Web Radio Cultura Crato

sábado, 8 de maio de 2021

Bolsonaro volta a ameaçar impedir lockdown e diz que decreto já está pronto

Foto Sergio Lima/AFP
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ameaçar a publicação de um decreto para impedir que estados e municípios adotem lockdown para conter o avanço da pandemia de Covid-19 e disse que, se necessário, usará as Forças Armadas para garantir “respeito, ordem e justiça” à população.

“Não recearei se tiver que tomar uma decisão. Creio que a liberdade é o bem maior que nós podemos ter. Tenho falado: se baixar um decreto – que já está pronto –, todos cumprirão porque o decreto nada mais é que uma cópia do Artigo 5º da Constituição. O ir e vir, a liberdade e o direito à crença e ao trabalho são sagrados”, destacou o presidente, nesta sexta-feira (7), durante inauguração da Ponte do Abunã, que liga o Acre a Rondônia.

“Não se justifica, depois do que passamos, fechar qualquer ponto do Brasil. Aquele que abre mão da liberdade por segurança não tem, no futuro, nem liberdade nem segurança. Todos nós preferimos morrer lutando do que perecer em casa”, acrescentou.

Bolsonaro disse que seu governo jamais colocará o Exército nas ruas para manter as pessoas em casa.

“Minha Marinha, meu Exército e minha Aeronáutica jogam dentro das linhas da Constituição. Não admitiremos aqueles que querem jogar fora das quatro linhas da nossa Constituição”.

Jair Bolsonaro

Presidente da República

Dirigindo-se à plateia que acompanhava a inauguração, o presidente disse que militares e brasileiros farão de tudo para garantir a liberdade no País. “O que vocês querem é muito pouco: respeito, ordem e justiça. Meu dever como chefe supremo das Forças Armadas e chefe do Executivo é garantir esse direito de vocês. E podem ter certeza, se cada um de nós, militares aqui presentes, juramos dar nossa vida pela nossa pátria, vocês, que são o grande exército brasileiro, farão de tudo, até a própria vida, para garantir a sua liberdade”.

O presidente aproveitou o evento para criticar também as recentes invasões de terras promovidas pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), em Rondônia. “LCP, se prepare. Não ficará de graça, no barato, o que vocês estão fazendo. Não tem espaço aqui para terroristas. Nós temos meios de fazê-los entrar no eixo e respeitar a lei”, alertou o presidente.
Bolsonaro e o lockdown

É a segunda vez, nesta semana, que Bolsonaro insiste na pauta de contestar o lockdown como medida de combate à pandemia de Covid-19. Na última quarta-feira (5), ele disse que a ação seria para garantir a "liberdade de culto, de poder trabalhar e o direito de ir e vir".

Acrescentou, ainda, que o decreto "não poderá ser contestado por nenhum tribunal". “E por que cumprirão? Porque esse decreto nada mais é do que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição, que todos nós juramos defender”.

Nesta quinta-feira (6), o Brasil chegou à marca de 416.949 mortes por Covid-19, segundo dados atualizados às 19h pelo Ministério da Saúde. Destas, 2.550 foram somente nas últimas 24 horas.

Com informações do Diário do Nordeste e Agência Brasil.

Vacina cearense contra o coronavirus pede autorização da Anvisa para iniciar testes em humanos

                     

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar os testes em humanos da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela instituição. Caso aprovada, a pesquisa — que iniciou em 2020 — vai para a segunda fase.

A vacina cearense em testes já tem nome: HH-120-Defenser. A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular da Uece (LBBM), liderada pela professora imunologista Izabel Florindo Guedes.

A primeira fase do processo, com realização de testes em camundongos, foi concluída com sucesso, como destaca o pesquisador do LBBM/Uece e doutorando do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia (Renorbio/Uece), Ney Carvalho. “Obtivemos resultados promissores desse imunizante com camundongos. Esses resultados serão submetidos à Anvisa, com o intuito de iniciar a fase clínica, já que estávamos na fase pré-clínica, com os animais”.

A fase clínica deverá ser dividida em três etapas:

Na primeira, os testes serão realizados com, aproximadamente, 100 pessoas adultas, de 18 a 60 anos de idade, sem comorbidades.

Na segunda etapa, será a vez de pessoas acima de 60 anos, com comorbidades.

Na terceira, os testes serão aplicados em milhares de pessoas, com perfis diversificados.

“Com mais de 90% de proteção comprovada da vacina na fase pré-clínica, poderemos seguir com os testes em humanos, após a aprovação da Anvisa. Para esses testes, será seguido todo um protocolo, realizando a seleção de pessoas saudáveis, que ainda não tenham tomado outras vacinas contra a Covid-19. Essas pessoas serão convidadas a serem voluntárias nesse primeiro momento”, explica a professora Izabel Florindo.

Ao final de cada etapa da fase clínica, a Uece deverá submeter os resultados à Anvisa para autorização da continuidade dos testes.

Baixo custo de produção

Um dos pontos positivos da HH-120-Defenser é o baixo custo de produção. “Acreditamos que a concentração de vírus vacinal que queremos colocar por dose é suficiente para que em um frasco, que custa R$ 11 no comércio local, seja capaz de fornecer 250 doses. 

Assim, cada dose custaria R$ 0,044 centavos. Se levarmos em conta que temos 240 milhões de pessoas no Brasil, então seriam necessárias 480 milhões de doses. Isso significa que a imunização de todo o país, com duas doses, custaria pouco mais de R$ 21 milhões. A dose de vacina mais barata comercializada hoje é a CoronaVac, que custa R$ 16 cada dose”, aponta o pesquisador Ney Carvalho.

Com informações do G1 Ceará.

Nenhum comentário:

Postar um comentário