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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Leite é detonado por comentário: "Muitas doações do Brasil = menos venda no comércio local"

 


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), tem enfrentado uma onda de críticas nas redes sociais após afirmar que as doações feitas por brasileiros para ajudar a população gaúcha, afetada por enchentes devastadoras, podem dificultar o "reerguimento do comércio" no estado. As enchentes já resultaram em 149 mortes e causaram imensos danos materiais. As informações são da Folha do Estado.

Em entrevista à Rádio Band News FM, Leite explicou: "Pedi à nossa equipe aqui que ajude a estruturar ferramentas e canais para que aquelas pessoas que queiram fazer doações possam fazer essas doações também ajudando o comércio local, que está impactado. Na verdade, quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao estado, há um receio sobre o impacto que isso terá no comércio local. O reerguimento desse comércio fica dificultado na medida em que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares do país".

A declaração gerou um intenso debate online, com muitos usuários das redes sociais acusando o governador de desvalorizar a solidariedade nacional. "Muitas doações do Brasil = menos venda no comércio local. A preocupação do governador Eduardo Leite neste momento", publicou o jornalista GugaNoblat no Twitter, acompanhado de um vídeo do comentário do governador. A postagem rapidamente viralizou, sendo citada em mais de 60 mil tweets e tornando-se um dos tópicos mais comentados na seção de Política.

Diante da repercussão negativa, Eduardo Leite utilizou seu perfil no Instagram para pedir desculpas, esclarecendo que houve um mal-entendido. "Em nenhum momento, eu tive a menor intenção de inibir ou desprezar as inúmeras doações que o Brasil e o mundo estão fazendo para ajudar nosso Rio Grande do Sul numa grande reconstrução. Entre tantas preocupações que a tragédia nos traz, traz também a situação dos nossos pequenos comerciantes", afirmou.

O governador admitiu que misturou a "questão das doações" com a situação dos comerciantes locais. "As últimas semanas têm sido brutais para todos nós, e ninguém está livre de errar. Portanto, meu mais sincero pedido de desculpas pela confusão que possa ter causado no entendimento de algumas pessoas", concluiu no vídeo.

A situação ilustra a complexidade e a sensibilidade envolvidas na gestão de crises humanitárias, onde a solidariedade e o apoio popular se tornam essenciais, mas também demandam uma atenção equilibrada aos diversos impactos socioeconômicos regionais.

Toffoli rejeita queixa-crime que pede prisão de Alexandre de Moraes

Dias Toffoli, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento a uma representação que pedia a prisão do também ministro Alexandre de Moraes. A queixa-crime, assinada pelo advogado Tiago Pavinatto em nome da família de Cleriston da Cunha, conhecido como Clezão, alegava abuso de autoridade, maus-tratos, tortura e prevaricação por parte de Moraes, com penas que poderiam somar até 31 anos de prisão.

Clezão, que foi detido durante eventos de 8 de janeiro e morreu em novembro de 2023 na Papuda após complicações de saúde, teve uma manifestação favorável à sua soltura pela Procuradoria-Geral da República dois meses antes de seu falecimento, o que não foi apreciado por Moraes, relator da ação sobre os atos antidemocráticos.

Ao analisar o caso, Toffoli destacou que a conexão entre a ação de Moraes e o falecimento de Clezão era especulativa: “O juízo hipotético que se realiza deve ser rigoroso, sob pena de se incorrer responsabilização criminal a partir de nexo causal especulativo. Mesmo que tivesse sido apreciado o pedido de liberdade provisória, não necessariamente teria sido revogada ou concedida a prisão domiciliar e, ainda, não necessariamente teria sido evitado o falecimento de Cleriston.”

Toffoli também abordou a reavaliação da prisão de Cleriston, que segundo Pavinatto, não ocorreu dentro do prazo de 90 dias conforme determina o Código de Processo Penal. Toffoli lembrou que a falta de reavaliação não implica automaticamente na revogação da prisão preventiva, conforme entendimento prévio do Plenário do STF.

Concluindo, o ministro classificou a petição contra Moraes como “panfletária”, “amparada unicamente em ilações e acusações infundadas, com breves intersecções com a realidade e despida de fundamentação jurídica correlata aos fatos e provas”.

Além deste caso, Toffoli também é relator de outro incidente envolvendo Alexandre de Moraes relacionado a uma confusão no Aeroporto Internacional de Roma, envolvendo o empresário Roberto Mantovani, que nega agressão contra Alexandre Barci, filho de Moraes. O vídeo do incidente, solicitado para liberação por Mantovani e já em posse do STF, permanecerá em sigilo por determinação de Toffoli.

(Hora Brasília)

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