A ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT) afirmou neste domingo (4) que a redução da jornada de trabalho 6×1 será uma das prioridades do governo junto ao Congresso Nacional.
“O debate sobre o fim da escala 6×1, que limita a vida além do trabalho, será encaminhado junto às comissões pertinentes, para envolvermos a sociedade e todos os setores abrangidos pelo tema”, escreveu a ministra em publicação no X.
Protocolada há quase dois meses na Câmara dos Deputados, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que sugere o fim da escala de trabalho 6×1 está parada na Casa e enfrenta resistência de algumas alas do Congresso.
Em pronunciamento oficial pelo Dia do Trabalhador, na última quarta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo iria “aprofundar” o debate sobre o fim da escala 6×1.
“Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, defendeu.
Escala 4×3
O texto é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e propõe carga horária semanal de 36 horas, com quatro dias de trabalho e três dias de descanso.
A proposta ainda não recebeu nenhum despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas deve começar a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, ainda passa por uma comissão especial antes de ir ao plenário.
Alas do Congresso acreditam que a matéria não será aprovada se a redação final sugerir três dias de folga e quatro de trabalho semanais. Nos bastidores, deputados do PSOL e do PT já admitem que o projeto sofrerá alterações para enfrentar menos resistência.
A proposta altera o trecho da Constituição que trata sobre a duração da jornada de trabalho. A legislação atual permite que a jornada possa ter até oito horas diárias e 44 horas semanais, o que equivale a seis dias de trabalho e um dia de folga por semana.
A ideia da PEC é reduzir a jornada para oito horas diárias e 36 horas semanais, o que equivale a quatro dias de trabalho e três de folga por semana. O argumento dos defensores da proposta é de que a jornada prevista em lei atualmente contribui para o desgaste e esgotamento dos trabalhadores.
Entre os grupos contrários à proposta, o argumento é de que a mudança pode atingir os empregadores. Deputados de partidos ligados à centro-direita defendem que alterações na carga horária de trabalho sejam feitas diretamente entre o empregador e o funcionário.
Por Rebeca Borges/CNN
Homem morto num bar em Juazeiro com cerca de 20 tiros

Nove dias depois e mais um homicídio foi registrado em Juazeiro. Por volta das 19 horas deste sábado (03) o viajante Ronier Cirino de Sousa, de 40 anos, o “Ronne” que residia na Avenida Nossa Senhora Aparecida (João Cabral), foi morto a tiros. Ele usava tornozeleira eletrônica e o crime aconteceu dentro de um bar na esquina da Avenida Salgueiro com a Rua Todos os Santos no bairro Romeirão. O crime foi praticado por um homem que chegou ao local numa moto e com uma mochila nas costas.
Este sacou uma pistola e efetuou 16 disparos chegando a colocar novo pente com munições na arma para atirar outras vezes. Depois fugiu abandonando a mochila no local. “Ronne” tinha acabado de chegar ao estabelecimento no seu veículo Fiat Siena de cor branca e tinha deixado a cadeia pública há uma semana. Ele respondia por crimes de assaltos, ameaças, furtos, lesão corporal, porte de arma de fogo, homicídio, receptação, violência doméstica e já tinha sido vítima de três tentativas de homicídios.
No dia 20 de outubro de 2016 ele trabalhava como açougueiro quando foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. De acordo com os autos, no dia 15 de janeiro de 2005, em um bar no bairro João Cabral, o mesmo matou a tiros Edilson Lopes Firmino, o “Pardal”, com a ajuda de um adolescente. O motivo foi o fato da vítima estar se aproximando da ex-namorada de “Ronne” o qual bebia neste bar perto da casa dela para onde “Pardal” foi convidado a beber.
Já no dia 6 de junho de 2007 o pai de “Ronne”, no caso Raimundo de Souza Louro, o “Raimundo Mão na Faca”, foi morto a tiros no seu espetinho no bairro Frei Damião. Ele estava na barraca com o filho quando desafetos de “Ronne” chegaram e o genitor pediu para que se retirassem. Não demorou e “Chimbica”, “Tonho” e “Pedrinho” retornaram num veículo Ford Del Rey quando atiraram matando Raimundo enquanto o seu filho escapou ileso.
Este foi o primeiro homicídio do mês de maio em Juazeiro e o 21º do ano no município ou 21,4% em relação aos 98 registrados ano passado. O último deste ano tinha acontecido no dia 24 de abril quando o comerciante Cícero Ivan dos Santos, de 31 anos, que residia no bairro Pirajá, foi morto a tiros na Avenida Castelo Branco (Tiradentes). Ele dirigia o seu carro ao lado da esposa e filha quando foi surpreendido pelos disparos.

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