O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (9) que anunciará na segunda-feira (10) tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país, outra grande escalada em sua revisão de política comercial.
Trump, falando aos repórteres no avião presidencial Air Force One, também disse que anunciará tarifas recíprocas na terça (11) ou quarta-feira (12), para entrarem em vigor quase imediatamente.
Durante o seu primeiro mandato, Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio, mas posteriormente concedeu a vários parceiros comerciais quotas isentas de impostos, incluindo o Canadá, o México, a União Europeia e o Reino Unido.
Com informações cnn Brasil
Haddad nega taxação de bigtechs como retaliação a tarifas sobre aço e alumínio brasileiros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, usou suas redes sociais nesta segunda-feira (10) para desmentir informações de que o governo brasileiro estaria planejando aumentar impostos sobre gigantes da tecnologia, como as bigtechs, em resposta à ameaça dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil.
“Para não deixar dúvida, não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil. No mais, o governo brasileiro tomou a decisão sensata de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. Vamos aguardar a orientação do presidente”, afirmou Haddad em publicação no Twitter.
A declaração do ministro ocorre após a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, relatar que a ideia de taxar bigtechs como retaliação havia sido discutida internamente no governo. Segundo a colunista, a medida recebeu apoio de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e críticos do presidente americano Donald Trump, já que impactaria aliados do líder americano sem prejudicar diretamente a economia ou a inflação no Brasil.
A ameaça tarifária de Trump, oficializada a jornalistas no domingo (9), pode afetar severamente o setor siderúrgico brasileiro. Os Estados Unidos são o maior destino do aço brasileiro, recebendo 48% das exportações do setor, que somaram US$ 5,7 bilhões em 2024. Diante disso, o governo brasileiro tem buscado adotar uma postura de cautela enquanto aguarda a oficialização da medida por parte da administração americana.
(Hora Brasília)


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