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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Auxiliar de enfermagem matava pacientes com injeções letais

 

A auxiliar de enfermagem Reta Mays era conhecida por seus vizinhos como uma pessoa simpática, caridosa e frequentadora assídua da igreja. O que não se sabia, porém, é que a profissional de saúde era fascinada por serial killers e usava o seu trabalho em um hospital de veteranos de guerra para matar pacientes com injeções letais.

De acordo com informações do jornal The Mirror, Mays vitimou ao menos 20 pessoas durante o seus turnos, que iam das 19h30 às 8h. O “anjo da morte” as observava morrer após aplicações de doses fatais de insulina. Todos os pacientes serviram no Exército, na Marinha ou na Força Aérea e tinham entre 81 e 96 anos de idade.

O caso foi descoberto após funcionários do hospital notarem que os casos de hipoglicemia aumentaram em uma das alas. Foram 20 mortes entre 2017 e 2018, todas registrados na ala 3A, onde Mays trabalhava. Em contraste, nos quatro anos anteriores, apenas um óbito por hipoglicemia havia sido relatado. Após os corpos serem exumados, constatou-se que as vítimas possuíam marcas de agulhas inexplicáveis nos corpos.

Mays foi levada a interrogatório, e as autoridades concluíram que a assassina em série se aproveitava de uma falha no sistema do hospital que controlava a leitura de glicose. A auxiliar de enfermagem misturava doses letais de insulina no soro fisiológico intravenoso.

Posteriormente, foi identificado ainda que a profissional da saúde pesquisava sobre mulheres serial killers e enfermeiras que matavam seus pacientes.

Das 20 mortes, Mays confessou apenas sete. Ela alega querer conceder uma morte “digna e suave” aos pacientes que estavam sofrendo. Mays foi condenada a uma prisão perpétua para cada uma de suas vítimas e a 20 anos por agressão, sem chance de liberdade condicional.

Atualmente, a polícia segue investigando outros óbitos suspeitos que podem ter sido causados por Mays.

(Pleno News)

Senado decide "brecar" indicação de André Mendonça, diz jornal

No que parece ser uma atitude de “confronto” com o presidente Jair Bolsonaro, o Senado decidiu “segurar” a indicação do ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão teria sido tomada após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que pedirá abertura de processo contra ministros do Supremo.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), havia planejado dar início à tramitação de Mendonça ainda no mês de agosto, mas mudou de ideia e adiou a decisão. O veículo informou que Pacheco fez uma publicação no Twitter que foi vista como uma mensagem a Bolsonaro.

– O diálogo entre os Poderes é fundamental e não podemos abrir mão dele, jamais. Fechar portas, derrubar pontes, exercer arbitrariamente suas próprias razões são um desserviço ao país. Portanto, é recomendável, nesse momento de crise, mais do que nunca a busca de consensos e o respeito às diferenças. Patriotas são aqueles que unem o Brasil, e não os que querem dividi-lo – escreveu Pacheco.

No fim de semana, o presidente da República anunciou que pedirá ao Senado a abertura de um processo contra os ministros do Supremo Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes. Bolsonaro afirma que os dois magistrados “extrapolam” os limites da Constituição.

Entretanto, de acordo com o veículo, Pacheco já avisou que não dará andamento a nenhum processo de impeachment contra magistrados do Supremo e, com isso, resolveu atrasar também a tramitação da escolha de Mendonça, enviada ao Senado por Bolsonaro em 13 de julho.

Na prática, Pacheco precisa ler no plenário a mensagem de Bolsonaro com a indicação de Mendonça para uma cadeira no Supremo. Somente após esse ato formal é que a votação poderá ser marcada. O senador, porém, resiste a ler a mensagem imediatamente, o que é visto como um embate com Bolsonaro.

Outro que teria colocado empecilhos sobre a indicação seria o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), que, de acordo com o Estadão, não tem respondido nem a colegas sobre quando será a sabatina do ex-advogado-geral da União. A comissão é uma das únicas que não se reuniu para votar projetos neste ano. (Pleno News)

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