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| Fotos Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu, nesta quinta-feira (18), ao ataque feito contra ele pelo cantor Zezé di Camargo e chamou a atitude de "cretinice".
O cantor pediu ao SBT que não veiculasse o especial de Natal que ele gravou na emissora, pois Lula compareceu ao evento de lançamento do SBT News.
Durante o comentário, Zezé disse que as filhas de Silvio Santos estavam "se prostituindo" para o Governo Federal.
Lula comentou o caso durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta. O presidente pediu que a mensagem fosse transmitida às filhas do comunicador falecido.
"Quero que você transmita às filhas do Silvio Santos a minha solidariedade pela cretinice do ataque que o Zezé Di Camargo fez a elas. Ele não teria coragem de fazer aquele ataque a homens, mas fez a mulheres. E quero terminar dizendo para vocês, mulheres, que a minha luta contra o feminicídio é de verdade", afirmou Lula.
Zezé di Camargo pediu desculpas
Em comunicado nesta terça-feira (16), Zezé pediu desculpas à família de Silvio Santos pelas declarações. Ele disse que usou a expressão "prostituindo" no "sentido figurado".
"Apesar disso, a expressão foi mal interpretada. Em nenhum momento houve a intenção de desrespeitar as mulheres da família Abravanel ou qualquer mulher. Ainda assim, minhas palavras causaram desconforto, e por isso peço desculpas sinceras", encerrou nota.
A fala de Zezé gerou desconforto na família, e o SBT publicou uma carta aberta assinada pela presidente da emissora, Daniela Abravanel Beyruti.
O texto fala que o lançamento do SBT News é um "projeto de jornalismo confiável, plural e apartidário". "Nosso jornalismo segue uma carta com princípios do meu pai e fundadores", diz comunicado.
Com informações do Diário do Nordeste.
Iguatu já ouve o apito do trem da Transnordestina
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| Foto Carlos Gibaja Governo do Ceará |
Hoje é mais um dia histórico para o Ceará e para a sua economia. O sonho de uma ferrovia moderna, de bitola larga e construída sob os padrões da melhor engenharia realiza-se, em parte, na manhã desta sexta-feira com a chegada do primeiro trem de carga da Transnordestina Logística S/A, trazendo de Simplício Mendes, no Piauí, para Iguatu, no Centro-Sul cearense, o carregamento de milho inaugural do que será, muito certamente, o modal de transporte da preferência do setor produtivo estadual.
Apenas um trem, um só, substitui centenas de caminhões e transporta, a um custo muitas vezes menor, muito mais mercadorias, consumindo menos combustível, reduzindo as emissões de CO2 e, também, as despesas com a manutenção das rodovias e diminuindo o tempo de ir-e-vir das cargas.
Temos de, antes de celebrarmos o acontecimento, lamentar que essa ferrovia, iniciada há mais de 10 anos, ainda não está concluída, uma vez que o trecho que hoje começa a ser operado é só o primeiro – os demais seguem sendo construídos pela Marquise Infraestrutura, com prazo de conclusão para o fim do próximo ano de 2027.
Mas, e este é o lado bom da história, as obras prosseguem na velocidade do frevo, mantendo piauienses, baianos, pernambucanos e cearenses animados com as novas perspectivas que se abrem para o mais rápido desenvolvimento econômico e social dos estados direta e indiretamente beneficiados pelo empreendimento.
Essa ferrovia, como sabemos, ligará as regiões agropecuárias, agroindustriais, industriais e de mineração do Sudeste do Piauí e do Maranhão, passando pelo Norte da Bahia, o Oeste de Pernambuco e todo o Ceará até o Porto do Pecém, cuja empresa diretora, a CIPP S/A, reservou áreas específicas para as operações dos trens da Transnordestina Logística, empresa do Grupo CSN, que tem a comandá-lo o empresário Benjamin Steinbruch.
São grandes os planos de Steinbruch e de sua Transnordestina para o Complexo do Pecém, e eles envolvem o transporte dos produtos do futuro Parque de Tancagem daquela área industrial e portuária.
Ao que, por enquanto, é o primeiro trecho da Transnordestina logo se somará o segundo, de Iguatu a Quixadá; depois, o terceiro, de Quixadá a Acopiara; o quarto, de Acopiara até Caucaia; e o quinto, de Caucaia ao Pecém. Todos esses trechos da ferrovia já estão liberados para a execução das obras, que avançam.
Quando estiver pronta e em operação, a Transnordestina e seus trens poderão transportar grãos, minérios, fibras, frutas, animais, gesso, cerâmica e tudo o mais que produzirem os estados beneficiados pela ferrovia. Numa etapa posterior, os trens poderão transportar passageiros, também, como tem prometido o presidente Lula nas suas visitas às obras da estrada de ferro.
Tufi Daher, presidente da TLSA, disse à coluna que a chegada do primeiro trem da empresa, hoje, em Iguatu, é mesmo “um marco importante para a economia cearense”, e adiantou que está em dia o cronograma dos serviços nos demais trechos da ferrovia.
Ele disse que muitas empresas cearenses, principalmente as da pecuária e da avicultura, têm procurado a Transnordestina para negociar contratos de transporte de soja, milho e outros insumos. Ele lembrou que a primeira a fechar contrato foi a Tijuca Alimentos, para a qual está sendo transportado o pioneiro carregamento de milho.
Sem revelar o valor do frete, nem detalhes do contrato que celebrou com a Transnordestina Logística, Marden Vasconcelos, sócio e diretor da Tijuca Alimentos, disse à coluna que “tudo está de acordo com as demandas do mercado”, o que, em boa tradução, significa o seguinte: o preço do frete ferroviário é melhor do que o rodoviário e o tempo de transporte é menor. Ou seja, há um custo-benefício apitando e saudando a chegada do trem do Ceará.
Marden adiantou que outras cargas de milho e soja serão transportadas nas próximas semanas desde o Piauí até Iguatu e daí, de caminhão, para as fábricas de ração da Tijuca, que produz 3,1 milhões de ovos de galinha e dezenas de toneladas de carne de frango por dia.
Se há festa hoje na metade Sul do Ceará, imaginem quando o Norte e o Sul do Estado estiverem ligados pelos trilhos e pelos trens da Transnordestina. A esperança dos cearenses é de que 1) as obras não sejam paralisadas por falta de dinheiro e 2) estejam mesmo concluídas até o fim de 2027.
Com informações do Diário do Nordeste.


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