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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Bolsonaro é pressionado a abandonar discurso antivacina por sobrevivência eleitoral

 

A oito meses da eleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido pressionado por ministros e aliados a abandonar o discurso antivacina. Mais do que isso: pessoas próximas ao mandatário querem que ele se vacine e exalte feitos do governo que possibilitaram a imunização da população.

Aliados dizem acreditar que a condução do governo na pandemia é o principal obstáculo do chefe do Executivo em busca da recondução ao Palácio do Planalto. A aposta será tentar humanizar o presidente nos próximos meses.

Em dois anos, o Brasil ultrapassou a marca de 650 mil mortos pela Covid-19.

Auxiliares próximos tentam convencê-lo de que ele já deu publicidade às suas dúvidas quanto à eficácia da vacina, principalmente em relação às crianças. Portanto, para eles, agora Bolsonaro deveria parar de trazer o assunto à tona.

Até o ministro Paulo Guedes (Economia), que não é da área política do governo, fez um apelo. Ele disse ao mandatário que pararia de reclamar em público de propostas de reajustes para servidores públicos se Bolsonaro encerrasse as críticas à vacinação.

O cálculo é eleitoral. A vacina, ao contrário do discurso do presidente, teve ampla adesão na sociedade. Cerca de 70% da população brasileira já completou o esquema vacinal.

Em entrevista ao jornal O Globo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que coordena a campanha do pai, afirmou que o discurso a respeito da vacina trouxe desgastes para Bolsonaro.

Apesar dos apelos, o presidente costuma ter uma postura reativa sempre que o assunto aparece. Pessoas próximas dizem que ele se mostra impassível e até irritado quando levantam o tema.

Segundo relatos, já teria chegado a ele números que mostram um alto percentual de seus eleitores favoráveis à vacinação. Auxiliares avaliam que há um descompasso entre o que o governo tem feito e o que o presidente tem dito.

Apesar do posicionamento antivacina de Bolsonaro, sua administração já comprou mais de 500 milhões de doses, de acordo com informações do Ministério da Saúde.

Quem defende o silêncio de Bolsonaro nesse tema diz acreditar que este é o melhor cenário, diante da dificuldade do presidente em defender o imunizante, cuja eficácia já foi amplamente comprovada.

Outra ala mais pragmática de seus aliados condiciona qualquer possibilidade de sucesso eleitoral à adesão do presidente à campanha de vacinação.

O chefe do Executivo tem amplo histórico de declarações críticas aos imunizantes, protagonizou disputa política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por causa da Coronavac, e o seu então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ignorou ofertas da Pfizer por meses.

Em dezembro e janeiro, Bolsonaro mirou a vacinação de crianças. Assim como ele não tomou o imunizante, disse que não levaria sua filha mais nova, Laura, 11, para se vacinar.

Ele chegou a protagonizar um novo embate com o diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, ao indicar que a agência teria interesse na aprovação da vacina para crianças de 5 a 11 anos.

"Então a vacina —pai e mãe, você que tem filhos de 5 a 11 anos de idade— é não obrigatória. Eu adianto a minha posição: a minha filha de 11 anos não será vacinada", declarou o presidente.

No último mês, o presidente tem modulado um pouco o discurso. A estratégia é dizer que todas as vacinas foram compradas pelo governo federal, mas que a aplicação não é obrigatória.

Em evento no Nordeste nesta semana, Bolsonaro focou esse ponto. "O governo sempre esteve ao lado de vocês. No tocante à vacina para a Covid, toda e qualquer vacina foi comprada pelo governo federal. E nós disponibilizamos a vocês, de forma não obrigatória."

"Cada um que fizesse seu juízo e tomasse ou não sua vacina. É um direito de cada um de vocês. Jamais o governo federal vai exigir de vocês passaporte vacinal", disse.

Outro ponto levantado por seus aliados para defender o governo da acusação de má gestão da pandemia é dizer que não houve corrupção envolvendo a compra das vacinas, mesmo após uma dura CPI da Covid.

