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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Mais de 400 mil pessoas já se recuperaram da covid-19 no mundo

O número total de pessoas que conseguiram se recuperar após serem infectadas pelo novo coronavírus, causador da doença covid-19, ultrapassou a marca de 400 mil casos neste fim de semana de Páscoa.

O número de pessoas infectadas no mundo já beira 2 milhões, sendo os países com mais casos de contágio Estados Unidos, Itália e Espanha. A quantidade de casos fatais é de mais de 100 mil até hoje. Ou seja, o número de recuperados já é quatro vezes maior do que o de mortos no planeta.

No Brasil, o número de casos é de mais de 20 mil, com mais de mil mortes.

Pesquisadores de todo o mundo ainda buscam encontrar melhores tratamentos ou criar uma vacina que previna o contágio do vírus. Por ora, nenhuma evidência encontrada nos estudos é conclusiva. Melinda Gates, da Fundação Bill & Melinda Gates, estimou nesta semana que o tempo de desenvolvimento de uma vacina seja de 18 meses.

Brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente, diz Mandetta

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse neste domingo (12) que o brasileiro não sabe se escuta ele ou o presidente Jair Bolsonaro e alertou que os meses de maio e junho serão os mais duros no enfrentamento ao novo coronavírus. O Brasil registra 1.223 mortes e 22.169 casos confirmados e Covid-19.

Ao ser questionado sobre a divergência de opiniões entre ele e o presidente, Mandetta pediu um alinhamento de discurso para evitar "dubiedade".

"Quando você vê as pessoas entrando em padaria, em supermercado, grudadas, isso é claramente uma coisa equivocada. Eu espero uma fala única, uma fala unificada. Porque isso leva o brasileiro a uma dubiedade. Ele não sabe se escuta o ministro, o presidente, quem ele escuta", disse em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo.

Mandetta também afirmou que o ministério acredita que maio e junho serão os meses mais duros no combate ao coronavírus.

Os técnicos do ministério trabalham com a hipótese de que o pico do surto seja atingido entre o fim de abril e início de maio. No entanto, a pasta esclarece que isso não significa que, após esse período, vai se seguir uma queda nos índices de casos registrados e óbitos.

A tendência é que esse período de alta transmissão da doença se mantenha na sequência por até dez semanas, provocando uma grande pressão sobre o sistema de saúde.

O ministro voltou a defender as políticas de isolamento social como forma de evitar a propagação do vírus.

"Quem vai escrever essa história é o comportamento da sociedade", afirmou.

Mandetta também afirmou que a realização de testes em massa em toda a população é inviável neste momento.

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