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sábado, 9 de agosto de 2025

Alimentos que seriam exportados para os Estados Unidos devem ser vendidos em supermercados do Ceará

 


Foto Fabiane de Paula / SVM
Supermercados e atacadistas do Ceará devem comercializar produtos que anteriormente eram exportados para os Estados Unidos. Segundo o governador Elmano de Freitas (PT), está sendo negociado com o setor cearense a compra desses alimentos mediante acordos de tarifas e valores. 

Entre os produtos em negociação estão pescados, castanha de caju, água de coco e mel de abelha. O assunto foi tratado pelo governador durante visita a Brasília, nesta quinta-feira (7).

"Hoje, tivemos reunião com o setor de supermercados do Ceará para que alguns produtos os próprios supermercados do Ceará possam adquirir. Com isso, a gente também incentiva de alguma maneira para equilibrar o preço e dando escoamento à produção que seria exportada e não foi, mas não vai ser perdida", declarou o governador.

Elmano anunciou, ainda em Brasília, que será uma medida para minimizar os impactos do tarifaço, mas que o Governo do Ceará não vai pagar o preço de exportação por esses alimentos.

Com informações do Diário do Nordeste.

Ceará pode perder até R$ 600 milhões com tarifaço em 2025

Foto Thiago Gadelha
A aplicação da sobretaxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pode reduzir em até US$ 108,8 milhões o valor das exportações do Ceará em 2025. Em conversão para o real, o montante se aproxima de R$ 600 milhões.

Para 2026, caso os percentuais exigidos pelo Governo Trump sigam em 50%, o choque tende a ser ainda mais intenso, podendo chegar a US$ 261 milhões, o equivalente a mais de R$ 1,4 bilhão.

A projeção consta em estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.

A pesquisa considera os impactos da medida sobre os principais estados exportadores do Nordeste. No caso do Ceará, a queda representa cerca de 16,7% das exportações totais para os EUA. 

Apenas a Bahia, com US$ 108,3 milhões, aparece com um impacto semelhante em valores absolutos, mas ainda distante em termos proporcionais (12,3%).

Com informações do Diário do Nordeste.

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