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| Foto Fabiane de Paula / SVM |
Supermercados e atacadistas do Ceará devem comercializar produtos que anteriormente eram exportados para os Estados Unidos. Segundo o governador Elmano de Freitas (PT), está sendo negociado com o setor cearense a compra desses alimentos mediante acordos de tarifas e valores.
Entre os produtos em negociação estão pescados, castanha de caju, água de coco e mel de abelha. O assunto foi tratado pelo governador durante visita a Brasília, nesta quinta-feira (7).
"Hoje, tivemos reunião com o setor de supermercados do Ceará para que alguns produtos os próprios supermercados do Ceará possam adquirir. Com isso, a gente também incentiva de alguma maneira para equilibrar o preço e dando escoamento à produção que seria exportada e não foi, mas não vai ser perdida", declarou o governador.
Elmano anunciou, ainda em Brasília, que será uma medida para minimizar os impactos do tarifaço, mas que o Governo do Ceará não vai pagar o preço de exportação por esses alimentos.
Com informações do Diário do Nordeste.
Ceará pode perder até R$ 600 milhões com tarifaço em 2025
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| Foto Thiago Gadelha |
A aplicação da sobretaxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pode reduzir em até US$ 108,8 milhões o valor das exportações do Ceará em 2025. Em conversão para o real, o montante se aproxima de R$ 600 milhões.
Para 2026, caso os percentuais exigidos pelo Governo Trump sigam em 50%, o choque tende a ser ainda mais intenso, podendo chegar a US$ 261 milhões, o equivalente a mais de R$ 1,4 bilhão.
A projeção consta em estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
A pesquisa considera os impactos da medida sobre os principais estados exportadores do Nordeste. No caso do Ceará, a queda representa cerca de 16,7% das exportações totais para os EUA.
Apenas a Bahia, com US$ 108,3 milhões, aparece com um impacto semelhante em valores absolutos, mas ainda distante em termos proporcionais (12,3%).
Com informações do Diário do Nordeste.


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