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domingo, 14 de setembro de 2025

Pesquisa Datafolha - 50% apoiam prisão de Bolsonaro > 43% são contrários

  Levantamento foi feito com 2.005 eleitores no início desta semana em 113 cidades do país - A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (13) mostra que 50% dos entrevistados se posicionaram a favor da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 43% dos ouvidos se manifestaram contra. Outros 7% não souberam responder.
O instituto ouviu 2.005 eleitores entre a segunda-feira (8) e terça-feira (9) desta semana, em 113 cidades do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a pena de 27 anos e três meses, em regime inicial fechado, para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista. O julgamento começou na segunda-feira (8).

Desses 27 anos e 3 meses - 24 anos e 9 meses são de reclusão (ou seja, pena para crimes que preveem regime fechado)

2 anos e 6 meses são de detenção (pena para crimes de regime semiaberto ou aberto).

Como a pena total é superior a 8 anos, Bolsonaro terá que começar a cumpri-la em regime fechado.

A prisão não é imediata - Os advogados podem apresentar recursos, que precisam ser analisados pelo STF antes do cumprimento das penas.
Atualmente, o ex-presidente está preso preventivamente em regime domiciliar por descumprimento de medidas judiciais impostas por Moraes.

Condenação inédita - Em um ato inédito na história do país, a Primeira Turma do STF decidiu condenar o ex-presidente por cinco crimes no contexto da trama que ele liderou para tentar se manter no poder.

Veja as penas por cada crime pelo qual Bolsonaro foi condenado

Organização criminosa - 7 anos e 7 meses.

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito - 6 anos e 6 meses.

Golpe de Estado - 8 anos e 2 meses.

Dano qualificado - 2 anos e 6 meses.

Deterioração de Patrimônio - 2 anos e 6 meses.

Total - 27 anos e 3 meses, 124 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos.

Ceará é o sétimo maior produtor de ovos do Brasil e aposta na avicultura para crescer

Foto Paloma Vargas / SVM
O Ceará ocupa hoje a 7ª posição no ranking nacional de produção de ovos de galinha, atendendo totalmente à demanda interna e exportando entre 10% e 20% do que é produzido para outros estados. 

A atividade se concentra, principalmente, na Região Metropolitana de Fortaleza, em Ubajara e Quixadá — áreas próximas ao consumidor final, o que facilita o escoamento da produção. Um dos principais destaques no setor é a avicultura caipira, que vem crescendo como um nicho promissor e valorizado, especialmente por consumidores que buscam ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, com bem-estar animal.

“A população tem consumido cada vez mais ovos. Esse nicho, que é a avicultura caipira, é uma crescente na Europa, no Brasil. As famílias estão buscando cada vez mais adquirir ovos de animais livres de gaiola, que tenham o bem-estar como uma premissa na criação. Então, o mercado é muito promissor e é de nicho”, explica André Siqueira, diretor do Sindialimentos/CE. Para garantir ovos de qualidade, o manejo correto da galinha poedeira é fundamental.

“É fundamental que essa ave receba a alimentação correta a cada fase dela. Então pra você ter ideia, nós temos a pré-inicial, inicial, crescimento 1, crescimento 2, pré-postura, isso tudo antes de começar a pôr. Depois que começa a pôr ainda tem mais três tipos de ração postura que essas aves vão ser alimentadas”, detalha a veterinária Luana Oliveira, que ainda lembra: “Uma galinha como essa toma 12 vacinas ao longo da vida”.

Além disso, iniciativas em parceria com instituições como a Embrapa vêm criando estruturas modulares de pequeno porte para apoiar pequenos produtores. Esses espaços permitem o processamento adequado dos ovos com inspeção sanitária, viabilizando a venda legal no mercado. Para comercializar os produtos, o produtor precisa estar cadastrado na Adagri e contar com selo de inspeção estadual ou do Ministério da Agricultura.

“Sempre que os produtores vêm aqui, eles conseguem visualizar melhor a criação, os detalhes dos equipamentos, da ninheira, do sistema de controle de luz, de uma forma mais prática”, afirma Luana, destacando um miniaviário modelo usado para capacitação. 

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios — apenas 50% da demanda interna por carne de frango é atendida pela produção local. Mesmo assim, especialistas acreditam no potencial de crescimento sustentável da avicultura cearense, especialmente com foco em qualidade, sanidade e bem-estar animal.

Com informações do Portal GC Mais.

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