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| Foto Reuters/Paulo Whitaker |
Juazeiro do Norte zerou os casos de chikungunya no primeiro semestre de 2025. A informação foi divulgada pelo Departamento de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
Em 2024, foram sete casos de chikungunya registrados de janeiro a junho. Neste ano, no mesmo período, nenhum foi notificado.
Os casos de dengue também apresentaram queda, com 16 ocorrências no primeiro semestre de 2025 ante 30 casos durante o ano de 2024. Juazeiro não registrou ocorrência de zika no período. O agente de endemias e supervisor de arboviroses do município, Naldo Galdino, explicou que os trabalhos preventivos para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti são essenciais para a redução de casos.
“As ações do município são contínuas e ininterruptas, durante o ano inteiro a gente trabalha. Nós contamos com 160 agentes abrangendo o município todo e em várias campanhas, sendo que a maioria dos agentes estão nas campanhas de arboviroses, que é justamente o combate à dengue, zika e chikungunya”, detalhou Naldo em entrevista à rádio O Povo CBN Cariri nesta ultima sexta-feira (4).
O uso de ovitrampas, dispositivo para identificar a presença do mosquito, é de grande importância para conter a proliferação do mosquito. Juazeiro no Norte possui 200 ovitrampas distribuídas em 23 bairros.
A Secretaria de Saúde recomenda tampar depósitos de água, colocar o lixo fora no dia da coleta, não acumular água em garrafas e pneus e vistoriar a ralos e esgotos.
Com informações do O Povo.
Governo do Ceará autoriza início das obras do porto seco de Quixeramobim
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| Foto Divulgação |
O governador Elmano de Freitas (PT) assinou nesta segunda-feira (7) a ordem de serviço para o início das obras do Porto Seco de Quixeramobim. Em palanque lotado, o chefe do Executivo destacou a importância do empreendimento para a economia cearense e afirmou que o lançamento da pedra fundamental é um momento histórico para o Estado.
Com investimento de R$ 1 bilhão, o terminal portuário foi idealizado pela Value Global Group, grupo de empresas que trabalha no segmento de comércio exterior e logística. Além dela, outras companhias também se instalarão no porto. No momento, 12 pré-contratos já foram assinados. Grupos como Comerc, Cargill e Vibra também deverão fazer parte do empreendimento. A previsão é de que 1.300 empregos diretos e indiretos sejam gerados na primeira fase das obras.
A primeira etapa, aliás, receberá um aporte de R$ 350 milhões. A previsão é que a conclusão e o início da operação ocorram em agosto de 2026. A segunda fase, que inclui o processo de alfandegamento junto à Receita Federal, tem previsão de conclusão para 2027.
Autoridades políticas como o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta (PSB), o deputado federal José Guimarães (PT), secretários do Governo, deputados estaduais e lideranças locais também participaram do momento.
O terminal portuário estará situado próximo à ferrovia Transnordestina, com investimento total de R$ 15 bilhões, e que vai ligar os estados do Piauí e Pernambuco ao Ceará. No território cearense, a malha ferroviária passa pelo Cariri, Centro-Sul, Sertão Central e Maciço do Baturité, até chegar na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde alcança o Porto do Pecém, local onde a produção do Estado poderá ser escoada para o exterior. Segundo Elmano, a Transnordestina vai mudar a economia do Estado.
De acordo com o governador, aliás, apenas os grãos — como milho e soja — que chegarão no porto seco já serão da mesma quantidade ou mais de tudo que passa pelo Porto do Pecém atualmente. “Essa produção vai passar por aqui, e imaginem, quando chegar a soja e o milho, uma parte vai para exportação, mas outra vai para a cadeia leiteira no Sertão Central”, ressaltou.
Além do setor leiteiro, outro segmento que deve ser beneficiado com o empreendimento é o calçadista. O Ceará já é o maior produtor de calçados do País. “Já passamos o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e estamos aumentando nosso polo calçadista”, disse. Segundo Elmano, a competição do Estado não é com as demais Unidades Federativas (UF) do Brasil, mas com demais países.
“Não competimos com Pernambuco ou com São Paulo, competimos com quem produz calçado na China, no Vietnã e no Laos. Produzem sapato, nós aqui também, e todos querem vender, queremos vender para os americanos, para os europeus e mundo afora”, frisou.
Com informações do Site Opinião CE.


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