![]() |
| Foto Ricardo Stuckert/PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (10), que nenhum aposentado ou pensionista será prejudicado em razão dos descontos não autorizados de mensalidades associativas na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele afirmou que o governo não quer fazer “um show de pirotecnia” com o caso, mas “apurar com muita seriedade” para encontrar os culpados.



“Você poderia ter feito uma pirotecnia e não ter apurado. Como a gente quer apurar com muita seriedade, tanto a CGU [Controladoria-Geral da União] como a Polícia Federal foram a fundo na exploração para chegar no coração da quadrilha. Se tivesse feito um carnaval há um ano atrás, possivelmente teria parado no carnaval, como acontece em todas as denúncias”, disse sobre críticas à demora nas investigações.
“A CGU e a nossa Polícia Federal, num processo de investigação com muita inteligência, sem nenhum alarde, conseguiram desmontar uma quadrilha que estava montada desde 2019 nesse país. Tem entidades sérias no meio que certamente não cometeram nenhum crime e tem entidades que foram criadas para cometer crime”, acrescentou, reforçando que o esquema funcionava desde 2019.
O presidente lembrou que os recursos pertencem aos aposentados e pensionistas e que o governo atuará para repatriar o dinheiro e devolver a quem de direito. “Devolver ou não vai depender de você constatar a quantidade de pessoas que foi enganada, a quantidade de pessoas que teve o seu nome numa lista sem que ele tivesse assinado. Porque aqueles que assinaram, autorizaram [os descontos das mensalidades]”, explicou.
“O que eu acho mais grave, não foi dinheiro dos cofres públicos. Esse dinheiro estava no bolso do aposentado quando alguém pediu para descontar do salário dele. Então, o crime foi um assalto aos aposentados e pensionistas deste país. Eles não foram no cofre do INSS, eles foram no bolso do povo”, afirmou o presidente.
Com informações da Agência Brasil.
Área de 181 metros é motivo de disputa territorial entre Ceará e Rio Grande do Norte
![]() |
| Foto Reprodução |
Ceará e Rio Grande do Norte disputam uma área de 181 metros entre as cidades de Icapuí (CE) e Tibau (RN). Recolocação da placa que demarca a divisa entre os estados ser recolocada na rodovia estadual CE 261 motivou a questão. Para o município potiguar, a placa avançou sobre o território dele. O caso é motivo de debate desde abril.
A questão teria começado quando a placa que sinaliza onde fica a divisa entre os dois estados foi colocada em um território pertencente ao município de Icapuí, quando, segundo o governo cearense, deveria ser colocada exatamente no limite entre os dois municípios estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em nota enviada ao O Povo, a Procuradoria Geral do Estado do Ceará (PGE-CE) informou que solicitou ao Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece) a realização de um estudo na área em questão.
“O relatório técnico identificou, com base em dados georreferenciados pelo IBGE, a existência de loteamento e infraestrutura urbana do município de Tibau (RN) em território cearense”, informou a PGE-CE.
A Procuradoria informou ainda que orientou que os órgãos competentes realocassem a placa que identifica a divisa exatamente na área, respeitando o traçado do IBGE.
Grupo de trabalho será formado
Além disso, a Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE-RN) e o município de Tibau foram oficiados na terça-feira, 6, informando o fato e demandando a criação de uma comissão entre os governos dos estados e dos municípios para que, com diálogo, possam chegar a um acordo sobre o real contorno da divisa na forma como indica os órgãos oficiais.
O Povo procurou o Governo do Rio Grande do Norte para os esclarecimentos sobre o caso, e o poder executivo informou que recebeu representantes do município de Tibau, com a prefeita do município, Lidiane Marques, seu vice, José Haroldo, vereadores e assessores jurídicos.
A governadora do estado vizinho, Fátima Bezerra (PT) anunciou que um um grupo de trabalho para tratar do conflito envolvendo os limites territoriais do município potiguar com Icapuí, no Ceará, será formado para tratar do assunto.
O grupo será composto por membros da Procuradoria Geral do Estado; do Gabinete Civil do Governo do Estado; da Secretaria do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf) e da prefeitura.
Durante a reunião, a governadora externou "apoio incondicional" à defesa dos interesses de Tibau. "Na segunda-feira já teremos a primeira reunião de trabalho para tratar do assunto", informou Fátima.
Com informações do O Povo.


Nenhum comentário:
Postar um comentário