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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Dino pede informações à PF sobre operações contra crimes ambientais

 

Corporação deve focar investigações na Amazônia e no Pantanal
Agência Brasil     https://www.miseria.com.br/
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira (7) prazo de dez dias para a Polícia Federal (PF) informar se a corporação possui um cronograma de operações para investigar e reprimir crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

A decisão do ministro foi proferida na ação na qual o Supremo determinou, no ano passado, que o governo federal elabore um plano de prevenção e combate a incêndios nos biomas.

Na ocasião, a Corte julgou três ações protocoladas pelo PT e a Rede Sustentabilidade, em 2020, para contestar a condução da política ambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pela decisão do ministro, a PF deverá informar se operações estão programadas para ocorrer de março a dezembro deste ano. A corporação também deverá informar se há recursos disponíveis para executar as operações.

Na mesma decisão, o ministro aceitou pedido da União para prorrogar para 7 de março o prazo para apresentação do plano de governança para implementação do Plano de Integração dos Sistemas de Gestão Fundiária e Ambiental, uma das determinações feitas em janeiro deste ano.

No dia 13 do próximo mês, o STF vai promover uma audiência de conciliação sobre o combate aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

A reunião também terá a participação de representantes dos estados nos quais os biomas estão localizados.

As autoridades locais também deverão informar se há um cronograma de combate aos crimes ambientais.

É falso que calangos estejam sendo vendidos para consumo no Crato

 

De acordo com as agências de checagem, o vídeo não foi gravado no Crato, tampouco no Brasil.
Rogério Brito     https://www.miseria.com.br/
Foto: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra a venda de lagartixas para consumo no Crato, no Cariri. As imagens exibem vários animais dentro de uma vasilha, sendo manuseados por uma pessoa. A legenda sugere que moradores estariam substituindo a carne pelo réptil. No entanto, as agências de checagem Lupa e Reuters desmentiram o boato, confirmando que a informação é falsa.

“Sem a picanha e sequer o pé de frango. Moradores de Crato-CE se alimentam de calangos”, diz a legenda de um dos vídeos que circulam nas redes sociais. “Iguaria! Calangos são vendidos em feira no Crato. Moradores relatam ser a carne principal. ‘É dura, mas é boa’”, diz outra.

De acordo com as agências de checagem, o vídeo não foi gravado no Crato, tampouco no Brasil. Por meio de busca por frames do vídeo, constatou-se que ele foi compartilhado pela primeira vez por um perfil da Indonésia, em novembro de 2024. A publicação traz a hashtag #tokaygecko, referindo-se a uma espécie de lagartixa nativa de partes da Ásia.

“O perfil se apresenta como criador e exportador de lagartixas, exibindo diversas postagens que mostram um criadouro desses répteis”, diz a checagem da Agência Lupa. “O vídeo não mostra a venda de calangos para consumo humano no Ceará, mas um réptil que não ocorre naturalmente no Brasil. A filmagem foi publicada por um criador de lagartixas na Indonésia”, pontua a Agência Reuters.

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