o braço mais poderoso do Exército do país e foi fundada após a Revolução de Islâmica de 1979, que levou ao poder o atual regime teocrático. Atualmente, tropas da guarda protegem os líderes do governo e são responsáveis por alimentar os braços armados de parceiros regionais do regime, como os houthis no Iêmen e o Hezbollah no Líbano, além de fiscalizar a população iraniana.
Além de Salami, a imprensa iraniana noticiou ainda a morte do major-general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e o segundo mais alto oficial militar do país. O general Gholamali Rashid, vice-comandante das Forças Armadas, também foi morto. Ainda segundo a imprensa iraniana, pelo menos seis cientistas nucleares morreram no ataque.
– Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi foram os cientistas nucleares martirizados – informou a agência de notícias Tasnim.
Na madrugada desta sexta, Israel bombardeou diversos alvos no Irã, no que chamou de “ataques preventivos” em meio ao acirramento das tensões no Oriente Médio. O governo israelense alertou sua população para o risco iminente de uma retaliação com “mísseis e drones” vindos do território iraniano.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o alvo da operação intitulada “Nação de Leões” é o programa nuclear do Irã, em uma “operação militar direcionada para reverter a ameaça iraniana à própria sobrevivência de Israel.”
– Estamos em um momento decisivo na história de Israel – declarou Netanyahu, que afirmou ainda que os ataques continuarão “por quantos dias forem necessários”, com o objetivo de conter o que chamou de “ameaça iraniana à própria sobrevivência de Israel”.
O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência e determinou o fechamento do espaço aéreo israelense, como medida de precaução diante de possíveis retaliações.
Os Estados Unidos negaram envolvimento direto na operação. De acordo com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, Washington foi informado, mas não participou da ação.
*AE


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