Quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas em uma chacina na Rua Francisco Monteiro, no Bairro Triângulo, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, na madrugada desta terça-feira (8). Entre os feridos está uma menina de 4 anos, que levou um tiro na perna. (Veja acima a movimentação da polícia no local do crime)
Segundo a Polícia Militar, testemunhas informaram que cerca de sete criminosos armados invadiram uma residência e atiraram contra as vítimas. Uma mulher e três homens, que não tiveram as identidades informadas, não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
Outras cinco mulheres que estavam no local, entre elas a criança atingida com um tiro na perna e uma adolescente de 15 anos, foram socorridas para o Hospital Regional do Cariri (HRC). Uma das vítimas, de 57 anos, está em estado grave após ser atingida por um tiro no pescoço.
Investigações
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), as polícias Civil e Militar estão com buscas em andamento, visando capturar os envolvidos na ocorrência que resultou nas mortes de quatro pessoas.
Ações de inteligência e investigativas estão em curso no momento. As apurações estão a cargo do Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP), da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte.
De acordo com as primeiras informações policiais, as vítimas, três homens e uma mulher, ainda não identificadas formalmente, foram mortas a tiros por indivíduos dentro de um imóvel no bairro Triângulo.
Equipes da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas e realizaram os levantamentos no local. Durante a ação criminosa, outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade hospitalar. Três delas já receberam alta hospitalar. As outras duas seguem em atendimento.
Em postagem nas redes sociais, o governo Camilo Santana afirma que falou com o secretário da Segurança, Sandro Caron, para o reforço nas investigações sobre a chacina e outros dois casos de violência registrados no Ceará.
"Falei com nosso secretário da Segurança, Sandro Caron, sobre alguns episódios de violência registrados nas últimas horas no Ceará, para o reforço que for necessário nas diligências e investigações, de forma com que haja respostas imediatas. As mortes de quatro pessoas, com outras feridas, no Cariri, bem como do dono de um canal de notícias no bairro Pirambu, em Fortaleza, são inaceitáveis e é preciso a imediata identificação e prisão de todos os envolvidos", diz um trecho da publicação de Camilo Santana.
Com informações do portal G1/CE
BIZARRO: Covid provoca ereção de mais de 24 horas em jovem; entenda os riscos
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, concluiu que um adolescente de 12 anos que apresentou ereção por mais de 24 horas teve o problema devido à covid. O caso foi publicado no periódico Urology e levantou a relação entre o coronavírus e quadros de microtromboses, observados desde o início da pandemia.
Ereções involuntárias e prolongadas são chamadas de priapismo e podem causar danos ao tecido peniano, levando à disfunção erétil e até necrose do membro. No órgão, a circulação do sangue entre artérias e veias é chamada de terminal. “O priapismo é a congestão por dificuldade de fazer o sangue retornar, é como se ele entrasse pelas artérias e não pudesse ser escoado pelas veias”, explica o urologista pediátrico Ubirajara Barroso Júnior, coordenador de urologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e membro titular da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).
Segundo o médico, no caso de uma pessoa com covid, essa dificuldade para o retorno do sangue pode acontecer pois, em alguns pacientes, a doença provocada pelo coronavírus leva à formação de coágulos (trombos) na corrente sanguínea, que podem obstruir veias e artérias.
O priapismo associado à covid-19 já foi relatado em pessoas mais velhas e com quadros graves da doença —um paciente, por exemplo, demorou para buscar ajuda médica para tratar a ereção prolongada e ficou cinco dias internado.
Quais os tipos e causas de priapismo?
Os casos podem ser isquêmicos, quando a veia entope e impede que o sangue “saia” do pênis, ou de alto fluxo, provocado por lesão vascular e caracterizado por ereção menos rígida. Traumas e certas medicações (como alguns antipsicóticos) podem induzir o priapismo, além de condições hematológicas (“doenças no sangue”) —entre elas, talassemia, leucemia linfoblástica aguda e leucemia mieloide crônica.
Uma das principais causas, inclusive, é a anemia falciforme. Em pessoas com a condição, defeitos nas hemácias impedem que elas se moldem ao passar por pequenos vasos, causando aglomerações e podendo levar à lesão. “Às vezes, quando entopem pequenas artérias, causam até isquemia [obstrução parcial ou total do vaso]. No caso das veias, podem levar ao priapismo em crianças e adultos”, alerta o urologista da SBU.
Covid pode ter causado hipercoagulação
Segundo a equipe da Universidade de Viena, a covid-19 pode ter gerado a ereção involuntária por favorecer o aumento da viscosidade do sangue, hipercoagulação e a possibilidade de danificar vasos.
“As apresentações clínica e laboratorial em nosso paciente sugerem fortemente priapismo isquêmico relacionado à infecção pelo novo coronavírus. Esta emergência médica deve ser reconhecida pelos profissionais de saúde e tratada imediatamente, para prevenir a disfunção erétil”, escreveram os médicos.
A demora em buscar ajuda pode trazer danos irreparáveis e, em alguns casos, até mesmo necrose do órgão. Em quadros de disfunção, há danos na parte vascular e do tecido, resultados do endurecimento prolongado.
“Em uma ereção, a ativação do nervo causa desejo erótico e o corpo peniano se distende e acumula o sangue, mas para isso é preciso que os vasos não tenham obstruções e sejam funcionais. Além do tecido próprio da região, que permite dureza e elasticidade necessárias para rigidez e a penetração”, comenta Barroso Júnior. “Caso demore muito tempo para escoar o sangue, o aumento de pressão no pênis causa reações danosas ao tecido e o órgão entra em fibrose, pelo tecido distendido.”
Evolução do paciente
No relato, o grupo descreve diferentes abordagens para controlar o quadro. Primeiro, realizou punção, mas interrompeu o procedimento por dores. Após 24 horas, o jovem ainda apresentava priapismo recorrente e foram usadas compressas de gelo na região.
Depois de 3 dias, ele passou por nova punção, sequências de aspiração e injeções de substâncias para reduzir a pressão no local. Ele teve alta após mais 24 horas de observação e passou por exames para avaliar doenças hematológicas, que foram descartadas. Em oito semanas, o paciente confirmou apenas ereções fisiológicas.
Participe de pesquisa sobre comportamento sexual da USP
Para entender o comportamento sexual em diversas regiões do mundo, o IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), ao lado de outros 45 países, está realizando um grande estudo sobre o tema. A ideia é examinar diferentes comportamentos sexuais, incluindo aspectos positivos, como a satisfação e o desejo sexual, e os negativos, como os riscos e problemas do funcionamento sexual.
Um dos questionários já está disponível e pode ser respondido até o final de fevereiro de 2022 —qualquer pessoa a partir de 18 anos pode participar: clique aqui para responder ao questionário.
Via Terra Brasil Notícias

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