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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Armadilhas para capturar mosquito da dengue serão instaladas em mais de 200 pontos no Crato

 

De acordo com a prefeitura, as ovitrampas, como são chamadas essas armadilhas, serão colocadas em 207 pontos estratégicos e residências.
Rogério Brito       site miséria

Ovitrampa (Foto: Giuliano Miranda RIC/PMI)

A Secretaria de Saúde do Crato anunciou nesta semana que pretende instalar armadilhas para capturar ovos do mosquito da dengue em todos os bairros do município. De acordo com a pasta, as ovitrampas, como são chamadas essas armadilhas, serão colocadas em 207 pontos estratégicos e residências.

Esse método simula o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti. Uma substância de levedo de cevada, que atrai o mosquito, é colocada em um vaso de planta preto e preenchido com água parada. Nele, é inserida uma palheta de madeira, que facilita para que a fêmea deposite os ovos.

“Dessa forma, os agentes de endemias conseguem observar, de maneira mais rápida e eficiente, a quantidade de mosquitos naquela região e intensificam as ações de combate ao inseto, sem que ele se desenvolva”, explica a secretaria.

Mesmo com o monitoramento das armadilhas, o município reforça que as medidas de prevenção mais tradicionais de combate aos focos continuam sendo fundamentais. “Evitar o armazenamento de água parada, limpar calhas e caixas-d’água com frequência, evitar o acúmulo de lixo e colocar areia nos pratos e vasos de plantas”, destaca.

Auxílio: 177 mil famílias devem devolver valores indevidos



Cerca de 177 mil famílias que receberam indevidamente o auxílio emergencial, pago durante a pandemia de Covid-19, foram notificadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para devolverem um montante que totaliza R$ 478,8 milhões.

Em nota, a pasta informou que estão fora do processo de cobrança pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único; e quem recebeu valores inferiores a R$ 1,8 mil, tem renda familiar per capita de até dois salários mínimos ou renda mensal familiar de até três salários mínimos.

– A devolução dos valores se dá nos casos em que foram identificadas inconsistências como: vínculo de emprego formal; recebimento de benefício previdenciário; renda familiar superior ao limite legal; ou outras situações que configuram pagamento indevido – destacou o ministério.

Ainda de acordo com a pasta, as notificações são enviadas, desde março, via SMS, pelo WhatsApp, por e-mail e pelo aplicativo Notifica, “com foco nas pessoas com maior capacidade de pagamento e valores mais altos a devolver, conforme critérios do artigo 7º do Decreto nº 10.990/2022”.

O não pagamento dentro do prazo, segundo o comunicado, pode resultar em inscrição na Dívida Ativa da União e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados (Cadin), além da negativação em órgãos de proteção ao crédito.


RESSARCIMENTO
O ressarcimento deve ser feito diretamente pelo Vejae (sistema desenvolvido pelo próprio ministério que permite àqueles que receberam o benefício consultar a situação do auxílio emergencial), via PagTesouro, com opções de pagamento por Pix, cartão de crédito ou boleto/GRU simples (Banco do Brasil).


PRAZO
O prazo para regularização é de até 60 dias, contados da notificação no sistema, com possibilidade de quitação à vista ou parcelamento em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50 e sem cobrança de juros ou multa, detalhou a nota.


RECURSOS
De acordo com o comunicado, o sistema assegura o contraditório e a ampla defesa, permitindo a apresentação de recursos por cidadãos que não concordarem com a notificação.


ESTADOS
No topo do ranking das unidades federativas com maior número de pessoas a restituir valores recebidos indevidamente estão São Paulo (55,2 mil), Minas Gerais (21,1 mil), Rio de Janeiro (13,26 mil) e Paraná (13,25 mil).


ALERTA
O ministério alertou que não envia links nem boletos de cobrança via e-mail, SMS ou WhatsApp.

– A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do MDS. No portal, estão disponíveis o Guia do Vejae, a FAQ [perguntas mais frequentes] e outras orientações para auxiliar o cidadão na regularização e esclarecimento de dúvidas.

Em caso de dúvidas, a orientação é que o cidadão procure a ouvidoria do órgão, pelo Disque Social 121, ou busque informações em canais oficiais, como o portal e as redes sociais da pasta.

*Com informações da Agência Brasil

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