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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Homem assassinado com fogo em mercado no Juazeiro respondia vários crimes

 

Ele morou no bairro José Geraldo da Cruz e respondia por porte de arma de fogo, violência doméstica, contravenção penal, ameaça, lesão corporal, violação de domicílio, danos e resistência à prisão.
Demontier Tenório. (Foto: Reprodução)   site miséria

"Menor do Chá" respondia vários procedimentos criminais

O corpo do homem vítima de homicídio com fogo que morreu às 19 horas de domingo no HRC, foi sepultado nesta segunda-feira em Juazeiro. João Paulo da Silva Guedes, de 28 anos, o “Menor do Chá”, era usuário de drogas e trabalhava como chapeado e servente de pedreiro. Ele morou no bairro José Geraldo da Cruz em Juazeiro e respondia por porte de arma de fogo, violência doméstica, contravenção penal, ameaça, lesão corporal, violação de domicílio, danos e resistência à prisão.

No final da manhã de sábado (10) Raimundo Nonato Lima de Andrade, de 26, o “Nego”, foi instigado por Danilo de Souza Rodrigues, de 21 anos, quando jogou gasolina e ateou fogo no corpo de “Menor do Chá” que estava deitado no interior do Mercado do Pirajá. Ambos já tinham passagens pela polícia por tráfico de drogas e ameaças e, na audiência de custódia, o juiz Otávio Oliveira de Morais converteu os flagrantes em prisões preventivas.

Uma das primeiras prisões de “Menor do Chá” foi no dia 27 de abril de 2017 quando tinha apenas 20 anos. Ele colocava macaxeiras num caminhão estacionado na Rua Francisco Firmino de Lavor no bairro José Geraldo da Cruz quando policiais militares passavam e viram um revólver calibre 38 com seis munições intactas. Na época, conforme denúncia do Promotor de Justiça Leonardo Marinho, ele disse que usava a arma para praticar assaltos e ainda ameaçou um policial militar.

Já no dia 18 de setembro de 2017 “Menor do Chá” agrediu com um tapa na cabeça e ameaçou de morte a sua própria mãe. Ela registrou um BO (Boletim de Ocorrência) na delegacia afirmando que não estava tendo sossego em casa com o comportamento violento do filho. Como se não bastasse, no dia 22 de setembro de 2018, voltou a agredir sua mãe colocando-a para fora de casa e desacatando PMs que foram prendê-lo.

No dia 24 de junho de 2020, no Sítio São Gonçalo na zona rural de Crato, “Menor do Chá” praticou crime de violação de domicílio ao arrombar a janela de uma granja para praticar furto e ainda entrou em luta corporal com o proprietário. Três dias depois já estava no Pernambuco aonde adentrou uma casa no Sítio Saco Grande na zona rural de Exú (PE) e furtou o celular de uma mulher.

Abril terminou com quatro homicídios em Juazeiro e o ano é 46% menos violento


Na comparação com abril de 2024 são cinco homicídios a menos com decréscimo de 55,5%, pois, naquele período, ocorreram nove assassinatos.
Demontier Tenório. (Foto: Reprodução)   site miséria

Jefferson foi morto a tiros no bairro Jardim Gonzaga e “Buiú” no João Cabral

Com quatro homicídios em diferentes bairros, o mês de abril teve um assassinato a menos que março ou 20% de decréscimo já que tivemos cinco homicídios no terceiro mês do ano. Na comparação com abril de 2024 são cinco homicídios a menos com decréscimo de 55,5%, pois, naquele período, ocorreram nove assassinatos. Desta forma, são 4 homicídios em janeiro, 7 em fevereiro, 5 em março e 4 no mês passado.

Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em abril, os quatro bairros onde houve o registro de homicídios foram Aeroporto, Jardim Gonzaga, João Cabral e Tiradentes. No acumulado do ano, o bairro João Cabral é o mais violento com três dos 20 homicídios deste ano ou 15% em relação à matança em Juazeiro. No primeiro quadrimestre de 2024 eram 37 homicídios contra 20 este ano ou decréscimo de 46% na comparação.

Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 07 – Walisson Ferreira dos Santos, de 26 anos, que residia no Bloco 42 do Condomínio Tenente Coelho III no Aeroporto, foi morto a tiros dentro do seu apartamento. O imóvel foi invadido e o crime praticado por um homem que fugiu com outro numa moto, sendo que a vítima não respondia procedimentos criminais.

Dia 08 – Jefferson Henrique da Silva, de 21 anos, que residia na Rua Domingos Rodrigues Barbosa (Jardim Gonzaga), morreu no HRC duas horas após ser baleado por dois homens numa moto perto da sua casa. Ele respondia vários procedimentos por crimes de violência doméstica, além de receptação e tráfico de drogas.

Dia 12 – João Luan Rodrigues e Silva, de 20 anos, o “Buiú” que residia na Rua Odílio Figueiredo (Romeirão), foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua Pio Norões (João Cabral) e seu cunhado, Izaque de Freitas Oliveira, saiu baleado. O crime foi praticado por dois homens numa moto e “Buiu” respondia procedimento por porte de arma de fogo.

Dia 24 – Cícero Ivan dos Santos, de 31 anos, que residia na Avenida Ailton Gomes (Pirajá) e era agricultor e vendedor de hortifrutis, foi morto a tiros na Avenida Castelo Branco (Tiradentes) dentro do seu Fiat Strada de cor preta ao lado da esposa e filha. Ele perdeu o controle do carro, subiu a calçada da CAF (Central de Abastecimento Farmacêutico) e bateu num poste. O mesmo trabalhava no Mercado do Pirajá e não respondia procedimentos criminais.

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