Família passou as últimas férias no Rio de Janeiro
Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, de 22 anos - morta pelo marido, que é sargento da Aeronáutica, Tamerson Ribeiro Lima de Souza - deixou a filha, de 4 anos, e o sonho de ser enfermeira.
O corpo da vítima de feminicídio foi encontrado, no domingo (6), em Campo Grande, com uma lesão em um dos braços e o pescoço quebrado.
Nota da FAB - A Força Aérea Brasileira (FAB) informou por meio de nota que Tamerson faz parte do efetivo, em Campo Grande, "e encontra-se sob custódia da organização militar, à disposição da justiça, conforme previsto em lei".
Entenda o caso - O 2º sargento da Aeronáutica, Tamerson Ribeiro Lima de Souza, 31 anos, foi preso, na tarde desta segunda-feira (7), suspeito de matar a esposa, a enfermeira, Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, de 22 anos.
Tamerson e Natalin eram casados desde 2016. O casal tem uma filha pequena. O homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande.
Segundo a polícia, na delegacia, após questionado sobre todos indícios encontrados, Tamerson assumiu a autoria do crime.
O corpo de Natalin foi encontrado por um funcionário de uma fazenda na tarde de domingo (6). A vítima estava sem nenhum documento de identificação quando foi localizada.
Apesar de ter sido encontrada no domingo, Natalin teria sido morta na sexta-feira (4), segundo investigação da Deam.
PM confessa crime contra jovem de 19 anos e diz que está arrependido - "Momento de fúria"
De acordo com os autos, o jovem estava desarmado, algemado, sob a custódia do Estado, quando foi morto - O agente de segurança descarregou a pistola contra a vítima
O jovem Mateus Silva Cruz, de 19 anos, foi morto a tiros dentro de uma delegacia de Polícia Civil, em Camocim. O policial militar George Tarik de Vasconcelos Ferreira, de 33 anos, confessou o crime. Ele disse, em depoimento, que atirou em Mateus após uma confusão entre os dois. De acordo com os autos, o jovem estava desarmado, algemado, sob a custódia do Estado, quando foi morto. O agente de segurança, que descarregou a pistola contra a vítima, diz que estava sob efeito do álcool e afirma estar arrependido da conduta.
De acordo com o depoimento do policial, ele estava dentro de uma boate quando Mateus passou esbarando e disse: "Vai querer embaçar comigo porque é polícia". O policial disse que continuou andando e foi empurrado pelo jovem, que respondia por uso de drogas, ameaça, dano e desacato. O agente de segurança afirma que, ao olhar para trás, foi surpreendido por um soco no olho esquerdo. Depois disso o PM afirma que foi até o estacionamento e tentou abordar o rapaz para conduzi-lo à delegacia.
Tarik deu voz de prisão a Mateus, mas foi agredido novamente ao tentar tirar do jovem a chave de ignição do veículo que estava com ele.
O policial afirma que o jovem fugiu a pé, mas que a Polícia Militar, que veio prestar apoio ao policial, o abordou e ele foi conduzido à delegacia. Já o militar relatou que foi à unidade policial no próprio carro e que, ao chegar no local, Mateus estava sentado em um banco. Lá, o jovem teria encarado e desafiado o policial militar.
Conforme o depoimento do agente, em "um momento de fúria, levado pela emoção", ele sacou a pistola e, sem advertir a vítima, efetuou diversos disparos contra Mateus, que morreu no local.
George Tarik alegou que estava sob efeito de álcool e que estava fazendo uso de bebida alcoólica desde o meio-dia do último sábado, 5. Ele disse que estava "arrependido da conduta".
O que diz a SSPDS - Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informa que investiga a morte do jovem de 19 anos e confirma que o policial militar teve a arma apreendida, permanece preso no Presídio Militar e está a disposição da Justiça.
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