O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu nesta segunda-feira, dia 17, a quebra de sigilos e a convocação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Vieira enviou os requerimentos, ainda pendentes de votação, solicitando que o filho "02" do presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a abrir os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático. Outros integrantes do chamado "Ministério da Saúde paralelo", como ele batizou o aconselhamento informal ao presidente durante a pandemia, também são alvos dos pedidos.
Os requerimentos do senador, que é suplente da CPI, vêm na esteira do depoimento de Carlos Murillo, presidente da Pfizer na América Latina. Murillo afirmou aos senadores que Carlos Bolsonaro participou de uma reunião de negociação de vacinas com integrantes do governo no Palácio do Planalto, em dezembro de 2020. Estavam no encontro a diretora jurídica da Pfizer, Shirley Meschke, a gerente de Relações Governamentais, Eliza Samartini, o então secretário de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins.
Terra
MC Kevin tentou pular para outro andar após sexo na varanda, diz testemunha
Em depoimento à Polícia Civil, a modelo fitness Bianca Domingues, 26, disse que estava com MC Kevin, no quarto 502 do hotel Riale Brisa Barra, no momento em que ele caiu da varanda e morreu. Segundo o relato, os dois tiveram relação sexual e, por medo de a mulher, Deolane Bezerra, descobrir, o cantor teria tentado pular para o apartamento de baixo, mas acabou caindo.
Aos agentes, Bianca disse que MC Kevin "acreditava que a esposa estava na porta do quarto, ficou assustado e tentou sair".
Um amigo de Kevin Nascimento Bueno, o funkeiro Victor Elias Fontenelle, relatou que também estava no cômodo no momento do ocorrido e confirmou as informações de Bianca. Segundo ele, antes de a modelo ir para a varanda com MC Kevin, ele também teve relação sexual com a mulher. O caso aconteceu no domingo (16), em um hotel na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Para o delegado Henrique Damasceno, titular da delegacia que investiga a morte, o amigo de MC Kevin disse que os dois estavam passeando pelo calçadão, conheceram a modelo fitness em um quiosque da praia e a chamaram para a suíte. De acordo com Victor Fontenelle, um terceiro amigo do artista tentou entrar no quarto, mas ele e Kevin teriam impedido.
Pelas redes sociais, a modelo fitness postou uma mensagem relatando que a morte do MC "foi um acidente", disse não acreditar no que estava acontecendo e pediu orações.
Para ajudar nas investigações e confirmar o que foi dito em depoimento, a Polícia Civil apreendeu cinco celulares que serão periciados. Entre eles está o aparelho do próprio cantor, além do celular de Bianca, de Victor, e da viúva, a advogada Deolane Bezerra.
Até o momento, oito pessoas prestaram esclarecimentos na 16ª DP. O delegado Henrique Damasceno já ouviu a viúva de MC Kevin, os dois que estavam no apartamento junto com o MC, além de amigos e a equipe da produção do artista. Todos na condição de testemunha.
Após a morte de Kevin, os ânimos ficaram exaltados e, na tarde de ontem, houve confusão do padrasto do MC com os amigos que estavam com o funkeiro no hotel. Policiais da 16ª DP precisaram conter a briga. Dentro da delegacia, a viúva de MC Kevin chegou a discutir com Bianca Domingues —modelo que estava no quarto com o cantor— e os agentes novamente tiveram que intervir.
A Polícia Civil solicitou que seja feito um exame toxicológico no corpo de Kevin Bueno já que, em alguns depoimentos, amigos relataram que o artista teria consumido drogas e ingerido bebida alcoólica durante o final de semana. O laudo do Instituto Médico Legal deve ficar pronto ainda nesta semana. Além disso, os agentes já realizaram uma perícia no apartamento em que MC Kevin estava e também no cômodo da viúva. A área da piscina, onde o artista bateu a cabeça, também passou por análise.


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