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quarta-feira, 15 de maio de 2024

PM morto na frente de viatura era investigado por integrar milícia e cometer homicídios

  Policial militar assassinado estava afastado do serviço, por suspeita de envolvimento com homicídios e outras ações criminosas

Policiais observaram ação criminosa, mas não interviram

O cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) José Heliomar Adriano de Souza Filho, de 42 anos, assassinado a tiros por criminosos, na frente de uma viatura da própria Corporação, em Fortaleza, no último domingo (12), era investigado por integrar uma milícia - responsável por homicídios, extorsões e outros crimes.
Cabo Filho, como era conhecido, estava afastado preventivamente da Polícia Militar, por decisão da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de 11 de março deste ano.
Conforme a portaria, Filho e mais cinco PMs - os cabos Igo Jefferson Silva de Sousa, Anderson Cordeiro de Sousa Eufrásio e Daniel Araújo Costa e os soldados Peron Vitor Oliveira Matos e Jakson Waldeny Ferreira - são suspeitos de envolvimento nos homicídios de Artur dos Santos Rodrigues e Márcio Wallace de Sousa Matos, além da lesão corporal contra um terceiro homem, na região do Grande Pirambu, no dia 15 de fevereiro deste ano.
Os militares ainda são suspeitos de invadir a Comunidade do Caldeirão, também no Pirambu, dois dias depois, para atacar integrantes da facção carioca Comando Vermelho (CV). Entretanto, os seis policiais acabaram baleados. Igo Jefferson teve o ferimento mais grave, chegou a ser preso, mas foi solto devido à condição médica - para cumprir medidas cautelares em casa. José Heliomar usava uma bolsa de colostomia.
Os ataques criminosos, atribuídos aos PMs, teriam sido motivados por vingança ao assassinato do soldado Bruno Lopes Marques, no bairro Carlito Pamplona, no dia 12 de fevereiro deste ano, em uma disputa por território. Bruno Lopes também era investigado pelos mesmos crimes atribuídos aos outros PMs.
O grupo de policiais é investigado por integrar uma milícia, suspeita de cometer homicídios, extorsão e tráfico de drogas, em Fortaleza.

CGD APURA ATUAÇÃO DE PMS EM SERVIÇO - O cabo José Heliomar Adriano de Souza Filho foi assassinado a tiros por criminosos, na calçada de um bar no bairro Vila Velha, em Fortaleza, na tarde de domingo (12). Uma câmera de segurança registrou o momento em que o PM foi morto, no mesmo momento em que uma viatura da Polícia Militar se aproximava do local.
Nas imagens, é possível ver um veículo branco parar no local, e os criminosos desembarcarem para matarem o cabo Filho. A viatura policial se aproxima no mesmo momento, dois policiais saem do carro e vão para trás da viatura - sem efetuar um disparo ou intervir na ação criminosa.

Veja o vídeo do crime

Mais de 538 mil pessoas estão desalojadas no Rio Grande do Sul; mortes chegam a 147

Foto Nelson Almeida/AFP
O Rio Grande do Sul registrou pelo menos 147 mortos e 538,2 mil desalojados por conta da tragédia das enchentes que assolam o estado. Os números foram atualizados pela Defesa Civil na noite desta última segunda-feira (13).

O boletim contabiliza mais de 2,12 milhões de pessoas afetadas pelas fortes chuvas. Ainda estão desaparecidas 127 pessoas e 806 ficaram feridas. Os nomes das pessoas mortas identificadas e as localidades dos óbitos podem ser consultados por meio do site da Defesa Civil estadual.

Mesmo com a alta dos índices, houve redução no número de pessoas que estão em abrigos no Rio Grande do Sul após terem suas casas atingidas pelas inundações. O índice passou de 81,2 mil neste domingo (12) para 77,4 mil nesta segunda-feira (13).

A diminuição pode ser explicada porque algumas pessoas conseguem retornar para suas casas ou conseguem instalações melhores em moradias de conhecidos e parentes, de acordo com o governo do RS.

A Defesa Civil aponta ainda que mais de 76,4 mil pessoas foram resgatadas, além de 10.814 animais. Atuam nesses salvamentos 27.651 agentes públicos federais, do Rio Grande do Sul e de estados parceiros.

Com informações do Diário do Nordeste e Agência Brasil.

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