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domingo, 17 de abril de 2016

Por decisão de Silvio Santos, SBT não vai cobrir o impeachment neste domingo


Por decisão de Silvio Santos, comunicada na segunda-feira (11/04), a emissora não vai ter nenhum tipo de cobertura especial sobre a votação do impeachment da presidente Dilma, neste domingo, (17/04). O SBT vai interromper a sua programação apenas para dar um flash quando o resultado da votação for conhecido.
No fim da noite, o "Conexão Repórter", comandado por Roberto Cabrini, será ao vivo, sobre o assunto. Em defesa de decisão de silenciar o SBT no domingo, Silvio Santos argumentou que não quer passar a impressão de estar de um lado ou de outro, no espectro político.

Site do PC do B é alvo de ataque hacker


O site do PC do B foi alvo de um ataque hacker neste sábado (16), véspera da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.O partido faz parte da base do governo e é um dos que declara apoio contra a abertura do processo. Por volta das 19h20, o site já não estava no ar. O ataque foi do tipo “defecement”, em que os invasores apenas modificam o layout da página. No lugar do conteúdo do partido foram colocados um texto com ofensas ao PCdoB, uma música eletrônica e um vídeo que faz paródia do hit “Thriller”, de Michael Jackson. “PC do B e outras porcarias comunistas, não precisamos de vocês no nosso país”, diz o texto. Já o no vídeo, os zumbis tem o rosto de figuras do PT, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação Aloizio Mercadante. No clipe, a presidente Dilma assume o posto de Michael Jackson. Também há figuras do mundo político, como a do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Um hacker auto denominado Macrocracker assumiu o golpe. O PC do B afirmou ao G1 que sua equipe técnica está investigando o ataque para decidir que providência irá tomar. O partido também informou que ataques como esses são comuns. Este, por exemplo, é o segundo do ano. O primeiro, realizado em março, também foi “assinado” por um hacker autointitulado Macrocracker.

Michel Temer e a Indireta Já


Mais do que o impeachment de Dilma, o que está em jogo é a volta, ainda que provisória, da eleição indireta para presidente da República. Em 1992, buscava-se retirar Fernando Collor de Mello do poder — a ascensão do vice, Itamar Franco, não era o objetivo principal de daquele processo.
Agora, o jogo é claro. Em busca de sua eleição e de carona na impopularidade de Dilma, Michel Temer faz campanha, negocia cargos, aprontou discurso de posse e divulgou, em outubro, seu programa de governo. Batizado de ‘Uma ponte para o futuro’ e chamado de “Plano Temer” por Moreira Franco — um dos principais aliados do vice —, o texto traduz anseios do empresariado e ajuda a explicar a articulação que, ao gritar “Indireta já!”, quer fazer do vice o novo presidente. 
As propostas, que tentam organizar a economia, dificilmente seriam vitoriosas numa eleição direta. Assim, o atalho escolhido para eleger Temer representa uma oportunidade única de defender o ajuste como parte de um plano de salvação nacional. Como o atual vice não seria candidato à reeleição, ele poderia arcar com o ônus da impopularidade trazida pela adoção de medidas duras: no esboço de seu discurso, Temer alertou que haverá necessidade de “sacrifícios”.
O plano defende o fim “de todas as indexações, seja para salários ou benefícios previdenciários”. Reajustes, entre eles o do salário mínimo, seriam negociados com o Congresso, e não haveria garantia de reposição da inflação. Aposentados também perderiam direito ao salário mínimo dos trabalhadores ativos: “(...) é indispensável que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo”, diz a proposta. O programa também prevê idades mínimas para a aposentadoria, 65 anos para homens e 60 anos para mulheres.
O documento quer flexibilizar a aplicação das leis trabalhistas — defende que “convenções coletivas prevaleçam sobre as normais legais, salvo quanto aos direitos básicos”. O Plano Temer pretende acabar com a obrigatoriedade constitucional de se gastar com Educação 18% da receita resultante de impostos.
O governo também deixaria de ter que aplicar na Saúde 15% de sua receita corrente líquida.
A eleição de Temer, se vingar, será indireta, mas seu programa não poderia ser mais direto. 
Fernando Molica - Jornalista

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