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domingo, 10 de maio de 2020

Covid-19: Investigadores aconselham cuidados redobrados na gravidez


Em declarações à agência Lusa, a investigadora Inês Fronteira, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), explicou que "a evidência (prova) ainda não é muita quanto à infeção pelo vírus nos primeiros meses da gravidez, quando há uma maior cautela das grávidas pois há maior risco de complicações para o feto" e, por isso, é preciso manter todos os cuidados durante toda a gravidez.

"As mulheres grávidas devem ser muito cautelosas e vigilantes em relação à exposição ao vírus, mesmo que esta ocorra no final da gravidez. (...) Ainda não temos tempo para verificar o que acontece quando são expostas no primeiro trimestre, pois as grávidas observadas até aqui foram sempre de último trimestre", explicou.

A epidemiologista, que para este trabalho se juntou a um conjunto de investigadores brasileiros, país que enfrentou surtos de zika que deixaram graves problemas a recém-nascidos, disse que tudo o que está publicado na literatura sobre a matéria "ainda não permite perceber exatamente como ocorre, quando ocorre, a transmissão de mãe para filho".

"Muito provavelmente ocorre por contato com a mãe, após o nascimento, e não pela transmissão vertical. (...) Há a tendência de aproximar a cara do bebê da cara da mãe e, portanto, muito provavelmente foi por essa forma, ou até pela amamentação, não sabemos ainda", afirmou.

A investigadora do IHMT sublinhou que os dados disponíveis têm também de ser analisados tendo em conta que a informação disponível "é majoritariamente de grávidas na China, que tem uma cultura diferente".

De qualquer forma, acrescentou, foi possível perceber que a forma mais frequente de apresentação da infecção pelo SARS-CoV-2 (o coronavírus que provoca a covid-19) nas grávidas "é através de sintomas respiratórios ligeiros e pneumonia com apresentação ligeira, havendo também tosse e fadiga".

O estudo permitiu ainda concluir que a maioria das grávidas infetadas com covid-19 teve parto por cesariana e que a maioria dos recém-nascidos não apresenta problemas de saúde e dá resultado negativo para o SARS-CoV-2 até 36 horas após o parto.

Com informações Notícias ao Minuto

Comer este alimento é benéfico para a saúde mental e evita depressão


Investigadores realizaram uma meta-análise que teve como base o exame de 18 pesquisas realizadas anteriormente e que observaram a relação entre comer carne e a saúde mental. Conforme reporta a publicação especializada Medical Daily, os especialistas chegaram à conclusão de que evitar o consumo desse alimento pode ser um 'marcador comportamental' indicador de indivíduos com saúde mental debilitada. 

Ainda assim, o estudo salienta a necessidade da realização de mais pesquisas sobre o tema. 

"Os indivíduos que evitaram ingerir carne mostraram ter um risco significativamente superior de depressão, ansiedade, ou de manifestar comportamentos de automutilação. O nosso estudo não suporta a tese de deixar de comer carne como sendo de todo benéfico para a saúde, pelo menos para a saúde mental", afirmaram os investigadores.

Mais ainda, a mesma meta-análise indica que a saúde mental dos indivíduos que optam por uma alimentação vegana ou vegetariana está geralmente mais débil e que regra geral estão mais propensos a contemplarem o suicídio. 

"Enquanto que os riscos e benefícios de dietas veganas e vegetarianas são debatidas há séculos, os nossos resultados revelam que os carnívoros têm uma melhor saúde mental", afirmou Edward Archer, médico e um dos autores do estudo, em declarações à Medical Daily. 

"Regra geral, se quer evitar o risco de sofrer de depressão, ansiedade ou de ter comportamentos auto-destrutivos então coma carne. E se é vegano ou vegetariano por razões éticas então invista em estratégias extra de modo a proteger a sua saúde mental", disse Aseem Malhotra, consultor cardiologista do Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS). 

Com informações Notícias ao Minuto

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