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sábado, 11 de março de 2017

Vídeo mostra milicianos da polícia executando testemunhas


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Imagens de uma câmera de segurança mostram homens encapuzados atirando contra duas testemunhas de um homicídio em Belford Roxo, no Rio. Segundo a polícia, dois dos suspeitos foram presos nesta semana: os policiais militares Vinícius de Oliveira Soares e Irvin Tavares da Silva, lotados no 5° (Praça da Harmonia e 39° Batalhões (Mesquita) de Polícia Militar (BPM) respectivamente. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense investiga a gravação.

As imagens mostram um homem saindo do banco do carona de um Corolla branco com uma arma assim que vê a aproximação de seis homens encapuzados. Ele atira em seguida. O outro, que dirigia o veículo, sai correndo e continua andando mesmo depois de ser atingido por vários tiros. Ele foi identificado como Brunei Evaristo da Silva.

Segundo o delegado assistente Evaristo Pontes, o homem identificado como Denis Gutemberg Pereira Lima, que saiu do carro com a arma e foi morto pouco depois, estava a caminho da DH com o carro. "Ficamos sabendo depois que ele já havia recebido ameaças de um dos policiais presos", afirmou ele.

Quatro ainda estão sendo procurados: Willian Silva Dantas, Rodrigo Felisbino Moreno, conhecido como “RD", Anderson Bezerra Pereira, conhecido como Nego, e Hugo Freitas Viana, todos atualmente considerados foragidos da Justiça.

 

Pai adapta bicicleta e pedala quase 40 km por dia para levar filha na escola



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Para não deixar que a filha de 3 anos fique longe dos estudos, Juracir Ferreira Faustino de Souza adaptou uma bicicleta e pedala diariamente quase 40 quilômetros para levar e buscar a criança da zona rural até a escola, no Jardim Cruzeiro do Sul, em São Carlos (SP). Segundo a Secretária de Educação, a menina tem direito ao transporte escolar, mas por ter menos de 6 anos, precisa estar acompanhada por um responsável.

Maria da Vitória dos Santos Rocha está matriculada no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Otávio de Moura. Segundo o pai, um ônibus que leva as crianças da zona rural para a escola passa próximo a residência dele.

“Não sei o motivo já que o ônibus passa na porta, pega meu sobrinho, mas não pega ela. Eles alegam que não podem levá-la porque ela ainda não tem quatro anos, a diferença é de cinco meses apenas”, disse.

Souza, natural da Paraíba, está desempregado e mora com a família há três meses em São Carlos, em uma fazenda às margens da Rodovia Professor Luis Augusto de Oliveira (SP-215).

O trajeto de ida, que começa por volta das 5h20 e dura uma hora e meia, passa por estrada de terra, rodovia e trânsito urbano. Depois de deixar a filha na escola, o pai retorna para casa e faz novamente o trajeto no final da aula, para buscar a menina. “Quero dar a ela o que eu não tive, porque eu não tive essa oportunidade”, declarou Souza.

Determinado, ele afirma que fará o percurso todo dia até conseguir uma vaga no ônibus. “Não dá certo uma criança fora da escola, se não der certo [o ônibus] eu continuo trazendo ela todo santo dia. Tem que ter a escola pra criança”.

Para Souza, a alternativa oferecida pela prefeitura, que ele acompanhasse a filha no ônibus, é inviável. “Teria que fazer um sacrifício, que é o de ficar o dia todinho com fome na porta do colégio, aí quando ela saísse vir embora junto”.

Adaptações

Na bicicleta coberta com uma cortina de banheiro e adaptada com uma cadeirinha para a criança, pai e filha enfrentam frio, chuva e sol, além de correrem risco de sofrer um acidente, pois parte do trajeto é realizado às margens da rodovia.

O caso ganhou repercussão após ser divulgado em um grupo do Facebook pela mãe de um colega de sala da criança.“Eu peguei umas madeirinhas da reciclagem e eu tinha essa cortina em casa, aproveitei para poder proteger minha filha. Sem ônibus, eu tenho que me virar do jeito que posso, estou seguindo em frente e vamos ver no que vai dar”.

A publicação ultrapassou mais de duas mil visualizações e o esforço de Souza para que a filha não fique longe dos estudos comoveu os moradores da cidade.

Prefeitura

Em entrevista à EPTV, o secretário de Educação, Nino Mengatti, informou que por, não ter a idade mínima necessária, Maria da Vitória teria que ser acompanhada por um responsável até a escola. "Nós não podemos permitir que crianças com menos de 6 anos viagem desacompanhadas por questões que esses ônibus não têm cadeirinha. É um risco para a criança e a família", declarou.

Mengatti afirmou ainda que há outras crianças na cidade na mesma situação. "Em nenhum momento a Secretaria deixou de acompanhar o caso ou prestar assistência, o empenho nosso foi para resolver, mas isso não há como mudar, não posso abrir uma exceção. Há milhares de pessoas desempregadas e nem por isso deixam de acompanhar seus filhos".

 CréditosAna Marin do G1 São Carlos e Araraquara