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quarta-feira, 13 de maio de 2020

RJ tem 10 policiais militares mortos por Covid-19 - Mais de 2 mil estão afastados

O 9º BPM (Rocha Miranda) teve três mortes registradas - A última foi a do segundo sargento Luiz Henrique Sampaio da Rocha, na segunda-feira

O segundo sargento da PM Luiz Henrique Sampaio da Rocha morreu vítima da Covid-19 — Foto: Reprodução/Facebook
O segundo sargento da PM Luiz Henrique Sampaio da Rocha morreu vítima da Covid-19

A Polícia Militar do Rio de Janeiro já perdeu 10 policiais na luta contra a Covid-19, sendo três deles do mesmo batalhão, o 9º BPM (Rocha Miranda). A PM informou que até a noite de terça-feira (12) tinha 675 casos confirmados do novo coronavírus, 2.227 agentes afastados e 2.644 recuperados da doença.
O último óbito registrado no 9º BPM foi o do segundo sargento Luiz Henrique Sampaio da Rocha, na segunda-feira (11). Luiz tinha 48 anos, era casado e deixou três filhos.
O agente dedicou 19 anos de sua vida à Polícia Militar, sendo seis deles no Batalhão de Rocha Miranda. Em nota, o 9º BPM lamentou a morte do policial.
"Ele é nossa terceira perda para o coronavírus. Que Deus o receba na morada dos combatentes e que nós possamos confortar sua família. Hoje, mais do que nunca, precisamos cuidar uns dos outros. *9ºBPM - 75 anos em combate*".

Coronavírus chegou ao Brasil antes do Carnaval, diz estudo

Estudo da Fiocruz utiliza metodologia com base nos registros de mortes pelo coronavírus.
Um estudo do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, apontou que a circulação do coronavírus no Brasil começou na primeira semana de fevereiro, mais de 20 dias antes do primeiro caso ter sido diagnosticado e do Carnaval. 

Os pesquisadores desenvolveram um novo método, utilizando os registros de óbitos por Covid-19 para identificar o início da transmissão.

Daiana Mir, pesquisadora da Udelar (Universidade da República), do Uruguai, que participou do estudo, declarou:

“Observando os dois países onde já existe grande número de genomas sequenciados —China e Estados Unidos—, constatamos que a estimativa obtida a partir do número de mortes foi semelhante à obtida a partir da análise genética, validando a nova abordagem.”

Outras evidências reforçam que a transmissão local do coronavírus no país começou no início de fevereiro. 

De acordo com o InfoGripe, sistema da Fiocruz que monitora as hospitalizações de pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), análises moleculares detectaram um caso de infecção pelo novo coronavírus entre 19 e 25 de janeiro. 

Já o aumento sustentado no número de infecções foi observado entre os dias 2 e 8 de fevereiro.

O pesquisador do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, Gonzalo Bello, coordenador da pesquisa, completou:

“Esse período bastante longo de transmissão comunitária oculta chama a atenção para o grande desafio de rastrear a disseminação do novo coronavírus e indica que as medidas de controle devem ser adotadas, pelo menos, assim que os primeiros casos importados forem detectados em uma nova região geográfica.”

O estudo foi realizado pelo Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz em parceria com a Fiocruz-Bahia, a Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) e a Udelar, no Uruguai, destaca o jornal Folha de S.Paulo.

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