Condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Isabella Nardoni, o bacharel em direito Alexandre Nardoni deixou o presídio na manhã desta quinta-feira, para a saída temporária de Dia dos Pais. Esta é a primeira "saidinha", como o benefício é chamado, desde que ele foi preso em 2008.
Recolhido na P2 de Tremembé, unidade prisional conhecida por abrigar "celebridades" do noticiário policial, Nardoni progrediu para o regime semiaberto em abril. Além de ter direito a saídas temporárias, ele também pode trabalhar fora do presídio e só voltar à noite.
Até hoje, Nardoni nega ser o autor do assassinato da filha. Isabella Nardoni tinha 5 anos quando foi atirada do 6.º andar do Edifício London, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Ele também é pai dos adolescentes Pietro e Kauã.
Anna Carolina Jatobá, mulher de Nardoni e madrasta da menina, também foi condenada a 26 anos de prisão pelo homicídio, mas também nega participação. Ela progrediu para o regime semiaberto mais cedo, em 2017.
Para ter direito à "saidinha", o detento precisa preencher uma série de requisitos, entre eles apresentar bom comportamento na prisão. A P2 de Tremembé concentra presos de casos com grande repercussão, entre eles Gil Rugai, Cristian Cravinhos e Mizael Bispo.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirma que não pode dar informações sobre "saída temporária individual de reeducando, por questão de segurança".
No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro criticou o benefício a Nardoni. "Hoje o pai, condenado pelo assassinato, é beneficiado pela saída temporária de dia dos pais", postou. "Uma grave ofensa contra todos os brasileiros. Lamentável!"
Com informações do Estadão Conteúdo.
"Zé de Valério" é denunciado pela morte da universitária, nega o estupro e diz que era apaixonado por ela
O Ministério Público do Ceará (MP-CE) encaminhou à Justiça denúncia contra o vaqueiro José Pereira da Costa, o “Zé do Valério”, pelo assassinato da estudante universitária Daniele de Oliveira Silva, em abril último, no Município de Pedra Branca (a 375Km de Fortaleza). O documento revela que, ao depor, o vaqueiro confessou o homicídio, mas negou ter cometido estupro, apesar de afirmar que tentou beijar a jovem à força e que era apaixonado por ela.
A Promotoria de Justiça de Pedra Branca acusou “Zé do Valério” pela prática dos crimes de homicídio com quatro qualificadoras: motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio.
Segundo a denúncia criminal, o fato aconteceu no dia 25 de abril, no Sítio São Gonçalo, zona rural de Pedra Branca. O denunciado teria constrangido a vítima “mediante violência e grave ameaça, a ter conjunção carnal e prática de atos libidinosos, matando-a cruelmente, por motivo torpe e por razões da condição de sexo feminino”, consta na denúncia.
De acordo com o que foi apurado em laudos, exames periciais e depoimentos, a vítima estava sozinha produzindo queijos artesanais e foi abordada por Valério com uma arma e a obrigou a ir até ao matagal, quando teria cometido os atos criminosos. O promotor de Justiça Rafael Matos de Freitas Morais defende que “a autoria está comprovada pelas oitivas coligidas aos autos”.
O vaqueiro assassino foi procurado durante 78 dias pelas autoridades policiais e, quando foi capturado, confessou a prática do homicídio.
(Blog Fernando Ribeiro)


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