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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Polícia Civil deflagra operação contra o Comando Vermelho no Ceará e na Bahia; 31 pessoas são presas


A Polícia Civil da Bahia (PCBA) deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Freedom, com o objetivo de desarticular o núcleo armado e financeiro de uma ramificação do Comando Vermelho (CV) que atua no Nordeste. A ação cumpre mais de 90 mandados judiciais nos estados da Bahia e do Ceará, e já resultou na prisão de 31 pessoas.

As diligências ocorrem em quatro bairros de Salvador, na Região Metropolitana e em cidades do interior baiano, além de pontos estratégicos no Ceará. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a operação é fruto de meses de investigação e tem como foco integrantes ligados a homicídios e à expansão do tráfico de drogas. A PCBA afirma que a ação pode ajudar a elucidar cerca de 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias vinculadas aos investigados, como forma de interromper o fluxo financeiro ilícito que sustenta as atividades da facção. A operação conta com o envolvimento de mais de 400 agentes das polícias Civil e Militar, com apoio de diversos departamentos especializados, da Polícia Civil do Ceará e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Operação Freedom continua em andamento, e novas prisões podem ocorrer ao longo do dia.

Agência News Cariri 

Megaoperação no Rio deixa 121 mortos; 17 não tinham antecedentes criminais

No total, 121 pessoas morreram durante a megaoperação, incluindo 117 suspeitos e quatro policiais.

O relatório divulgado pela corporação indica que mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho (CV).
Saulo Mota   site miséria

No total, 121 pessoas morreram durante a ação, incluindo 117 suspeitos e quatro policiais. | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Governo do Rio de Janeiro concluiu o processo de identificação dos suspeitos mortos na megaoperação “Contenção”, realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense. No total, 121 pessoas morreram durante a ação, incluindo 117 suspeitos e quatro policiais.

Segundo a Polícia Civil115 dos 117 suspeitos foram identificados até o fim do domingo (2). Os outros dois casos tiveram perícias inconclusivas. O relatório divulgado pela corporação indica que mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do estado.

Perfil dos mortos: 54% eram de fora do Rio

O levantamento revela ainda que 62 dos mortos vieram de outros estados brasileiros, representando 54% do total. Os suspeitos eram naturais de 11 unidades da federação, distribuídos da seguinte forma:

  • Pará: 19
  • Bahia: 12
  • Amazonas: 9
  • Goiás: 9
  • Ceará: 4
  • Espírito Santo: 3
  • Paraíba: 2
  • Maranhão, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal: 1 cada

Um relatório da própria Polícia Civil aponta que o Rio de Janeiro abriga atualmente chefes de organizações criminosas de 11 estados, vindos de quatro das cinco regiões do país — o que reforça, segundo o governo estadual, a presença nacional do Comando Vermelho.

Históricos criminais e mandados de prisão

Dos 117 mortos97 apresentavam históricos criminais relevantes, e 59 possuíam mandados de prisão em aberto. Já os 17 restantes não tinham registros criminais anteriores.

Contudo, segundo a corporação, 12 desses 17 apresentavam indícios de envolvimento com o tráfico de drogas, com base em postagens e interações em redes sociais. Outros cinco nomes não tiveram qualquer relação comprovada com atividades criminosas até o momento.

A Polícia Civil classifica os mortos no relatório como “neutralizados”, expressão adotada para designar suspeitos alvejados durante confronto.

Líder do CV continua foragido

O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado como líder do Comando Vermelho, segue foragido, seis dias após a ação. Ele seria o responsável por coordenar o tráfico de drogas nos complexos do Alemão e da Penha.

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