Oposição entra com queixa-crime contra Dilma e pede buscas em hotel de Lula
Governadores do Nordeste que defendem a presidente e também passaram a pressionar parlamentares também devem ser acusados na peça.
Liderados pelo DEM, partidos de oposição protocolam neste sábado uma queixa-crime na Polícia Federal contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula por compra de votos de deputados. Governadores de Estados do Nordeste que defendem Dilma e também passaram a pressionar parlamentares também devem ser acusados na peça.
Eles também anunciaram que vão representar à Procuradoria da República no Distrito Federal um pedido de abertura de inquérito e de busca e apreensão de provas no hotel de Brasília onde Lula montou um QG. O pedido vai assinado pelos líderes do DEM, PSDB, PPS, Solidariedade, PSC e PTB.
"Você não pode usar recursos públicos para converter votos de deputados. Isso é uso da máquina pública em benefício próprio. É desvio de finalidade, uma repetição do método petista que levou ao mensalão e ao petrolão, mais um escândalo para ganhar na mão grande", disse o deputado Mendonça Filho (DEM-PE). "Um crime praticado contra atuação legítima dos parlamentares, que têm o direito e o dever de votar livres, não sob um processo de intimidação patrocinado pelo governo Dilma Rousseff."
O deputado disse que o governo promove nomeações, demarcação de terras e liberação de recursos para Estados e municípios como "moeda de troca" pelo voto.
O DEM acusa como indícios de crimes, por exemplo, a recente transferência de terras da União ao Estado do Amapá, governado por Waldez Góes (PDT), aliado do clã Sarney. Em uma síntese da representação distribuída a jornalistas pelo DEM, a transferência é apontada como corrupção ativa e teria o objetivo de garantir oito votos da bancada ao Planalto. Antes, diz a legenda, havia seis indecisos e dois contrários ao Planalto.
A transferência era um antigo pleito do Estado, um dos últimos que deixou de ser território federal, em 1988, e foi assinada nesta sexta-feira no Palácio do Planalto, na presença de parlamentares do Estado e de Waldez Góes. Segundo o governo, cerca de 95% das terras do Amapá ainda eram de domínio da União.
Eles afirmam que não representaram ao Ministério Público Federal porque a Procuradoria-Geral da República está sem plantão. "Queremos saber se as autoridades constituídas vão assistir de camarote a compra de votos perpetrada pelo Palácio do Planalto", diz o documento de uma página.
Fonte: Veja
Camilo Santana está reunido com Dilma na contagem final dos votos contra o impeachment
O governador Camilo Santana está reunido, neste sábado (16), no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff (PT) participando da contagem de votos na reta final da luta contra o impeachment.
Dilma tenta, faltando menos de 24h para começar a votação do impeachment, conquistar os votos de cerca de 50 deputados indecisos. A presidente está ligando pessoalmente para cada parlamentar da lista pedindo um voto de confiança, reafirmando que não cometeu crime e tentando convencê-los a votar contra ou faltar à votação.
O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, e o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), também estão presentes e esperam a chegada do ex-presidente Lula (PT) ao Planalto. O petistamor discursou para manifestantes pró-governo nesta sábado.
Guerra por votos
Dentro da batalha pela sobrevivência, Lula convocou os governadores petistas para pressionar as bancadas na Câmara dos Deputados e conquistar alguns votos de última hora.
Porém a ajuda veio de onde menos se esperava. Ao saber que o ex-presidente José Sarney (PMDB) votaria pelo impeachment, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acionou o deputado Waldir Maranhão (PP), 1º vice da Casa e aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB).
Waldir Maranhão é inimigo do grupo político de Sarney no Estado e, ao ser acionado por Dino, prontamente mudou de posicionamento e anunciou o voto contra o impaechment. O deputado ainda disse que levaria 12 votos do PP e que depois veria a punição do partido.
O PP fechou questão pelo apoio ao impaechment e afirmou que irá punir os deputados que votarem contra. A bancada pepista acredita que Waldir consiga levar, no máximo, quatro votos com ele.
Michel Temer
O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que estava negociando votos e acertos do possível governo no Palácio do Jaburu, viajou para São Paulo e só voltaria a Brasília amanhã. Porém, diante da reação do Planalto, voltou na manhã deste sábado para a Capital para se reunir com caciques do PMDB e conter a virada de votos.
Caravana parlamentar
Wallington Dias ainda está articulando uma caravana formada apenas por parlamentares saindo do Palácio do Planalto até a Esplanada em apoio à Dilma.
Via Cearanews7



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