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sexta-feira, 10 de março de 2017

Justiça condena MA a pagar R$ 100 mil a famílias de presos mortos


Vista do pátio de uma das oito unidades do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA) (Foto: Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Maranhão)


As famílias dos 64 presos mortos no sistema prisional maranhense de janeiro de 2013 a janeiro de 2014 receberão R$ 100 mil cada uma de indenização do Estado.

A decisão, em primeira instância, é da 3ª vara do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª região. De acordo com o texto do juiz Clodomir Sebastião Reis, o valor é por danos morais.

A reportagem procurou o governo maranhense na noite desta quinta-feira (9) para comentar a decisão, mas não conseguiu contato.

A decisão segue o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que o Estado é o responsável pela morte de detentos dentro de presídios. A votação do Supremo, de 2016, foi unânime.

Em janeiro de 2014, foi divulgado um vídeo em que presos do complexo de Pedrinhas filmam outros detentos decapitados após motim na prisão, que fica na capital maranhense, São Luís.

Em 2015, Pedrinhas foi considerada uma das cinco piores prisões do país em condições para os detentos, ao lado do complexo do Curado, no Recife, da Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, do Presídio Central de Porto Alegre e do presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO).

Só em 2017, a guerra de facções criminosas dentro de penitenciárias já deixou mais de 120 mortos no Amazonas, em Roraima e no Rio Grande do Norte, expondo a crise do sistema carcerário brasileiro.

Houve ainda mortos em prisões de Goiás, Pernambuco, São Paulo, Alagoas e Paraíba. No Paraná, dois presos morreram durante fuga.
Fonte: Folhapress

Papa diz estar aberto a permitir que homens casados virem padres


O papa Francisco acena para a multidão na praça de São Pedro da janela do palácio apostólico (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)


O papa Francisco expressou em uma entrevista ao jornal alemão "Die Zeit" publicada nesta quinta-feira (9) estar aberto a "estudar" a possibilidade de homens casados virarem padres como alternativa à escassez de sacerdotes, principalmente em comunidades remotas.

"Nós também devemos determinar quais seriam suas funções, por exemplo em áreas remotas", detalhou o pontífice, ressaltando que a ordenação de homens casados não pode ser encarada como solução para a falta de padres na Igreja.

A ideia de transformar em padres os chamados "viri probati" -homens casados, aposentados e com histórico de compromisso com a Igreja- circula há décadas, e sua retomada mais recente é mais um indicativo das intenções do papa Francisco de flexibilizar algumas tradições do catolicismo.

Francisco já havia indicado em 2014 que o celibato de padres "não é um dogma" da Igreja.

Segundo a agência de notícias Associated Press, uma das pessoas que vêm pressionando Francisco a aceitar a ordenação de homens casados é o cardeal brasileiro Claudio Hummes, amigo de longa data do pontífice, que busca resolver o problema da falta de clérigos na região da Amazônia, onde a Igreja conta aproximadamente com um padre para cada 10 mil fiéis.
Fonte: Folhapress