O apresentador do Jornal Hoje, Dony de Nuccio, 35, pediu demissão do Grupo Globo nesta quinta-feira (1°),após reportagem do site Notícias da TV revelar que o jornalista havia recebido mais de R$ 7 milhões, em dois anos, para produzir conteúdo para o Banco Bradesco.
"Nas últimas semanas me vi mergulhado em uma infindável onda de ataques, com a vida dentro e fora da Globo vasculhada e revirada, sigilos fiscais violados, endereços expostos, trabalhos de exclusiva veiculação interna publicados, e até e-mails privados hackeados", disse Nuccio, em carta enviada ao diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel.
"Quanto mais perto estamos do topo da montanha, mais forte é o vento. E é esperado que seja assim. Mas essa contínua campanha para me destruir e sangrar a qualquer custo não pode prosperar. Não faz bem nem a mim, nem à minha família e nem à emissora. Não é justo com nenhum de nós. Por esse motivo, embora com aperto no coração, solicito meu afastamento do telejornalismo", completa.
De acordo com o site, Nuccio participava de eventos institucionais em vídeos, road shows telepresenciais, cartilhas e palestras para a instituição financeira. Notícias da TV mostrou ainda troca de emails entre o jornalista e o Bradesco no qual o âncora negociava valores com a instituição financeira. Ainda segundo a reportagem, o jornalista estaria negociando um novo contrato que geraria uma receita de mais de R$ 60 milhões em três anos.
Na carta, Nuccio diz ainda que pede seu desligamento da emissora com o espírito leve e com a consciência tranquila, porque "jamais ajo de má-fé". "Jamais tive o intuito de burlar regras ou obter benefício que julgasse incompatível com as funções que ocupava na emissora (isso sim, seria incompatível com a minha história pessoal). Trabalhei, duro e dobrado, para complementar a renda, fora do horário da Globo, e dentro dos limites que ao meu ver eram compatíveis e aceitáveis. Se errei, não foi com dolo, e humildemente peço desculpas."
Dony de Nuccio entrou na emissora em 2011 e passou por vários telejornais. Ele foi repórter do Bom dia São Paulo, SPTV e Jornal da Globo. Além disso, o jornalista também foi comentarista de economia do Hora 1 (Globo) e apresentador do programa Conta Corrente, da GloboNews.
Com informações da Folhapress.
Entra em vigor lei que garante uso de nome social a transexuais e travestis no Ceará
O uso do nome social por travestis e transexuais está garantido pela lei no Ceará. De autoria do deputado estadual Renato Roseno (Psol), e aprovada na Assembleia Legislativa no último dia quatro de julho, a lei nº 16.946 foi sancionada e publicada no Diário Oficial do estado nesta última terça-feira (30).
A partir de agora, o nome social deve ser utilizado nos serviços públicos e privados, em áreas de ensino, saúde, relação de consumo e outros, em fichas cadastrais, prontuários, formulários, documentos, correspondências, e também no tratamento usual.
A identidade social da pessoa deve vir por escrito, em campo destacado, junto ao respectivo nome civil, que poderá ser utilizado apenas para fins internos da administração do serviço em questão.
Nos documentos oficiais, a pessoa pode requerer o registro do nome social juntamente com o nome civil. O direito também é assegurado nos procedimentos judiciais e administrativos, inclusive nos registros e procedimentos policiais, conforme publicado no Diário Oficial.
Para menores de 18 anos, o desejo do uso do nome social pode ser manifestado, por escrito, mediante autorização, também por escrito, dos pais ou responsáveis ou por decisão judicial.
Identidade
A partir de agora, o nome social deve ser utilizado nos serviços públicos e privados, em áreas de ensino, saúde, relação de consumo e outros, em fichas cadastrais, prontuários, formulários, documentos, correspondências, e também no tratamento usual.
A identidade social da pessoa deve vir por escrito, em campo destacado, junto ao respectivo nome civil, que poderá ser utilizado apenas para fins internos da administração do serviço em questão.
Nos documentos oficiais, a pessoa pode requerer o registro do nome social juntamente com o nome civil. O direito também é assegurado nos procedimentos judiciais e administrativos, inclusive nos registros e procedimentos policiais, conforme publicado no Diário Oficial.
Para menores de 18 anos, o desejo do uso do nome social pode ser manifestado, por escrito, mediante autorização, também por escrito, dos pais ou responsáveis ou por decisão judicial.
Identidade
Em 2017, o governo já havia aprovado um decreto, com os mesmos termos, permitindo o uso do nome social. O projeto de lei que garante o direito às pessoas transexuais e travestis foi aprovado na Assembleia Legislativa no início deste mês, por 18 votos a favor. Cinco deputados foram contra a medida.
A Corregedoria-Geral da Justiça do Ceará autorizou, em 2018, mudança de prenome e gênero no Registro Civil, sem a necessidade de autorização judicial e cirurgia de redesignação sexual — a mudança de sexo. Laudos médicos ou psicológicos também foram dispensados para retificar o nome. A decisão foi considerada pioneira no Nordeste e uma das primeiras no Brasil, e teve como base decisão similar do Supremo Tribunal Federal (STF).


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