No começo de fevereiro, a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber enviou à PGR (Procuradoria-Geral da República) a conclusão da Polícia Federal de que o presidente não prevaricou no caso da Covaxin. A expectativa é que o caso seja arquivado.

A suspeita recaía em Bolsonaro por causa do episódio em que foi avisado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, de supostas irregularidades na compra da Covaxin, negociada com a intermediação da Precisa Medicamentos.

O delegado da PF entendeu que não era atribuição do presidente comunicar supostas irregularidades a órgãos de controle.

Além de o discurso antivacina do presidente prejudicá-lo eleitoralmente, há uma expectativa entre seus aliados de que vire munição contra candidatos nos estados.

Ainda que a maioria dos seus ministros que devem disputar cargos públicos tenha se vacinado e defendido publicamente a vacinação, eles dizem acreditar que as críticas também vão respingar em suas campanhas.

Uma das principais preocupações do entorno de Bolsonaro hoje é, portanto, humanizá-lo.

Como apontou um interlocutor de seu grupo político, ele mostra mais solidariedade às vítimas de eventuais complicações advindas do imunizante do que aos mortos pelo vírus —o que é estatisticamente incomparável.

Pesquisas mostram que o presidente tem perdido votos especialmente em parcela do eleitorado feminino. Recentemente, ele próprio reconheceu isso e disse que "a maioria [das mulheres] vota na esquerda".

"Se há reação por parte das mulheres [a ele], faz uma visitinha em Pacaraima, Boa Vista, nos abrigos, e vê como é que estão as mulheres fugindo do paraíso socialista defendido pelo PT", disse o presidente.

Bolsonaro coleciona declarações polêmicas e rejeição com essa parcela do eleitorado. Em 2018, foi alvo de manifestações do movimento #EleNão.

O presidente já se referiu à sua filha Laura como "fraquejada". Ele se tornou réu no STF por ser acusado de incitar estupro contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

A ação foi suspensa em 2019 pelo ministro Luiz Fux, que citou que um presidente, no exercício do mandato, não pode ser processado por atos alheios à atuação.

Fonte: Folhapress via Yahoo Notícias

Jovem de 15 anos mata família após ter ficado de castigo por notas baixas

 


Um rapaz de 15 anos foi preso em Elche, Espanha, por ter confessado o assassinato dos pais e do irmão de 10 anos a tiros.

Tudo aconteceu após uma forte discussão em família devido às más notas do jovem, revela o La Voz de Galicia.

O triplo homicídio ocorreu na passada terça-feira após a mãe ter cortado o acesso ao wi-fi. O rapaz pegou então uma espingarda de caça e disparou dois tiros sobre a mãe. Depois também alvejou o irmão com a mesma arma, quando ele entrou na sala alertado pelo barulho. Esperou então que o pai chegasse do trabalho, e também o alvejou.

O jornal Las Provincias relata que ao todo o jovem disparou sete tiros - dois contra a mãe, dois contra o irmão e três contra o pai.

Depois de os matar, o adolescente transportou os corpos e levou-os para um barracão que a família utilizava para armazenar ferramentas. Aí ficaram três dias, até ele ter confessado o crime nesta sexta-feira (11), quando relatou o crime à tia, que foi a casa da família depois de não conseguir contactar a irmã.

A mulher alertou imediatamente as autoridades. O jovem confessou os fatos na esquadra da polícia de Elche, onde foi preso. Os policiais sublinharam a sua "frieza" e serenidade "fora do comum" e o fato de "ele não expressar remorso".

Os corpos do casal e do seu filho de 10 anos foram levados para o Instituto de Medicina Legal de Alicante, onde serão autopsiados. O presidente da Câmara de Alicante, Carlos González, disse este sábado estar "horrorizado" com o homicídio e decretou três dias de luto oficial.

Fonte: Notícias ao Minuto

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