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sábado, 16 de abril de 2016

Dilma faz 'corpo a corpo' na reta final


Na reta final da batalha na Câmara contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff vai dedicar os próximos dias a receber apoio e fazer “corpo a corpo” com os parlamentares para convencê-los a manter seu mandato e propor uma “nova coalizão”.

Nesta sexta-feira (15), ela recebe o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, que nos últimos dias tem se posicionado contra o impeachment e dito que não há fundamento para tal. No Twitter, Almagro disse que virá ao Brasil para “reiterar apoio à institucionalidade e respeito à Constituição”.

Na manhã de sábado, Dilma participa de ato promovido pela Frente Brasil Popular contra o processo que tramita na Câmara. O evento, denominado Ato com Movimentos Sociais pela Democracia, vai reunir entidades que estão em Brasília, como a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, União Nacional dos Estudantes e Central dos Trabalhadores Brasileiros. 

O encontro será uma forma de agradecer a presença de militantes de outras partes do Brasil e animá-los para os “três dias de batalha” que se seguirão, nas palavras de um dos organizadores do evento.

Segundo os movimentos, milhares de pessoas já estão acampadas próximo à região central da capital federal, assim como os integrantes de movimentos pró-impeachment, em outra localidade da cidade. A partir desta sexta (14), as manifestações de um e de outro lado vão se intensificar, o que vai inviabilizar desde cedo o trânsito de toda a Esplanada dos Ministérios.

Um encontro da presidente com governadores da base aliada que são contra o impeachment também pode ocorrer nos próximos dias.

Funcionários do governo estão convocados para trabalhar durante todo o fim de semana no monitoramento das discussões e da votação no plenário. No domingo, Dilma permanecerá no Palácio da Alvorada, residência oficial, acompanhando a votação. Integrantes da articulação política, porém, devem permanecer no Planalto em contato com as lideranças do governo do Congresso.

Nesta quarta-feira (13), o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que a presidenta tem procurado os deputados para apresentar argumentos quanto ao processo. A promessa de Dilma é iniciar, na semana que vem, caso derrube o impeachment, um “grande pacto” com “diálogo nacional” com todos os seguimentos da sociedade.

Interlocutores do Palácio do Planalto informam que os recentes anúncios de que partidos como PP e PSD votarão pelo impeachment apenas “queimaram a gordura” de votos que o governo possuía, e que portanto ainda há mais de 172 votos para barrar o impeachment. Ao dizer que o apoio atual é de “quase 172”, o líder do PT na Câmara, Afonso Florence verbalizou outra estratégia que tem sido ouvida dos governistas: a de que os oposicionistas não têm 342 votos.

Em discurso nesta quinta-feira (14) no plenário da Câmara, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) utilizou o mesmo tom. "Não há dois terços neste plenário para aprovar o impeachment. Não adianta gritar, levantar papel", afirmou, criticando ainda o papel favorável ao impeachment que, segundo ela, tem sido desempenhado pela “grande mídia”.

Fonte: Agência Brasil

Urgente: mais um homicídio a bala em Catarina (CE). É o segundo em menos de 48 horas. Crime tem característica de pistolagem

O plantão de polícia registrou há poucos instantes mais um homicídio a bala na cidade de Catarina (CE). 

É o segundo em menos de 48 horas. A vítima foi um homem identificado como Sebasto Cosmo. Ele foi alvejado com pelo menos 14 tiros de pistola. O crime tem característica de pistolagem.

Segundo informações repassadas ao blog os matadores tinham a intenção de matar um filho da vítima.

Outra informação que chegou aponta que o rapaz que seria o alvo principal dos criminosos também foi atingido.

.lindomarrodrigues.com

Executiva do PDT fecha questão contra processo de impeachment


A executiva nacional do PDT confirmou na noite desta sexta-feira (15) que fechou questão contrária ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão vale tanto para deputados quanto para senadores, caso o processo chegue ao Senado. O PDT tem 20 parlamentares na Câmara e 3, no Senado.

O tema começou a ser discutido no plenário da Câmara dos Deputados na manhã desta sexta e foi concluído em reunião da executiva da sigla na sede do PDT, em Brasília. O plenário da Câmara iniciou, mais cedo nesta sexta, a discussão sobre o processo de impeachment, que será votado neste domingo (17).

Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, parlamentares que votarem a favor do impedimento poderão ser alvo de punições, que serão analisadas caso a caso. Lupi informou que eventual processo de expulsão do partido para quem não seguir orientação da sigla pode ser iniciado já na segunda-feira (18).

A executiva nacional decidiu que os parlamentares "que se sentirem constrangidos" pela orientação podem se ausentar ou declarar abstenção. Apenas o voto favorável ao processo de impeachment poderá ser punido.

O processo de expulsão do deputado Giovani Cherini (RS), por exemplo, já foi autorizado nesta sexta, com base em declarações dadas por ele em uma rede social.

A decisão da bancada do PDT na Câmara contra o impeachment já tinha sido anunciada nesta quarta (12) pelo líder da legenda na Casa, deputado Weverton Rocha (MA). Como houve manifestações contrárias de parlamentares, a executiva se reuniu para "aparar as arestas" do acordo.

"A partir da votação, nós vamos ver. Quem não cumprir essa decisão que não é do presidente, é do diretório nacional, com mais de 200 membros, estará sujeito à pena de expulsão", afirmou Carlos Lupi.

O presidente da legenda afirmou que o fechamento de questão já era uma certeza no partido, mas a única decisão anunciada até o momento era a da bancada na Câmara. Lupi evitou estimar o número de possíveis dissidências na votação deste domingo.

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