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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Homicídios caem 33,1% no Ceará em 11 anos

 


Foto Polícia Militar do Ceará/ Divulgação 
O Ceará apresentou uma redução de 33,1% no número de homicídios entre 11 anos. Foram 4.473 casos contabilizados em 2013, enquanto, em 2023, esse número foi de 2.992. No âmbito nacional, o País registrou 45.747 homicídios em 2023, registrando a menor taxa em 11 anos. Desse total, 47,8% dos casos vitimaram jovens entre 15 e 29 anos. 

Os dados são do Atlas da Violência 2025, divulgado nesta segunda-feira, 12, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O estudo utiliza as estatísticas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mantido pelo Ministério da Saúde, e que utiliza dados fornecidos por unidades de saúde.

É diferente, portanto, da metodologia utilizada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que se vale das informações produzidas pelas Forças de Segurança do Estado.

A redução dos homicídios no Ceará também foi observada no Atlas da Violência no período que vai de 2018 a 2023. O Estado teve queda de 38,9% nesse espaço de tempo, saindo de 4.900 homicídios para 2.992 nesse período.

No levantamento, a queda de homicídios é observada a partir do ano de 2019, tendo um aumento nos dois anos seguintes e, em seguida, redução gradativa até 2023.

Apesar do Atlas da Violência não trazer dados de 2024, os números da SSPDS apontaram que, no ano passado, houve um aumento de 10,16% no número de homicídios em relação a 2023.

O Atlas da Violência indica que a redução dos crimes em nível nacional se deve a diversos fatores. Entre eles estão a diminuição geral da violência letal, a continuidade da transição demográfica com o envelhecimento da população, a trégua na rivalidade entre as duas maiores facções criminosas e a implementação de políticas locais de segurança pública.

No levantamento, foram observadas reduções de homicídio entre 2018 e 2023 nos seguintes estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Com informações do O Povo.

Empresas chinesas vão investir R$ 27 bilhões no Brasil

Foto Divulgação/ PR
O Brasil irá receber um investimento na ordem de R$ 27 bilhões de empresas chinesas, anunciou o governo federal nesta última segunda-feira (12), durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China, em Pequim, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 

Conforme o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o País deu mais um passo para "fortalecer o intercâmbio bilateral e criar oportunidades de comércio e desenvolvimento", e destacou a China e o Brasil como "parceiros estratégicos e atores fundamentais nos temas globais". "Apostamos na redução das barreiras comerciais e queremos mais integração", reforçou Lula.

Entre os ramos que serão alvo da injeção de investimentos chineses estão hub de energia, parque industrial, mina de cobre, transporte e delivery, semicondutores, insumos farmacêuticos e até café, bebidas e entretenimento, como os cinemas brasileiros.

De acordo com o governo federal, apenas a GWM, uma das maiores montadoras chinesas, anunciou investimento de R$ 6 bilhões para expansão de suas operações no Brasil, servindo como base de exportação para toda a América do Sul e México.

Já a Meituan, plataforma chinesa de delivery, irá injetar cerca de R$ 5 bilhões para atuar no mercado de entrega, por meio do aplicativo Keeta.

O investimento prevê, nos próximos cinco anos, a geração de 100 mil empregos indiretos e a instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 a 4 mil empregos diretos.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, destacou a importância da parceria com China para a economia brasileira. "Cerca de 25% de tudo que o Brasil importa vem da China. Estamos aqui com 20 setores da economia do Brasil: só do agronegócio e da agricultura são 13. E, quando nós pegamos a segurança alimentar, a produção agrícola, agropecuária, que a China importa, a China importa US$ 215 bilhões — 25% vem de empresas e grupos brasileiros”, assegurou Jorge Viana.

“Neste mundo de conflitos, nesse mundo de tensão e de insegurança para o comércio, o presidente Lula segue firme defendendo o multilateralismo, o livre comércio, isso é extraordinário para os produtores brasileiros”, completou o presidente da ApexBrasil.

Com informações do Diário do Nordeste.

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