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terça-feira, 3 de junho de 2025

Detran-CE recolhe, em média, quase 300 animais abandonados por mês às margens das CEs em 2025


O Detran-CE registrou, uma média mensal de 290 animais, que se encontravam em situação de abandono, às margens das rodovias estaduais (CEs), e representavam riscos e sinistros nas vias, de janeiro a maio deste ano. O objetivo da ação consiste preservar vidas dos condutores e dos próprios animais.

Entre as espécies apreendidas estão: asininos (jumentos), bovinos e caprinos, entre outros, os quais foram encaminhados a pontos de apoio (currais) nas sedes regionais do Detran-CE. Em seguida, não havendo a procura do respectivo tutor de cada animal, estes são encaminhados para a fazenda do Detran, localizada em Santa Quitéria, onde são vacinados, alimentados e seguem sendo criados.

“Esse trabalho é realizado de forma constante e diárias por nossas equipes, mas é muito importante que os tutores tenham a consciência de não deixar seus animais soltos à beira das estradas, visto que isso pode ocasionar um sinistro de natureza grave ou ate fatal”, ressalta o superintendente do Detran-CE, Waldemir Catanho.

O resgate de animais às margens das CEs é realizado por equipes especializadas do Detran, que percorrem, em média, 300 km por dia, e utilizam 15 caminhões de transporte, além dos equipamentos especiais e necessários para a execução do procedimento, com total segurança.

Atenção

O Detran-CE reforça que, ao visualizar animais soltos às margens das CEs, é importante denunciar, através do número (85) 3195-2300 ou informar para a Polícia Militar do Ceará, que acionará as equipes do Detran para o devido recolhimento.

Por Ascom Detran-CE

Idosos são os mais atingidos por infecções do vírus da gripe


Com a proximidade do inverno, dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) registram crescimento acelerado dos casos de doenças respiratórias no país, especialmente da influenza A, que já supera a covid-19 como principal causa de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos. Os vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Influenza, altamente contagiosos, estão entre os mais perigosos e podem desencadear complicações severas em pessoas com mais de 60 anos, especialmente aquelas com comorbidades.

Até o início de maio, o Brasil registrou 24.571 casos de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses, 50% foram atribuídos ao VSR nas quatro semanas anteriores, assim como 11% dos óbitos, segundo o Boletim Epidemiológico InfoGripe da Fiocruz. O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, explica por que as chances de agravamento dos quadros respiratórios são maiores nos idosos.

“Com o avanço da idade, o sistema imunológico se torna menos eficaz no combate a infecções. Essa diminuição da capacidade de defesa faz com que os idosos sejam mais suscetíveis a quadros graves de doenças respiratórias, como as causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório que, tradicionalmente, afeta mais bebês e crianças”, avalia Chebabo.

Comorbidades

Muitos idosos vivem com doenças crônicas, como cardiopatias, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma, diabetes ou insuficiência renal. Essas condições preexistentes aumentam o risco de complicações severas quando há infecção por um vírus respiratório, podendo levar a descompensações cardíacas e hospitalizações prolongadas.

“Os sintomas do VSR em idosos, muitas vezes confundidos com um resfriado comum, podem evoluir rapidamente para quadros graves, e, em situações extremas, podem levar à morte”, comentou o infectologista.

Estudo da Fiocruz mostra que a taxa de letalidade por VSR entre idosos no Brasil alcançou 26% entre 2013 e 2023 – 20 vezes maior do que em crianças. Em idosos com insuficiência cardíaca, o risco de hospitalização pelo vírus pode ser 33 vezes maior do que em idosos sem essa condição.

Mesmo após a alta hospitalar, um em cada três idosos que foram internados por vírus respiratórios, como VSR ou influenza, frequentemente relatam perda de funcionalidade para realizar atividades do dia a dia, com o impacto dessas infecções na qualidade de vida e na autonomia.

Vacinação

Como prevenção com a chegada das épocas mais frias, a vacinação se destaca como uma das estratégias mais eficazes para proteger a população idosa. “Além da imunização, medidas preventivas que já aprendemos durante a pandemia são fundamentais: lavar as mãos frequentemente, usar máscara caso apresente sintomas gripais, manter os ambientes arejados, evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes”, completa Alberto Chebabo.

Por Agência Brasil

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