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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Trump assina decreto que taxa aço e alumínio em 25%; Brasil é atingido

 


Foto Andrew Caballero-Reynolds / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10), um decreto que taxa em 25% todas as importações de aço e alumínio no país. 

A medida impacta diretamente o Brasil, segundo principal fornecedor de aço para os EUA. Países como México e Canadá também serão afetados pela taxação dos produtos estrangeiros, que visa priorizar a indústria norte-americana.

O anúncio das tarifas contra o aço e alumínio já havia sido antecipado por Trump no domingo (9).

"Hoje simplifico nossas tarifas sobre o aço e o alumínio", disse o presidente no Salão Oval, enquanto firmava as ordens executivas. Trump acrescentou que consideraria a imposição de tarifas adicionais sobre automóveis, produtos farmacêuticos e chips de computador.

"É 25%, sem exceções nem isenções", anunciou Trump.

O magnata detalhou que a taxa será imposta de forma exclusiva às importações. Como alternativa, ele informou que empresas podem abrir filiais para trazer a produção para dentro dos EUA, oferecendo tarifa zero.

"Nossa nação precisa que o aço e o alumínio permaneçam na América, não em terras estrangeiras. Precisamos criar para proteger o futuro ressurgimento da manufatura e produção dos EUA, algo que não se vê há muitas décadas", afirmou.

Com informações do Diário do Nordeste e AFP.

Quadra chuvosa no Ceará inicia com a maior quantidade de açudes sangrando em 21 anos

Foto Cogerh/ Divulgação
Fevereiro, primeiro mês da quadra chuvosa no Ceará, começou com 10 açudes sangrando. Outros dois já tinham chegado à capacidade máxima neste janeiro. A quantidade é a maior desde 2004, quando 52 açudes vertiam no início do mês. De lá para cá, houve nenhum registro, um ou dois, no máximo, sangrando no início da quadra.

Além disso, o número de reservatórios com menos de 30% de capacidade também diminuiu, com 33 açudes. Em 2024, a quadra chuvosa começou com 49 nesse nível. Nos anos anteriores, a quantidade também era maior, com 69 em 2023, 70 em 2022, 64 em 2021 e 93 em 2020. 

Confira os açudes que estavam sangrando no primeiro dia de quadra chuvosa de 2025:
Arrebita, em Forquilha;

Caldeirões, em Saboeiro;

Carmina, em Catunda;

Do Batalhão, em Crateús;

Forquilha, em Forquilha;

Gerardo Atimbone, em Sobral;

Jenipapo, em Meruoca;

Santo Antônio de Aracatiaçu, em Sobral;

São Pedro Timbaúba, em Miraíma;

Sucesso, em Tamboril.

Os açudes com volume morto — aqueles que estão com água abaixo de 5% da capacidade — são oito: Barra Velha, em Independência; Bonito, em Ibaretama; Broco, em Tauá; Colina, em Quiterianópolis; Penedo, em Maranguape; Pompeu Sobrinho, em Choró; Sousa, em Canindé; e Várzea do Boi, em Tauá), contra 13 em 2024. Três reservatórios são considerados secos: Favelas (Tauá), Jatobá (Milhã) e Madeiro (Pereiro). Em 2024, eram cinco.

Os dados são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O diretor de operações do órgão, Tércio Tavares, relata que o ponto de partida dos reservatórios, em termos de reserva, é o melhor em 12 anos.

Com isso, basta pouca chuva para a sangria. “Uma coisa é eu começar com ele seco, vai demorar muito para sangrar. Outra coisa é eu pegar ele acima da metade [de capacidade]”, afirma.

Somada à boa reserva, as precipitações de janeiro — mês da pré-estação chuvosa — ajudaram a aumentar o aporte dos açudes.

Dados preliminares apontam que choveu quase o dobro do esperado para o mês, com média de 191 milímetros (mm). Enquanto isso, em 2024, as precipitações de janeiro não atingiram nem mesmo a média histórica, ficando 40,7% abaixo.

“Nós tivemos dois a três dias com precipitações elevadíssimas, acima de 100 mm, 150 mm em alguns municípios. E essas chuvas fortes são muito boas para fazer reservação hídrica. Quando chove um pouquinho a cada dia, o nosso solo vai absorvendo. Nós preferimos as chuvas fortes porque não dá tempo nem de entrar no subsolo, ela já corre direto pro açude”, explica.

Apesar do cenário positivo, Tércio chama atenção para a heterogeneidade nas diferentes bacias hidrográficas do Estado.

“Temos sinais de alerta também, para aquelas bacias hidrográficas que já não se encontram com boa água e não tem previsão de terem grandes aportes”, diz.

Com informações do O Povo .

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