
Massacre em Virginia Beach | Imagem: Jornal Nacional
Em uma semana, os Estados Unidos passaram por três assassinatos em massa. Os dois últimos foram ainda num intervalo de cerca de 12 horas. Com isso, uma análise feita pelo G1 aponta que, apenas nos seis maiores ataques registrados neste ano, no país, 55 pessoas foram mortas.
O mais recente foi em Dayton, no estado de Ohio. O atirador matou nove pessoas e deixou outras 52 feridas numa região de bares, na madrugada deste domingo (4).
No sábado (3), o crime ocorreu em El Paso, cidade do Texas na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lá, um criminoso matou pelo menos 20 pessoas e deixou outras 26 feridas em um centro comercial.
No último domingo (28), foi a vez Gilroy, cidade da Califórnia. Um homem armado entrou em um parque onde ocorria o Festival de Alho e matou três pessoas. Outras 11 ficaram feridas.
Em maio, houve uma ataque a um prédio governamental em Virginia Beach, no estado de Virginia. Doze pessoas foram mortas por um engenheiro, funcionário público de 40 anos, que havia pedido demissão. Os alvos dele eram seus ex-colegas.
Três meses antes, em fevereiro, o crime aconteceu em uma fábrica de Aurora, em Chicago. Um ex-funcionário do local matou seis pessoas e depois morreu numa troca de tiros com a polícia.
Primeiro grande caso do ano, o tiroteio em Sebring, na Flórida, culminou em cinco mortes. As vítimas estavam em um banco quando foram atingidas por um homem de 21 anos, que acabou preso pelos policiais.
Depois de 25 anos, idoso confessa que enterrou mulher no banheiro
Um idoso, de 64 anos, confessou que matou a mulher e enterrou no banheiro de sua casa no bairro Jardim das Palmeiras, em Sinop, no interior do Mato Grosso. O crime, segundo ele, aconteceu em 1994 por ciúmes.
Luzinete Leal Militão tinha 28 anos na época de sua morte. Restos mortais, documentos e objetos foram encontrados durante uma escavação realizada na sexta-feira (02). O material foi recolhido pelos peritos para perícia.
O próprio idoso, Jairo Narciso da Silva, apontou para a polícia a localização exata do corpo. De acordo com o delegado Ugo Ângelo Rech de Mendonça, os ossos e objetos pessoais de Luzinete estavam cobertos com 20 centímetros de concreto.
Na época, Silva morava no local com a mulher e duas crianças. Um filho de seis anos do casal, e um segundo de 10 anos, filho de outro relacionamento da companheira.
"Ela estava em posição quase que fetal", disse o delegado. "Depois de duas horas cavando é que começou a aparecer bolsa, objetos pessoais, documento com foto dela ainda preservada", completou.
O crime e a confissão
A história veio à tona no dia 30 de julho, quando o idoso procurou, por iniciativa própria, a Polícia Civil relatando que queria confessar um crime. “Ele veio até mim quando estava de plantão. Estava com a esposa, inclusive, e falou que queria confessar a prática de um crime. Até achei que era alguma coisa mais leve. E acabou falando que matou a esposa e enterrou o corpo, em um banheiro”, explicou o delegado.
A Polícia Civil então confirmou que existia um boletim registrado no dia 21 de outubro de 1994 comunicando o desaparecimento da mulher. No documento ele relata que a mulher sumiu na noite de 17 para 18 de outubro e até aquela data ela ainda não tinha voltado para casa.
Ele ainda afirmou que resolveu confessar o crime por remorso e que matou a companheira com um golpe de barra de ferro na cabeça. Como ela não morreu na hora, ele ainda a asfixiou.
Durante todo esse tempo, o suspeito falou para os filhos que a mulher tinha fugido com um amante. A motivação, ainda segundo a polícia, foi ciúmes porque a mulher gostava de sair à noite.
Com informações R7

Nenhum comentário:
Postar um comentário