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sábado, 9 de maio de 2020

Covid-19: Conheça seis potenciais vacinas que estão sendo testadas em humanos


Devido à gravidade da pandemia do novo coronavírus, cientistas de todo o mundo tentam encontrar uma vacina em tempo recorde. O desenvolvimento de uma vacina pode demorar anos ou décadas, por exemplo, e conforme explica uma reportagem publicada pela BBC News, a vacina conta o Ebola desde o início da sua formulação até ser finalmente aprovada demorou 16 anos.

Normalmente, a criação de uma vacina contra qualquer vírus infeccioso segue várias etapas de produção, sendo que primeiro são realizados testes em laboratório e em seguida em animais. Nesse momento se a droga farmacológica se revelar segura e capaz de causar uma resposta imune, então começam os testes nos seres humanos. 

Porém, e após cerca de três meses, já existem seis potenciais vacinais contra a Covid-19, formuladas por 90 equipes de pesquisadores de todo o mundo. E sim, essas vacinas já estão sendo testadas em humanos.

Vacina mRNA-1273 - Moderna Therapeutics (Estados Unidos)

Uma vacina procura 'adestrar' o sistema imunológico dos indivíduos de modo a provocar uma resposta para combater os vírus e prevenir o desenvolvimento de doenças.

As vacinas mais comuns, as consideradas tradicionais, optam pelo uso de vírus vivos de baixa intensidade, inativados ou fragmentados.

Contudo, o mRNA-1273 da Moderna não é produzido com o SARS-CoV-2, ou seja com o vírus que causa a Covid-19. Ao invés, este baseia-se num RNA mensageiro (RNAm), ou ácido ribonucleico mensageiro. Por outras palavras, é utilizado um segmento reduzido do código genético do vírus, criado em laboratório. Desta forma, os pesquisadores procuram incitar uma resposta do sistema imunológico para dizimar infecções.

Vacina INO-4800 - Inovio Pharmaceuticals (Estados Unidos) 

Esta vacina também recorre a uma nova estratégia de pesquisa. Segundo a BBC, foca-se na injeção direta de DNA cultivado por cientistas no interior das células, para que estas produzam anticorpos capazes de bloquear o vírus. 

Tanto o Inovio quanto a Moderna optam pelo uso de novas tecnologias baseadas na alteração ou manipulação de material genético.

Vacina AD5-nCoV - CanSino Biologics (China)

A vacina AD5-nCoV usa como vetor uma versão de um adenovírus, o 'famoso' vírus que causa a gripe comum. 

Esse vetor transporta o gene da proteína da superfície do coronavírus e, desta forma tenta instigar a reação imune com o intuito de lutar contra a infecção.

Vacina LV-SMENP-DC - Instituto Médico Genoimmune de Shenzhen (China)

Esta vacina LV-SMENP-DC utiliza células dendríticas (leucócitos que protegem o corpo de antígenos) alterados através de vetores lentivirais (método pelo qual genes podem ser inseridos, modificados ou eliminados no corpo humano) para tentar obter uma resposta imune. 

Sem nome - Vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, subordinada ao Grupo Farmacêutico Nacional da China, Sinopharm (China)

Trata-se, conforme explica a BBC, uma vacina de vírus inativado. Este tipo de vacina é concebida a partir de partículas do vírus, bactéria ou outros patógenos cultivados, sem habilidade de causar patologias.

Bastante avançada, no último dia 23 de abril, foi administrada uma injeção a 96 voluntários de três faixas etárias distintas. 

"É a tecnologia mais comum e mais usada na produção de vacinas", diz Felipe Tapia, engenheiro biotécnico do Instituto Max Planck e da Bioprocess Engineering Group na Alemanha.

"É uma tecnologia que possui produtos que já estão licenciados e comercializados. Portanto, a maioria das estimativas de que uma vacina ficará pronta entre 12 e 16 meses é baseada nesse tipo de vacina inativada", afirma. 

Vacina ChAdOx1 - Instituto Jenner, Universidade de Oxford (Reino Unido)

O primeiro ensaio clínico na Europa começou no dia 23 de abril. Este é um tipo de vacina que contém genes de diferentes fontes e é parecida à da empresa chinesa CanSino.

Todavia, a equipe de investigadores britânicos está usando uma variedade mais fraca de um adenovírus, vírus comum da gripe que causa infecção em chimpanzés. De salientar que o vírus foi alterado geneticamente para que não se desenvolva nos humanos. 

"Os cientistas estão concebendo um vírus que não é nocivo, porém manifesta a proteína do coronavírus e, assim, pode originar uma resposta imune", conta Tapia. 

Conforme a BBC aponta, o caráter promissor desta vacina reside no fato dos investigadores já terem experiência no manuseio desta tecnologia. Tendo sido com este método que criaram uma vacina contra o coronavírus MERS, cujos ensaios clínicos tiveram resultados positivos.

Com informações Notícias ao Minuto

Rio de Janeiro ultrapassou São Paulo em mortes diárias por coronavírus


O estado do Rio de Janeiro registrou pela primeira vez na quinta-feira mais mortes causadas pelo novo coronavírus do que o estado de São Paulo, epicentro da doença no Brasil, segundo os órgãos regionais de saúde. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, na quinta-feira foram registrados 189 mortes causadas pela covid-19, um número superior ao contabilizado no mesmo dia em São Paulo, com 161 vítimas mortais.

No total, desde o início da epidemia no país, há cerca de dois meses, o Rio de Janeiro registrou 1.394 mortes, enquanto São Paulo teve 3.206 óbitos causados pelo novo coronavírus.

No Brasil, a covid-19 já infectou 135.106 pessoas e causou 9.146 mortes, segundo o Ministério da Saúde do país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 269 mil mortos e infectou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Com informações Notícias ao Minuto

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