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domingo, 16 de maio de 2021

Estado do Ceará pagará R$ 10 mil por informações sobre o suspeito de matar policial em Tauá


            

Informações que levem à prisão do suspeito de matar o escrivão da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Aloizio Alves de Lima Amorim, serão recompensadas com pagamento de R$ 10 mil. 

A premiação, divulgada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) neste sábado, 15, ocorre porque o nome do fugitivo Antônio Josivan Lopes da Silva foi incluído no Programa Estadual de Recompensa. O pagamento do valor vale até o próximo dia 11 de setembro.

O escrivão Aloizio Alves de Lima Amorim, 60, foi assassinado enquanto colhia o depoimento de Josivan, no último dia 30 de abril, em Tauá, a 347 quilômetros de Fortaleza. Segundo a Polícia, Josivan, que já respondia por latrocínio tentado, estava sendo autuado em flagrante por tráfico de drogas na Delegacia Regional da cidade.

Qualquer pessoa poderá colaborar com o envio de denúncias, exceto os agentes de segurança pública e servidores administrativos dos órgãos que compõem a Comissão Estadual do Programa de Recompensa. A participação de parentes dos agentes de segurança pública e dos servidores também é vedada.

A Polícia diz que, para receber o dinheiro, o cidadão deve conceder informações consistentes que levem à localização de Josivan. Uma Comissão delibera sobre o pagamento "após análise do relatório feito pela autoridade policial encarregada da investigação".

As denúncias sobre o assassinato do escrivão de Tauá podem ser feitas para o número 181, o Disque-Denúncia da SSPDS.

Com informações do O Povo.

Igreja Universal sinaliza ruptura com governo Bolsonaro após omissão em crise na Angola

 

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode perder o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus. A possível ruptura pode acontecer após religiosos manifestarem a falta de respostas diante da deportação de pastores de Angola. O alerta foi feito a partir de pessoas próximas ao bispo Edir Macedo, fundador da igreja, e de congressistas do Republicanos, partido ligado à instituição evangélica.

Nesta sexta-feira, 14, o bispo Renato Cardoso, responsável pela Igreja Universal no Brasil e genro de Macedo, criticou diretamente o governo Bolsonaro em entrevista ao Jornal da Record, emissora do fundador da Universal. Cardoso falou em “decepção” e apontou “omissão” por parte do governo brasileiro no caso envolvendo conflitos sobre a permanência de pastores da Igreja Universal em Angola.

“O que mais nos indigna não é o que está acontecendo lá em Angola. É a ausência de autoridades brasileiras para interceder pelos pastores, pelos brasileiros em um país estrangeiro. Até quando o governo brasileiro vai ficar calado, passivo, diante desta situação?”, disse Cardoso.

O pastor disse que os religiosos são parcela importante da base de apoio do governo. Nas eleições de 2018, Edir Macedo apoiou e continua manifestando a defesa de Bolsonaro.“[O governo] já deveria estar fazendo cumprir os seus tratados internacionais com a Angola. Esse é o protesto, especialmente do povo cristão, do povo evangélico, do povo católico, que apoiou esse governo, faz parte da base do governo. Mas, agora recebe em troca uma omissão. É muito triste e decepcionante para o povo cristão no Brasil”, declarou Renato Cardoso.

O conflito entre evangélicos da IURD e o governo foi a alegada inação das autoridades brasileiras à ordem de deportação de 34 brasileiros do país africano. A medida foi imposta depois que a instituição religiosa disse ter identificado comportamento impróprio de angolanos e afastado essas pessoas do comando da Igreja Universal do Reino de Deus naquele país africano.

Em 2020, os angolanos determinaram o fechamento de templos da igreja da IURD no país, após a instituição ser acusada de atos ilegais, entre eles fraude fiscal e exportação ilícita de capitais. A igreja respondeu que recorreria da decisão. Bolsonaro chegou a enviar, em julho de 2020, carta ao presidente de Angola, João Manuel Lourenço, demonstrando preocupação e solicitando a resolução do conflito.

No Congresso Nacional, cerca de 1/3 da bancada de 33 deputados do Republicanos tem proximidade com a Igreja Universal. O partido tem um ministro no governo federal: João Roma, na pasta da Cidadania. Apesar da cúpula da sigla descartar um rompimento com o governo por causa desse caso de Angola, nos próximos dias, o grupo deve adotar tom mais crítico ao governo.

Na última quinta-feira, 13, um dos deputados ligados à Universal, Márcio Marinho (Republicanos-BA), discursou no plenário da Câmara contra a ausência do governo brasileiro na polêmica. “Até agora, nós não vimos nenhum comportamento de apoio aos missionários brasileiros por parte desse governo”, disse.

Fonte: O Povo

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